Questão de Sistemas Operacionais — Linux — Quadrix 2023
- Código
- qg030228
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRQ 4ª Região-SP
- Ano
- 2023
- Nível
- Médio
- Cargo
- Profissionais de Serviços Técnico/Técnico de Informática - Informática
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: letra C (Certo). A conta root, também chamada de superusuário, possui privilégios totais no sistema, podendo atuar como proprietário de qualquer arquivo ou processo, independentemente do UID/GID original. Essa é uma característica fundamental do modelo de segurança do Linux, que atribui ao root o UID 0 e o poder de contornar as permissões convencionais de acesso.
No Linux, cada arquivo e processo é marcado com o UID (User ID) do seu proprietário. O usuário root possui UID 0, e o sistema operacional confere a ele poderes especiais: ele pode ler, escrever e executar qualquer arquivo, mesmo que as permissões (rwx) não o permitam para outros usuários. Da mesma forma, pode enviar sinais a qualquer processo, alterar sua prioridade ou encerrá-lo, pois não está sujeito às restrições de propriedade que se aplicam aos demais usuários. Essa capacidade é essencial para a administração do sistema, pois permite ao root gerenciar arquivos de configuração, instalar software, criar usuários e realizar manutenção geral.
A afirmação do enunciado está correta: a conta root pode atuar como proprietário de qualquer arquivo ou processo. Isso significa que, na prática, o root pode acessar, modificar ou remover qualquer arquivo do sistema, bem como controlar qualquer processo em execução, independentemente de quem o criou. Essa é uma das razões pelas quais o uso da conta root deve ser feito com cautela, pois um erro cometido com privilégios totais pode comprometer todo o sistema.
É importante distinguir o conceito de "proprietário" do conceito de "permissões". O proprietário de um arquivo é o usuário que o criou (ou aquele que recebeu a propriedade via comando chown). As permissões definem o que o proprietário, o grupo e os demais usuários podem fazer com o arquivo. O root, porém, não está limitado por essas permissões: ele pode acessar qualquer arquivo, mesmo que as permissões neguem acesso a ele. Em outras palavras, o root pode "atuar como proprietário" no sentido de ter os mesmos (ou maiores) direitos de acesso, mas isso não altera o UID registrado no arquivo — ele simplesmente ignora as restrições.
A banca explora aqui um conceito básico, mas fundamental: o superusuário tem poderes absolutos. A pegadinha, se houvesse, seria confundir "pode atuar como proprietário" com "é o proprietário de todos os arquivos". A primeira é verdadeira (o root pode exercer os direitos de qualquer proprietário), a segunda é falsa (o root não é o proprietário registrado de todos os arquivos, mas pode agir como se fosse). A questão afirma corretamente que ele "pode atuar", o que está de acordo com a realidade do sistema.
Guarde essa distinção: o root não é dono de tudo, mas tem o poder de agir como dono de tudo. É exatamente essa capacidade que a questão testa.
A afirmação está correta. A conta root, com UID 0, possui privilégios de superusuário que lhe permitem acessar e controlar qualquer arquivo ou processo do sistema, independentemente das permissões de propriedade. Isso é uma característica central do modelo de segurança do Linux, que confere ao root poderes totais para administração. O root pode, por exemplo, ler um arquivo cujas permissões negam leitura a todos, ou encerrar um processo de outro usuário, pois não está sujeito às restrições de UID/GID.
A alternativa E afirma que o item está errado, o que não procede. O item está correto, pois a conta root realmente pode atuar como proprietário de qualquer arquivo ou processo. A banca, ao apresentar a opção "Errado", tenta confundir o candidato que talvez pense que o root não pode intervir em arquivos de outros usuários, mas isso é falso: o superusuário tem acesso total. Portanto, a alternativa E é incorreta.
Gabarito: letra C
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