Questão de Português — Morfologia - Verbos — Quadrix 2023
- Código
- qg027607
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CREFONO 2 - SP
- Ano
- 2023
- Nível
- Médio
- Cargo
- Auxiliar de Administração e Serviços

- CCerto
- EErrado

GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A substituição de "espera-se" (presente do indicativo, 3ª pessoa do singular, voz passiva sintética) por "esperasse" (pretérito imperfeito do subjuntivo) não mantém a correção gramatical do texto, pois altera o tempo e o modo verbal, o que compromete a coerência temporal e a estrutura da oração. A forma original "espera-se" expressa uma expectativa no presente, enquanto "esperasse" remeteria a uma hipótese ou condição no passado, o que não se sustenta no contexto.
O enunciado pede que se julgue se a substituição da forma verbal "espera-se" por "esperasse" manteria a correção gramatical do texto. Isso exige analisar tempo, modo e voz verbais e verificar se a troca preserva a estrutura sintática e o sentido. Não se trata de interpretação de ideias, mas de morfologia verbal aplicada ao contexto.
No trecho:
"Aos dois anos de idade, espera-se que ela consiga juntar duas palavras e estabelecer sentido entre elas"
A forma "espera-se" é a 3ª pessoa do singular do presente do indicativo na voz passiva sintética (partícula apassivadora "se"). O sujeito paciente é a oração subordinada substantiva subjetiva "que ela consiga juntar duas palavras...". O sentido é de uma expectativa atual, um fato que se espera que ocorra.
A forma "esperasse" é a 3ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do subjuntivo. Essa forma é usada para expressar:
Hipóteses ou condições irreais ou duvidosas no passado (ex.: "Se ele esperasse, veria");
Fatos passados não concluídos, dependentes de outra ação.
No texto, a oração principal "espera-se" está no presente do indicativo, indicando uma expectativa vigente. Substituí-la por "esperasse" (subjuntivo) transformaria a oração em uma hipótese passada, o que quebraria a coerência temporal com o restante do parágrafo, que fala de marcos de desenvolvimento infantil no presente ("A criança começa a esboçar", "ela já conseguirá construir frases").
Além disso, a estrutura sintática mudaria: "espera-se que ela consiga" (oração subordinada substantiva subjetiva) passaria a "esperasse que ela consiga", o que é agramatical, pois o subjuntivo "esperasse" exigiria um verbo na subordinada também no subjuntivo ou no futuro do pretérito (ex.: "esperasse que ela conseguisse"), não no presente do subjuntivo "consiga".
A afirmação de que a substituição manteria a correção gramatical é falsa. A troca de "espera-se" (presente do indicativo) por "esperasse" (pretérito imperfeito do subjuntivo) altera o tempo e o modo verbal, o que não é permitido sem prejuízo à correção e à coerência. No texto, "espera-se" expressa uma expectativa atual; "esperasse" introduziria uma hipótese passada, incompatível com o contexto. Além disso, a subordinada "que ela consiga" ficaria inadequada após um verbo no subjuntivo pretérito, exigindo "conseguisse". Portanto, a substituição não mantém a correção gramatical.
A banca tenta confundir ao apresentar duas formas verbais parecidas na escrita ("espera-se" e "esperasse"), mas com tempos e modos diferentes. A armadilha é achar que a troca é inócua, ignorando a mudança de presente do indicativo para pretérito do subjuntivo.
Ao julgar substituições verbais, verifique tempo, modo, pessoa e voz. Pergunte: "a nova forma mantém o mesmo tempo e modo?" Se não, a correção gramatical e o sentido provavelmente serão alterados.
Conclusão: a forma "espera-se" está no presente do indicativo, voz passiva sintética, e expressa expectativa atual. "Esperasse" está no pretérito imperfeito do subjuntivo, o que mudaria o tempo e o modo, quebrando a coerência e a correção. Logo, o item está errado.
Gabarito: letra E (Errado).
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