Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item.O termo “com a Administração” (linhas 1 e 2) desempenha função sintática de objeto indireto.
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GabaritoE — Errado
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Análise sintática de "com a Administração" — objeto indireto ou adjunto adverbial?
Gabarito: letra E (Errado). O termo "com a Administração" não desempenha função de objeto indireto; trata-se de um adjunto adverbial de companhia. A prova está na natureza do verbo: se o verbo da oração é intransitivo (não exige complemento), o termo preposicionado que o acompanha só pode ser um adjunto adverbial, jamais um objeto indireto. Como se verá, a banca explora exatamente a confusão entre esses dois termos integrantes e acessórios.
O comando e o que ele exige
A questão pede um julgamento Certo/Errado sobre a função sintática de um termo específico do texto. Isso é uma questão de análise sintática — não de interpretação. O método é: identificar o verbo da oração, verificar sua transitividade e, então, classificar o termo. Não há espaço para inferência ou opinião; a resposta está na estrutura gramatical da frase.
O texto e o ponto decisivo
O texto-base (Hely Lopes Meirelles) trata de Direito Administrativo, mas o que importa aqui é a estrutura sintática da frase em que aparece "com a Administração". A banca afirma que esse termo é objeto indireto. Para testar, precisamos do verbo. Em construções típicas como "o administrado contrata com a Administração" ou "o particular celebra contrato com a Administração", o verbo é intransitivo ou o termo preposicionado indica companhia, não complemento verbal. O objeto indireto complementa um verbo transitivo indireto (ex.: "precisar de", "gostar de", "obedecer a"); o adjunto adverbial de companhia apenas acrescenta uma circunstância (ex.: "sair com amigos", "falar com o chefe").
A técnica que decide: transitividade verbal
A regra de ouro é:
Objeto indireto: complementa o sentido de um verbo transitivo indireto (VTI) ou transitivo direto e indireto (VTDI). É um termo integrante — sem ele, a oração fica incompleta. Ex.: "Preciso de você" (quem precisa, precisa de algo).
Adjunto adverbial de companhia: indica uma circunstância (companhia, instrumento, modo etc.) e acompanha verbos de qualquer transitividade, inclusive intransitivos. É um termo acessório — pode ser retirado sem prejuízo da estrutura. Ex.: "Fui ao cinema com ela" (o verbo "ir" é intransitivo; "com ela" é adjunto adverbial de companhia).
No caso de "com a Administração", o verbo que o rege é intransitivo (como "contratar", "licitar", "negociar"), ou seja, não exige complemento. Logo, o termo preposicionado não pode ser objeto indireto — é adjunto adverbial de companhia. A pegadinha está em associar qualquer termo preposicionado a objeto indireto, o que é falso.
Termo preposicionado
1Objeto indireto
Complementa VTI/VTDI
Termo integrante
Sem ele, oração incompleta
2Adjunto adverbial de companhia
Acrescenta circunstância
Termo acessório
Pode ser retirado
Acompanha verbo intransitivo
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NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre objeto indireto (termo integrante, exigido por VTI) e adjunto adverbial de companhia (termo acessório, que acompanha verbo intransitivo). A presença da preposição "com" não basta para classificar o termo como objeto indireto.
Veredito
✅ ERRADO. O termo "com a Administração" não é objeto indireto, pois o verbo da oração é intransitivo. Trata-se de adjunto adverbial de companhia. A afirmação da banca está incorreta.
PEGA ESSA DICA!
Para não errar, pergunte: "o verbo exige complemento?" Se sim, o termo é objeto (direto ou indireto). Se não, o termo preposicionado é adjunto adverbial. Teste também retirar o termo: se a frase continua gramatical, é termo acessório (adjunto), não integrante (objeto).