Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — Quadrix 2023
Medicina›Cardiologia e Alterações Vasculares
Código
qg031141
Banca
Quadrix
Órgão
FSNH - RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Cardiologia
O tratamento de pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida requer drogas que melhorem o prognóstico. Com base nas diretrizes atuais, as classes de medicamentos que comprovadamente executam essa ação são
Aantagonistas dos receptores mineralocorticoides, inibidor da neprisilina e bloqueador do receptor da angiotensina, diuréticos e IECAs.
Bdiuréticos, inibidor da neprisilina e bloqueador do receptor da angiotensina, iSGTL2, digitálicos e betabloqueadores.
Cdiuréticos, digitálicos, nitratos, IECAs e BRAs.
Ddigitálicos, inibidor da neprisilina e bloqueador do receptor da angiotensina, nitratos, IECAs e BRAs.
Eantagonistas dos receptores mineralocorticoides, betabloqueadores, inibidor da neprisilina e bloqueador do receptor da angiotensina, IECAs, BRAs e iSGLT2.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — antagonistas dos receptores mineralocorticoides, betabloqueadores, inibidor da neprisilina e bloqueador do receptor da angiotensina, IECAs, BRAs e iSGLT2.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida: Terapia Farmacológica Baseada em Evidências
Gabarito: letra E. As classes de medicamentos que comprovadamente melhoram o prognóstico na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) são: antagonistas dos receptores mineralocorticoides (ARM), betabloqueadores, inibidor da neprisilina e bloqueador do receptor da angiotensina (sacubitril/valsartana), IECAs, BRAs e inibidores do SGLT2 (iSGLT2). Essa é a base da terapia "quádrupla" moderna, conforme as diretrizes atuais da Sociedade Brasileira de Cardiologia e da European Society of Cardiology.
A insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) é definida pela fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) menor que 40%. O tratamento farmacológico dessa condição evoluiu significativamente nas últimas décadas, e o objetivo central é reduzir a mortalidade e as hospitalizações por piora da doença. As diretrizes atuais recomendam uma combinação de medicamentos que atuam em diferentes vias fisiopatológicas, cada um com evidência robusta de benefício prognóstico.
A base do tratamento é a chamada "terapia quádrupla", que inclui: (1) um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou um bloqueador do receptor da angiotensina II (BRA) — ou, preferencialmente, o sacubitril/valsartana, que combina um inibidor da neprisilina com um BRA; (2) um betabloqueador com evidência de redução de mortalidade (carvedilol, succinato de metoprolol ou bisoprolol); (3) um antagonista dos receptores mineralocorticoides (ARM), como espironolactona ou eplerenona; e (4) um inibidor do cotransportador de sódio-glicose tipo 2 (iSGLT2), como dapagliflozina ou empagliflozina. Essa combinação é recomendada para a maioria dos pacientes, independentemente da presença de diabetes.
Os diuréticos, embora essenciais para o controle dos sintomas congestivos, não demonstraram redução de mortalidade e, portanto, não são considerados terapia modificadora de prognóstico. Da mesma forma, a digoxina melhora os sintomas e reduz hospitalizações, mas não reduz a mortalidade. Os nitratos são vasodilatadores utilizados em situações específicas, mas não fazem parte do arsenal de drogas que comprovadamente melhoram o prognóstico na ICFEr.
A distinção crucial é entre drogas que melhoram o prognóstico (reduzem mortalidade e hospitalizações) e drogas que apenas aliviam sintomas. As primeiras são a base do tratamento e incluem as classes citadas na alternativa E. As segundas, como diuréticos, digoxina e nitratos, são adjuvantes importantes, mas não substituem as drogas modificadoras de prognóstico. A banca explora exatamente essa confusão, incluindo diuréticos e digitálicos em alternativas que parecem completas, mas que não atendem ao critério de "melhora do prognóstico".
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora incluir diuréticos e digitálicos nas alternativas, pois são medicamentos amplamente usados na prática clínica. No entanto, eles não reduzem mortalidade na ICFEr — são apenas sintomáticos. A alternativa correta (E) é a única que reúne exclusivamente as classes com benefício prognóstico comprovado: ARM, betabloqueadores, sacubitril/valsartana, IECAs, BRAs e iSGLT2.
ICFEr: drogas que melhoram prognóstico
1Terapia quádrupla
IECA ou BRA
Betabloqueador
carvedilol, succinato de metoprolol, bisoprolol
ARM (espironolactona, eplerenona)
iSGLT2 (dapagliflozina, empagliflozina)
2Preferencial
Sacubitril/valsartana (inibidor da neprisilina + BRA)
3Sintomáticas (não reduzem mortalidade)
Diuréticos
Digitálicos
Nitratos
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
Inclui diuréticos, que não têm benefício prognóstico comprovado na ICFEr. Embora os ARM, o sacubitril/valsartana e os IECAs sejam corretos, a presença de diuréticos torna a alternativa incorreta, pois eles são usados apenas para controle de sintomas congestivos, sem redução de mortalidade.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Inclui diuréticos e digitálicos, ambos sem benefício prognóstico comprovado. A digoxina, apesar de reduzir hospitalizações, não reduz mortalidade. Os iSGLT2, o sacubitril/valsartana e os betabloqueadores são corretos, mas a inclusão de diuréticos e digitálicos invalida a alternativa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Inclui diuréticos, digitálicos e nitratos, todos sem benefício prognóstico comprovado na ICFEr. IECAs e BRAs são corretos, mas a alternativa é composta majoritariamente por drogas sintomáticas, não modificadoras de prognóstico.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Inclui digitálicos e nitratos, ambos sem benefício prognóstico comprovado. O sacubitril/valsartana, IECAs e BRAs são corretos, mas a presença de digitálicos e nitratos torna a alternativa incorreta.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Reúne exclusivamente as classes de medicamentos com benefício prognóstico comprovado na ICFEr: antagonistas dos receptores mineralocorticoides (ARM), betabloqueadores, inibidor da neprisilina e bloqueador do receptor da angiotensina (sacubitril/valsartana), IECAs, BRAs e iSGLT2. Essa é a combinação recomendada pelas diretrizes atuais para reduzir mortalidade e hospitalizações.