Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — Quadrix 2023
- Código
- qg029225
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRO-MS
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Administrativo

- CCerto
- EErrado

GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (Errado). O vocábulo “vizinhança” (linha 22) não faz referência a pessoas que residem próximas àquelas com problemas bucais; no contexto, ele designa as estruturas que circundam a arcada dentária — ou seja, a gengiva e os tecidos adjacentes aos dentes. A prova está na própria construção do trecho final, em que a OMS recomenda “ampliar o esclarecimento sobre os hábitos que resguardam a arcada dentária e a vizinhança”.
O comando pede uma análise de sentido contextual de uma palavra — tarefa de interpretação de texto que exige voltar ao trecho e verificar o que o termo retoma. Não se trata de gramática normativa isolada, mas de coesão lexical: entender que “vizinhança” foi empregada em sentido conotativo (figurado), e não em seu sentido denotativo (pessoas que moram perto).
No texto, o autor fala de problemas “nos dentes, na gengiva ou em seus arredores” (linhas 1-2) e, ao final, recomenda esclarecer hábitos que protegem a “arcada dentária e a vizinhança”. A palavra “vizinhança” retoma, por sinonímia contextual, a ideia de “arredores” dos dentes — ou seja, a gengiva e os tecidos bucais próximos. A alternativa erra ao extrapolar o sentido, trazendo para o texto uma noção de “vizinhança” como pessoas residentes em proximidade, que não encontra nenhum respaldo no contexto.
A técnica decisiva: sempre que uma questão perguntar o sentido de uma palavra, volte ao trecho e substitua mentalmente a palavra por seus possíveis significados. A única substituição que mantém o sentido do texto é “tecidos que circundam os dentes”. Qualquer outra — como “pessoas que moram perto” — quebra a coerência do parágrafo, pois o texto trata de saúde bucal, não de relações de vizinhança entre pessoas.
A banca explora a polissemia da palavra “vizinhança”. O candidato conhece o sentido comum (pessoas que moram perto) e o aplica ao texto, sem verificar que, no contexto, a palavra foi usada em sentido figurado, referindo-se aos tecidos que rodeiam os dentes. A armadilha é extrapolar o sentido denotativo para um contexto que exige o conotativo.
Em questões de sentido de palavra, desconfie sempre do significado mais óbvio. Teste cada sentido possível substituindo a palavra no trecho e veja qual mantém a coerência do parágrafo. O sentido correto é o que o texto autoriza, não o que você conhece do dicionário.
A afirmativa está errada porque atribui a “vizinhança” um sentido que o texto não sustenta. No trecho final, lê-se:
“ampliar o esclarecimento sobre os hábitos que resguardam a arcada dentária e a vizinhança”
Aqui, “vizinhança” está coordenada a “arcada dentária” — ambas são o objeto dos hábitos de proteção. Se “vizinhança” fossem pessoas, o texto estaria dizendo que hábitos de higiene protegem pessoas que moram perto de quem tem problemas bucais, o que não faz sentido. O termo retoma, por coesão lexical, a ideia de “arredores” dos dentes mencionada no início do texto (linhas 1-2: “nos dentes, na gengiva ou em seus arredores”). Portanto, a alternativa extrapola o sentido, trazendo uma informação que não está no texto.
Conclusão: a palavra “vizinhança” foi empregada em sentido conotativo, referindo-se aos tecidos que circundam a arcada dentária (gengiva, mucosa etc.), e não a pessoas residentes em proximidade. A alternativa erra ao extrapolar o sentido denotativo da palavra, ignorando o contexto. Gabarito: letra E (Errado).
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