Questão de Português — Crase — Quadrix 2023
- Código
- qg028348
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRMV-MT
- Ano
- 2023
- Nível
- Médio
- Cargo
- Assistente Administrativo
Texto para o item.

Internet: www.gov.br (com adaptações).
- CCerto
- EErrado
Texto para o item.

Internet: www.gov.br (com adaptações).
GabaritoC — Certo
Gabarito: C (Certo). A reescrita proposta mantém o sinal indicativo de crase porque a crase em "à sociedade brasileira" decorre da fusão da preposição "a" (exigida pelo verbo "conferir") com o artigo feminino "a" que antecede o substantivo "sociedade" — e essa fusão independe da ordem dos termos coordenados. Como se lê no trecho original, "benefícios aos atores envolvidos e à sociedade brasileira", a preposição rege igualmente os dois complementos; ao inverter a ordem para "benefícios à sociedade brasileira e aos atores envolvidos", a crase permanece obrigatória, pois o termo "sociedade" continua sendo feminino e antecedido de artigo.
A questão pede que se avalie uma reescritura — a inversão da ordem de dois termos coordenados — e se verifique se a crase deve ser mantida. Não se trata de interpretação de sentido, mas de gramática aplicada ao texto: a banca testa se o candidato compreende que a crase é um fenômeno sintático-semântico ligado à regência e à presença do artigo, e não à posição do termo na frase.
O trecho original é "benefícios aos atores envolvidos e à sociedade brasileira". Aqui, o substantivo "benefícios" rege a preposição "a" (quem confere benefícios, confere a alguém). Essa preposição se funde:
com o artigo masculino "os" → aos (sem crase, pois é masculino);
com o artigo feminino "a" → à (com crase, pois é feminino).
A crase é a fusão da preposição "a" com o artigo feminino "a" (ou com o "a" inicial de pronomes demonstrativos/relativos). Para que haja crase, são necessárias duas condições simultâneas:
O termo regente (verbo ou nome) exige a preposição "a";
O termo regido é feminino e admite o artigo "a".
No trecho, "benefícios" exige a preposição "a" (quem dá benefícios, dá a alguém). "Sociedade" é substantivo feminino e admite o artigo "a". Logo, a crase é obrigatória. A inversão da ordem dos complementos não altera essas condições: "sociedade" continua feminina e antecedida de artigo, e a preposição continua sendo exigida pelo mesmo nome. Portanto, a crase deve ser mantida.
Um método rápido para verificar a crase é substituir o termo feminino por um masculino equivalente. Se, na troca, aparecer "ao", há crase; se aparecer apenas "o", não há. Veja:
"benefícios aos atores" → trocando por masculino: "benefícios ao ator" (aparece "ao", mas é masculino, sem crase);
"benefícios à sociedade" → trocando por masculino: "benefícios ao povo" (aparece "ao", e como o original é feminino, há crase).
Esse teste confirma que a crase é obrigatória em "à sociedade", independentemente da ordem.
A assertiva afirma que, ao inverter a ordem para "benefícios à sociedade brasileira e aos atores envolvidos", deve-se manter o sinal indicativo de crase. Isso está correto, pois a crase é determinada pela regência e pela presença do artigo, não pela posição do termo na frase. A inversão não altera a natureza dos complementos: "sociedade" continua feminina e antecedida de artigo, e a preposição "a" continua sendo exigida pelo nome "benefícios". Portanto, a crase permanece obrigatória.
Ao reescrever frases com termos coordenados, verifique se a crase é devida à regência e ao artigo, e não à ordem. A inversão não elimina a crase se as condições permanecem.
A assertiva está certa. A crase em "à sociedade brasileira" é obrigatória e independe da ordem dos termos. A banca testa exatamente essa compreensão: a crase é um fenômeno sintático-semântico, não posicional.
Gabarito: C (Certo).
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