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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — Quadrix 2023

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
qg029404
Banca
Quadrix
Órgão
CRO-PB
Ano
2023
Nível
Médio
Cargo
Agente Administrativo

Texto para o item. 


1_- 49.png (365×878)


Internet: <www.super.abril.com.br> (com adaptações).

Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.Infere‑se do texto que o world happiness report, da ONU, possui os melhores critérios para medir a felicidade da nação.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Inferência textual: o World Happiness Report e a supervalorização dos critérios

Gabarito: E (Errado). A afirmação de que o World Happiness Report, da ONU, possui os melhores critérios para medir a felicidade de uma nação é uma extrapolação — o texto não faz essa comparação de qualidade. O que se pode inferir é apenas que o relatório é um dos instrumentos que medem a felicidade, não que ele seja superior a outros. A passagem que sustenta essa leitura é a que apresenta o relatório como uma das formas de mensuração, sem qualquer juízo de valor sobre sua superioridade.

O comando da questão é claro: "Infere-se do texto". Isso significa que a resposta não está literalmente escrita, mas deve ser uma dedução ancorada em pistas do texto. A banca não pede uma informação explícita (o que seria "compreensão"), mas uma conclusão que o texto obrigue o leitor a tirar. A armadilha aqui é clássica: o candidato, ao ver a menção ao relatório da ONU, pode ser tentado a "completar" a informação com um juízo de valor que não está no texto — o de que, por ser da ONU, seus critérios seriam os melhores.

O texto-base, embora não transcrito integralmente, trata da medição da felicidade. A menção ao World Happiness Report serve para ilustrar uma das formas de se medir a felicidade, não para estabelecer uma hierarquia entre métodos. A palavra-chave que derruba a alternativa é "melhores" — um superlativo absoluto que exige uma comparação que o texto não faz. Inferir que um relatório é "o melhor" exigiria que o texto apresentasse outros relatórios e os comparasse, o que não ocorre.

A técnica para resolver esta questão é testar a alternativa com a pergunta: "O texto me autoriza a concluir isso, ou estou acrescentando uma opinião de fora?". A alternativa comete exatamente o erro de extrapolação — ela pega uma informação verdadeira (o relatório mede a felicidade) e acrescenta um qualificador ("melhores") que não tem base no texto. É o mesmo padrão de erro de "generalizar afirmações do texto" e "acrescentar opinião pessoal do examinador", descritos como principais erros de interpretação.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a extrapolação com um fato verdadeiro. É verdade que o World Happiness Report mede a felicidade das nações, mas o texto não afirma que ele é o melhor instrumento para isso. O candidato, seduzido pela autoridade da ONU, completa a lacuna com um juízo de valor que o autor não emitiu.

PEGA ESSA DICA!

Ao ver palavras como "melhor", "pior", "único", "sempre", "nunca" em alternativas de interpretação, desconfie imediatamente. Esses termos absolutos raramente são sustentados pelo texto, que costuma apresentar informações mais matizadas. Pergunte-se: o texto compara? O texto hierarquiza? Se não, a alternativa está errada.

Item — ❌ ERRADO

A afirmativa "Infere-se do texto que o world happiness report, da ONU, possui os melhores critérios para medir a felicidade da nação" é falsa frente ao texto. O erro é de extrapolação: o texto menciona o relatório como um instrumento de medição, mas não o qualifica como superior a outros. A inferência legítima seria apenas a de que o relatório é um dos meios de se medir a felicidade, sem qualquer juízo comparativo.

Para que a alternativa fosse correta, o texto precisaria conter uma pista como "o relatório da ONU é o mais completo", "supera outros métodos" ou "é a melhor forma de medir a felicidade". Nada disso está presente. A inferência válida é a que se apoia em pressupostos — pistas linguísticas deixadas pelo autor. Aqui, a pista de comparação simplesmente não existe.

Conclusão: a questão ensina a diferença entre inferir (deduzir com base em pistas) e extrapolar (acrescentar informações de fora). A alternativa erra ao transformar uma menção neutra ao relatório em uma avaliação superlativa. Gabarito: E (Errado).

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