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Questão de Português — Figuras de Linguagem — Quadrix 2023

PortuguêsFiguras de Linguagem
Código
qg027715
Banca
Quadrix
Órgão
CRESS-AL
Ano
2023
Nível
Médio
Cargo
Assistente Técnico Administrativo
TEXTO I

1_a .png (379×341)

F. M. Escóssia. Invisíveis: uma etnografia sobre identidade, direitos
e cidadania nas trajetórias de brasileiros sem documento.
Tese (doutorado em história, política e bens culturais).
Fundação Getúlio Vargas: Rio de Janeiro, 2019 (com adaptações).

TEXTO II

1_b.png (301×268)

Internet: <www.ufrgs.br>.

TEXTO III

1_c .png (377×179)

Internet: <www.noticias.cruzeirodosuleducacional.edu.br>.
A atuação do profissional de serviço social e a importância
da profissão para o desenvolvimento regional (com adaptações).
No que se refere aos aspectos de composição linguística e às classificações quanto ao gênero dos textos I, II e III, julgue o item.O termo “pessoa que não existe” (linhas 13 e 14 do texto I) configura o uso da figura de linguagem denominada paradoxo.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Paradoxo: “pessoa que não existe” e a figura de pensamento

Gabarito: letra C (CERTO). O termo “pessoa que não existe” configura, sim, o uso da figura de linguagem denominada paradoxo, pois une duas ideias que se contradizem: a de “pessoa” (algo que, por definição, existe) e a de “não existe” (a negação da existência). Essa contradição aparente é a essência do paradoxo, também chamado de oximoro quando a oposição se dá entre termos próximos.

O comando da questão

A questão pede um julgamento de Certo ou Errado sobre a classificação de um recurso expressivo. Isso exige, primeiro, saber o que é paradoxo e, segundo, verificar se o trecho citado se encaixa nessa definição. Não se trata de interpretar o sentido global do texto, mas de reconhecer uma figura de linguagem específica — uma tarefa de conceito aplicado a um caso concreto.

O que é paradoxo (e o que não é)

O paradoxo é uma figura de pensamento que consiste em expressar uma contradição aparente — ideias que se excluem logicamente, mas que, no contexto, produzem um efeito expressivo. Veja a definição clássica:

“Paradoxo – consiste na expressão de pensamentos antitéticos aparentemente absurdos: Vivo sem viver em mim.”

No exemplo “Vivo sem viver em mim”, há a afirmação de viver e, ao mesmo tempo, a negação dessa vida — uma contradição que só se resolve no plano figurado. O mesmo ocorre em “pessoa que não existe”: “pessoa” pressupõe existência; “não existe” a nega. A junção dos dois termos cria a contradição característica do paradoxo.

É importante não confundir com a antítese. Na antítese, há apenas a oposição de ideias (ex.: “o amor e o ódio caminham juntos”), sem que uma anule a outra. No paradoxo, a contradição é lógica e aparentemente absurda — como “silêncio ensurdecedor” ou “obscura claridade”.

Aplicação ao trecho do texto I

No texto I, a expressão “pessoa que não existe” é usada para se referir a alguém que, burocraticamente, não tem existência legal — não possui documentos. O autor emprega a contradição de forma proposital: a pessoa existe fisicamente, mas não existe para o Estado. Essa é a essência do paradoxo: a união de termos contraditórios que, no contexto, revelam um sentido mais profundo.

Análise do item

Figuras de pensamento
  • 1Paradoxo
    • Contradição lógica aparente
    • Termos que se excluem
    • Ex.: "pessoa que não existe"
    • Ex.: "vivo sem viver"
  • 2Antítese
    • Oposição de ideias
    • Sem contradição lógica
    • Ex.: "amor e ódio"
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Item — ✅ CERTOGABARITO

A afirmação está correta. O termo “pessoa que não existe” configura o uso do paradoxo, pois combina a ideia de “pessoa” (que implica existência) com a de “não existe” (que a nega), criando uma contradição aparente — marca registrada dessa figura de pensamento.

NÃO CAIA NESSA!

A banca testa se o candidato confunde paradoxo com antítese. Na antítese, há oposição de ideias sem contradição lógica (ex.: “tristeza e felicidade”); no paradoxo, a contradição é interna e aparentemente absurda (ex.: “pessoa que não existe”). Aqui, a negação da existência dentro do próprio termo “pessoa” é o que caracteriza o paradoxo.

PEGA ESSA DICA!

Para reconhecer um paradoxo, pergunte: “há uma contradição lógica entre os termos?”. Se sim, é paradoxo. Se há apenas oposição de ideias, é antítese. Ex.: “vivo sem viver” (paradoxo) × “o amor e o ódio” (antítese).

Conclusão: o item está CERTO, pois “pessoa que não existe” é um exemplo clássico de paradoxo — a união de termos contraditórios que, no contexto, expressam a condição de quem não tem existência legal. A resposta é a letra C.

Gabarito: letra C (CERTO).

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