Questão de Português — Sintaxe — Quadrix 2023
- Código
- qg029412
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRO-PB
- Ano
- 2023
- Nível
- Médio
- Cargo
- Agente Administrativo
Texto para o item.

Internet: <www.super.abril.com.br> (com adaptações).
- CCerto
- EErrado
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GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (Errado). O sujeito da oração “Esperamos que sim” não é indeterminado; trata-se de sujeito oculto (desinencial), pois a desinência verbal -mos indica claramente a 1ª pessoa do plural (nós). A indeterminação ocorreria apenas se o sujeito não pudesse ser identificado nem pelo contexto nem pela terminação verbal — o que não é o caso aqui.
A questão pede um julgamento Certo/Errado sobre uma afirmação sintática: “O sujeito da oração ‘Esperamos que sim’ é indeterminado”. Para resolver, você precisa classificar o tipo de sujeito da oração destacada. Não se trata de interpretação de texto, mas de análise sintática — o foco está na estrutura gramatical, não no conteúdo.
O texto-base (não transcrito integralmente) contém a oração “Esperamos que sim” na linha 2. O verbo esperar está conjugado na 1ª pessoa do plural do presente do indicativo: esperamos. Essa desinência (-mos) é a chave da questão.
O sujeito indeterminado ocorre quando não se quer ou não se pode identificar o agente da ação. A gramática reconhece três casos principais:
Verbo na 3ª pessoa do plural sem referência a um termo anterior ou posterior: Roubaram meu carro.
Verbo na 3ª pessoa do singular + “se” (índice de indeterminação do sujeito): Precisa-se de empregados.
Verbo no infinitivo impessoal: É difícil agradar a todos.
Já o sujeito oculto (desinencial ou elíptico) é aquele que não está explícito na oração, mas pode ser identificado pela desinência verbal ou pelo contexto. Exemplo clássico: Fomos ao museu ontem — o sujeito é nós, identificado pela desinência -mos.
Na oração “Esperamos que sim”, o verbo esperamos traz a desinência -mos, que remete diretamente à 1ª pessoa do plural. Portanto, o sujeito é nós — um sujeito oculto/desinencial, determinado, e não indeterminado.
Ao classificar o sujeito, pergunte: “Consigo identificar quem pratica a ação pela desinência verbal ou pelo contexto?” Se sim, o sujeito é determinado (oculto ou explícito). Se não, pode ser indeterminado ou inexistente.
A banca tenta confundir sujeito indeterminado com sujeito oculto. Muitos candidatos, ao verem um verbo sem sujeito explícito, marcam “indeterminado” sem perceber que a desinência verbal já entrega o agente. Aqui, -mos é a pista que resolve tudo.
A afirmação está errada: o sujeito de “Esperamos que sim” é oculto/desinencial (nós), não indeterminado. A indeterminação exigiria um verbo na 3ª pessoa do plural sem referente, ou “se” como índice de indeterminação, ou infinitivo impessoal — nenhum desses casos ocorre.
Gabarito: letra E (Errado).
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