No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.A oração “é fato que os serviços ecossistêmicos marinhos e costeiros sofrem frequentemente interferências destrutivas” (linha 18) classifica-se como subordinada substantiva objetiva direta.
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GabaritoE — Errado
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Classificação da oração subordinada substantiva: subjetiva ou objetiva direta?
Gabarito: E (Errado). A oração “é fato que os serviços ecossistêmicos marinhos e costeiros sofrem frequentemente interferências destrutivas” não é objetiva direta; ela é subordinada substantiva subjetiva, pois exerce a função de sujeito do verbo “é” da oração principal. A classificação correta se prova pela substituição da oração por “isso”: “Isso é fato” — e “isso” é o sujeito. A banca trocou a função sintática, e é exatamente essa troca que o item explora.
O comando e o que ele pede
O enunciado pede que se julgue a classificação sintática de uma oração destacada. Isso é uma questão de gramática aplicada ao texto: não se trata de interpretar o conteúdo, mas de analisar a função sintática que a oração exerce dentro do período. Para resolver, você precisa identificar o verbo da oração principal, o termo que a oração substitui e a transitividade envolvida.
O texto e a estrutura do período
No trecho, temos:
“é fato que os serviços ecossistêmicos marinhos e costeiros sofrem frequentemente interferências destrutivas”
A oração principal é “é fato”. O verbo “é” é um verbo de ligação (predicativo do sujeito: “fato”). A oração iniciada por “que” (conjunção integrante) funciona como sujeito desse verbo: o que é fato? Que os serviços sofrem interferências. Portanto, a oração é subjetiva.
A técnica que decide: a substituição por “isso”
O bizu clássico para orações substantivas é substituí-las por “isso” (ou “isto”). Veja:
Subjetiva: “É fato que...” → “Isso é fato.” → “Isso” é sujeito de “é”.
Objetiva direta: “Quero que você estude” → “Quero isso.” → “Isso” é objeto direto de “quero”.
No caso do item, a substituição resulta em “Isso é fato”, e não “é fato isso” como objeto. O sujeito está posposto ao verbo, o que é comum em construções com verbos de ligação e predicativos. A oração não complementa um verbo transitivo direto; ela preenche a posição de sujeito.
Por que a alternativa está errada
A alternativa afirma que a oração é objetiva direta. Para ser objetiva direta, seria necessário que a oração exercesse a função de objeto direto de um verbo transitivo direto da oração principal. No período, o verbo da principal é “é” (verbo de ligação), que não pede objeto direto — ele pede predicativo do sujeito e tem como sujeito a própria oração. Portanto, a classificação correta é subjetiva, e a afirmação do item é falsa.
Conclusão
A banca trocou a função sintática: apresentou como objetiva direta uma oração que é subjetiva. Para acertar, lembre-se: oração subjetiva = sujeito do verbo da principal (geralmente com verbo de ligação ou voz passiva sintética); objetiva direta = objeto direto de um verbo transitivo direto. A substituição por “isso” resolve na hora.