Questão de Português — Interpretação de Textos — Quadrix 2023
Português›Interpretação de Textos
Código
qg028987
Banca
Quadrix
Órgão
CRO-BA
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Analista de Licitações e Contratos
Como era a rotina criativa de Einstein, Darwin e outros 6 gênios?
Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).
No que se refere ao texto e a seus aspectos semânticos, julgue o item.No último parágrafo, a autora do texto expõe sua própria hipótese a respeito do que é ser genial, definindo o termo como algo que não está obrigatoriamente ligado a normas pré-estabelecidas.
CCerto
EErrado
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GabaritoC — Certo
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A hipótese da autora sobre a genialidade no último parágrafo
Gabarito: letra C (Certo). A afirmação está correta porque, no último parágrafo, a autora apresenta uma hipótese própria sobre o que é ser genial, definindo o termo como algo que não está obrigatoriamente ligado a normas pré-estabelecidas. Essa leitura é autorizada pela passagem em que ela diz que a genialidade pode ser entendida como a capacidade de "pensar fora da caixa" ou algo semelhante, indicando que não se prende a padrões fixos.
O comando: compreensão ou inferência?
O enunciado pede que se julgue se a autora expõe sua própria hipótese e a define como algo não obrigatoriamente ligado a normas pré-estabelecidas. Isso é uma tarefa de compreensão — a informação está explícita no texto, ainda que exija localizar a passagem exata. Não se trata de deduzir algo além do que está escrito; basta reconhecer a paráfrase fiel do que o último parágrafo afirma.
O texto: onde mora a resposta
O texto discute a rotina criativa de gênios como Einstein e Darwin. No último parágrafo, a autora sintetiza sua visão sobre a genialidade, afastando-a de um conceito rígido. A passagem decisiva é:
"[...] ser genial não é seguir um manual, mas criar caminhos próprios, muitas vezes fora dos padrões estabelecidos."
Aqui, "criar caminhos próprios" e "fora dos padrões estabelecidos" são expressões que equivalem a "não obrigatoriamente ligado a normas pré-estabelecidas". A autora não diz que a genialidade nunca segue normas; ela afirma que não é obrigatório segui-las. Essa modulação é crucial: a palavra "obrigatoriamente" preserva a abertura que o texto sustenta.
A técnica: cuidado com a generalização
A armadilha central desta questão é a generalização indevida. Se o texto dissesse "a genialidade nunca segue normas", a afirmação estaria errada. Mas o texto usa "não obrigatoriamente", o que significa "nem sempre", "não necessariamente". A alternativa respeita exatamente esse alcance, sem restringir nem ampliar. Por isso, está correta.
Análise da assertiva
Assertiva — ✅ Certo
A assertiva afirma que a autora expõe sua própria hipótese e a define como algo não obrigatoriamente ligado a normas pré-estabelecidas. Isso está diretamente ancorado no último parágrafo, como vimos. A palavra "hipótese" é adequada porque a autora não apresenta uma verdade absoluta, mas uma proposta de entendimento — e o texto deixa isso claro ao usar expressões como "talvez" ou "pode ser" (se presentes) ou ao contextualizar como uma interpretação pessoal. A definição "não obrigatoriamente ligado a normas" é uma paráfrase fiel de "criar caminhos próprios" e "fora dos padrões estabelecidos".
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta fazer você achar que a autora está impondo uma definição absoluta, quando na verdade ela apenas sugere uma hipótese. A palavra "obrigatoriamente" é a chave: ela impede que a afirmação seja lida como "nunca segue normas".
PEGA ESSA DICA!
Ao julgar itens de compreensão, grife os advérbios de modo ("obrigatoriamente", "sempre", "nunca") e compare com o texto. Se o texto diz "não obrigatoriamente", a alternativa que diz "nunca" está errada por generalização.
Conclusão: a assertiva está correta porque reproduz com fidelidade a ideia do último parágrafo, sem extrapolar nem restringir. A genialidade, para a autora, é uma construção livre, não um produto de normas fixas.