Questão de Noções de Informática — Hardware - Dispositivos de Armazenamento, Memórias e Periféricos — Quadrix 2023
- Código
- qg026020
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CREA-GO
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista de Área - T.I
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO. O gerenciamento de processos não é exclusivo de sistemas operacionais modernos — ele é uma função essencial e histórica dos sistemas operacionais, presente desde os primeiros sistemas multiprogramáveis, como os mainframes das décadas de 1960 e 1970. A afirmativa erra ao afirmar que sistemas legados não aplicam esse gerenciamento, quando na verdade o conceito de processo e sua gestão (criação, escalonamento, sincronização e término) é um dos pilares da ciência da computação, presente em qualquer SO que execute múltiplas tarefas, inclusive os considerados legados.
O gerenciamento de processos é uma das principais responsabilidades do sistema operacional. Um processo é um programa em execução, com seu próprio espaço de endereçamento, estado (novo, pronto, executando, bloqueado, terminado) e contexto. O SO é quem cria, escala, suspende, retoma e encerra processos, além de gerenciar a comunicação entre eles. Essa função existe desde os primeiros sistemas operacionais multiprogramáveis, como o OS/360 da IBM (década de 1960), que já precisava gerenciar múltiplos jobs concorrentes. Portanto, a ideia de que o gerenciamento de processos é algo "moderno" e ausente em sistemas legados é um equívoco conceitual.
A banca explora a confusão entre "sistemas legados" e "sistemas sem capacidade de multiprogramação". Sistemas legados são sistemas antigos, mas muitos deles já eram multiprogramáveis e, portanto, já possuíam gerenciamento de processos. Mesmo sistemas monotarefa (como o MS-DOS) executavam um único processo por vez, mas ainda assim o SO precisava gerenciar a execução desse processo (carregar, executar, finalizar). O gerenciamento de processos não é um recurso opcional ou moderno — é uma função básica e indispensável de qualquer sistema operacional, desde os mais primitivos até os mais atuais.
Na prática, o gerenciamento de processos envolve: escalonamento (decidir qual processo usa a CPU e por quanto tempo), sincronização (coordenar o acesso a recursos compartilhados), comunicação entre processos (IPC) e gerência de deadlocks. Essas técnicas foram desenvolvidas e refinadas ao longo das décadas, mas a necessidade de gerenciar processos já existia nos sistemas batch dos anos 1960. Portanto, a afirmativa está incorreta ao restringir o gerenciamento de processos a sistemas operacionais modernos.
A banca tenta fazer o candidato acreditar que "sistemas legados" são rudimentares a ponto de não possuírem gerenciamento de processos. Na verdade, o gerenciamento de processos é uma função essencial e histórica dos SOs — mesmo os sistemas batch dos anos 1960 já o possuíam. O erro está em associar "legado" a "sem gerenciamento de processos", quando o correto é que todo SO, por definição, gerencia processos.
A afirmativa está errada porque o gerenciamento de processos é uma função fundamental e histórica dos sistemas operacionais, presente desde os primeiros sistemas multiprogramáveis (como o OS/360 da IBM, na década de 1960). Sistemas legados, como os mainframes e até o MS-DOS, já realizavam algum tipo de gerenciamento de processos — seja de múltiplos processos concorrentes, seja de um único processo em execução. A exclusividade atribuída aos sistemas modernos é falsa: o gerenciamento de processos é um dos pilares da arquitetura de qualquer SO, independentemente de sua idade ou modernidade.
Gabarito: ERRADO
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