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Questão de Português — Morfologia - Pronomes — Quadrix 2023

PortuguêsMorfologia - Pronomes
Código
qg027714
Banca
Quadrix
Órgão
CRESS-AL
Ano
2023
Nível
Médio
Cargo
Assistente Técnico Administrativo
TEXTO I

1_a .png (379×341)

F. M. Escóssia. Invisíveis: uma etnografia sobre identidade, direitos
e cidadania nas trajetórias de brasileiros sem documento.
Tese (doutorado em história, política e bens culturais).
Fundação Getúlio Vargas: Rio de Janeiro, 2019 (com adaptações).

TEXTO II

1_b.png (301×268)

Internet: <www.ufrgs.br>.

TEXTO III

1_c .png (377×179)

Internet: <www.noticias.cruzeirodosuleducacional.edu.br>.
A atuação do profissional de serviço social e a importância
da profissão para o desenvolvimento regional (com adaptações).
No que se refere aos aspectos de composição linguística e às classificações quanto ao gênero dos textos I, II e III, julgue o item.O pronome “cuja” (linha 16 do texto I) poderia ser substituído por que, sem que houvesse prejuízo sintático e semântico para o trecho.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Substituição de “cuja” por “que” — impossível sem prejuízo sintático e semântico

Gabarito: letra E (ERRADO). O pronome relativo “cuja” não pode ser substituído por “que” sem prejuízo sintático e semântico, porque “cuja” exerce função de adjunto adnominal (indica posse) e concorda com o termo subsequente, enquanto “que” teria outra função sintática e não carrega a ideia de posse. A substituição quebraria a estrutura da oração subordinada adjetiva e alteraria o sentido do trecho.

O comando da questão

O enunciado pede um julgamento sobre a possibilidade de substituição do pronome relativo “cuja” por “que”, afirmando que isso ocorreria “sem prejuízo sintático e semântico”. Trata-se de uma questão de gramática aplicada ao texto: não basta saber que ambos são pronomes relativos; é preciso analisar a função sintática que cada um exerce na oração e o efeito de sentido que produzem. O verbo “poderia” indica que a banca quer saber se a troca é equivalente — e equivalência exige que a função e o sentido sejam preservados.

O texto e o trecho em questão

O texto I (tese de doutorado de M. Escóssia) trata da invisibilidade de brasileiros sem documento. Na linha 16, o pronome “cuja” aparece em uma oração subordinada adjetiva, ligando dois substantivos e estabelecendo uma relação de posse entre eles. A estrutura típica é: “substantivo + cujo + substantivo”, em que “cujo” concorda em gênero e número com o segundo substantivo (o possuído). Por exemplo: “o cidadão cujos direitos foram negados” — “cujos” concorda com “direitos”.

A regra que decide: função e concordância de “cujo”

O pronome relativo “cujo” (e flexões) é sempre pronome adjetivo: ele acompanha um substantivo, funcionando como adjunto adnominal. Ele indica posse e concorda com o termo que vem depois dele. Além disso, não admite artigo após si (nunca “cujo o”).

Já o pronome relativo “que” é um coringa: pode exercer função de sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, adjunto adverbial, etc., dependendo da regência do verbo. Mas não indica posse e não concorda com termo subsequente.

No trecho do texto I, “cuja” exerce função de adjunto adnominal do substantivo que o segue. Se substituíssemos por “que”, a oração ficaria sintaticamente quebrada, pois “que” não teria a mesma função e a relação de posse se perderia. Vejamos um exemplo genérico para ilustrar:

  • “A mulher cujo filho estuda aqui” — “cujo” = adjunto adnominal de “filho”, indica posse (o filho da mulher).

  • “A mulher que filho estuda aqui”agramatical: “que” não pode ser adjunto adnominal de “filho”.

Portanto, a substituição é inviável.

Pronome relativo "cujo"
  • 1Função sintática
    • Adjunto adnominal
    • Indica posse
  • 2Concordância
    • Com o termo subsequente
    • Não admite artigo após si
  • 3Substituição por "que"
    • Inviável
      • Quebra a estrutura sintática
      • Perde a ideia de posse
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Análise da assertiva

A assertiva afirma que a substituição “poderia ser feita sem prejuízo sintático e semântico”. Isso é falso, pois:

  • Sintaticamente: “cuja” exerce função de adjunto adnominal; “que” não poderia exercer essa função no mesmo contexto, pois a oração ficaria sem o conectivo adequado para a relação de posse.

  • Semanticamente: “cuja” carrega a ideia de posse; “que” é neutro, não transmite essa relação.

Logo, a assertiva está errada.

Conclusão

A banca explora a função sintática e a concordância do pronome relativo “cujo”. A pegadinha está em sugerir que “que” pode substituir “cujo” sem alteração, ignorando que “cujo” é um pronome adjetivo com valor possessivo e concordância específica. Gabarito: letra E (ERRADO).

PEGA ESSA DICA!

Ao julgar substituições de pronomes relativos, verifique sempre a função sintática que o pronome exerce na oração e a concordância com o termo subsequente. “Cujo” é sempre adjunto adnominal e indica posse; “que” é coringa, mas não tem esse valor.

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