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Questão de Medicina — Legislação da Saúde. SUS. — Quadrix 2023

MedicinaLegislação da Saúde. SUS.
Código
qg027978
Banca
Quadrix
Órgão
CRM-MG
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
CRM - MG - Médico Fiscal
O que diferencia uma unidade clínica tipo II de uma unidade clínica tipo I é a
  1. Anecessidade de uma sala de recuperação ou de observação de pacientes.
  2. Bnecessidade de uma central de material de esterilização.
  3. Cpossibilidade de haver pernoite na própria unidade.
  4. Dpossibilidade de se oferecer anestesia local sem sedação.
  5. Eanexação a um hospital geral ou especializado.
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GabaritoA — necessidade de uma sala de recuperação ou de observação de pacientes.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Unidades clínicas tipo I e tipo II: diferenciação estrutural

Gabarito: letra A. A diferença entre uma unidade clínica tipo II e uma tipo I é a necessidade de uma sala de recuperação ou de observação de pacientes. A unidade tipo I é a mais simples, com estrutura mínima para procedimentos de pequeno porte; a tipo II acrescenta a capacidade de reter o paciente por algumas horas após o procedimento, o que exige esse espaço específico. Essa distinção vem da regulamentação técnica que define os níveis de complexidade das unidades de saúde, e é exatamente o que a alternativa A espelha.

O que está em jogo aqui é a classificação das unidades clínicas conforme sua complexidade assistencial. A unidade tipo I é a mais básica: destina-se a procedimentos de pequeno porte, com o paciente permanecendo apenas o tempo do ato e indo embora em seguida. A unidade tipo II, por sua vez, já comporta procedimentos que exigem um período de observação pós-procedimento — por isso, precisa de um espaço físico dedicado a isso, a sala de recuperação ou de observação. É essa a fronteira que separa as duas: a capacidade de reter o paciente por algumas horas para monitoramento.

A regulamentação que trata do assunto (a norma que define os requisitos mínimos das unidades clínicas) lista os itens obrigatórios de cada tipo. Para a unidade tipo I, os itens são: área de recepção, depósito de material de limpeza, sanitário e sala de execução de procedimentos. A unidade tipo II mantém esses itens e acrescenta a sala de recuperação ou observação — é esse acréscimo que a diferencia. As demais alternativas trazem elementos que não são o diferencial: a central de material de esterilização, por exemplo, é um serviço de apoio que pode ser compartilhado ou terceirizado, não sendo exclusivo da tipo II; o pernoite é característica de unidades de internação, não de unidades clínicas ambulatoriais; a anestesia local sem sedação é procedimento possível em ambas; e a anexação a hospital é critério de outra classificação, não desta.

Na prática, imagine uma unidade que faz pequenas cirurgias com anestesia local. Se o paciente sai logo após o procedimento, ela pode ser tipo I. Se o procedimento exige que o paciente fique algumas horas em observação antes de ir para casa, ela precisa ser tipo II — e aí a sala de recuperação é obrigatória. É essa necessidade de reter o paciente que define o salto de complexidade entre os dois tipos.

A pegadinha da banca está em oferecer elementos que parecem razoáveis — como a central de esterilização ou o pernoite — mas que não são o critério distintivo. A central de material de esterilização é um serviço de apoio que pode ser compartilhado entre várias unidades, não sendo exclusivo da tipo II. O pernoite é próprio de unidades de internação, não de unidades clínicas. A anestesia local sem sedação é procedimento de baixa complexidade, compatível com a tipo I. E a anexação a hospital é critério de outra classificação de serviços de saúde. O que realmente muda é a capacidade de observação pós-procedimento.

Guarde o critério: unidade tipo I = procedimento e alta imediata; unidade tipo II = procedimento + observação pós-procedimento. É nessa distinção que as alternativas se separam.

Unidades clínicas
  • 1Tipo I (estrutura mínima)
    • Recepção
    • Depósito de material de limpeza
    • Sanitário
    • Sala de execução de procedimentos
    • Alta imediata
  • 2Tipo II (acréscimo)
    • Sala de recuperação ou observação
    • Retenção por algumas horas
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A necessidade de sala de recuperação ou de observação de pacientes é exatamente o que diferencia a unidade tipo II da tipo I. A tipo I realiza procedimentos de pequeno porte com alta imediata; a tipo II precisa reter o paciente por algumas horas após o procedimento, o que exige esse espaço específico. É o acréscimo estrutural que define o nível de complexidade superior.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A central de material de esterilização (CME) é um serviço de apoio que pode ser compartilhado entre várias unidades ou terceirizado — não é um item exclusivo da unidade tipo II. A norma que define os requisitos mínimos da unidade tipo I não a inclui como item obrigatório, e a tipo II também não a exige como diferencial. A banca oferece esse elemento para confundir, pois é um serviço comum em serviços de saúde, mas não é o critério distintivo entre os dois tipos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O pernoite é característica de unidades de internação (como enfermarias), não de unidades clínicas ambulatoriais. A unidade tipo II pode reter o paciente por algumas horas em observação, mas não por pernoite — isso seria outra classificação de serviço. A banca troca o conceito de "observação por algumas horas" por "pernoite", que é um nível de complexidade muito maior.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A anestesia local sem sedação é um procedimento de baixa complexidade, compatível tanto com a unidade tipo I quanto com a tipo II. Não é um diferencial entre elas — a tipo I já realiza procedimentos com anestesia local. A banca oferece esse elemento porque parece razoável, mas não é o critério que separa os dois tipos.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A anexação a um hospital geral ou especializado é critério de outra classificação de serviços de saúde (como unidades de saúde de maior complexidade), não desta. A unidade tipo II pode ser autônoma ou anexa, mas isso não a diferencia da tipo I. A banca troca o critério de classificação, oferecendo um elemento que pertence a outro contexto.

NÃO CAIA NESSA!

A banca oferece elementos que parecem razoáveis — central de esterilização, pernoite, anestesia local — mas que não são o critério distintivo. A central de esterilização é serviço de apoio compartilhável; o pernoite é de unidade de internação; a anestesia local é compatível com a tipo I. O que realmente muda é a capacidade de observação pós-procedimento. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪

PEGA ESSA DICA!

Para questões de classificação de unidades de saúde, foque no que a norma lista como item obrigatório de cada tipo. A tipo I tem estrutura mínima (recepção, DML, sanitário, sala de execução); a tipo II acrescenta a sala de recuperação/observação. Memorize esse acréscimo — é ele que cai na prova.

Gabarito: letra A

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