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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — Quadrix 2023

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
qg031148
Banca
Quadrix
Órgão
FSNH - RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Cardiologia
A chamada hipertensão do jaleco branco caracteriza‑se por
  1. Apressões altas no consultório e normais fora do consultório.
  2. Bpressões altas tanto no consultório quanto fora dele, mas sem lesões em órgãos‑alvo.
  3. Cpressões normais, porém, com lesões em órgãos‑alvo características da hipertensão arterial, principalmente a hipertrofia ventricular esquerda.
  4. Dpressões normais no consultório e elevadas fora do consultório.
  5. Epressão arterial diastólica elevada com a pressão sistólica normal.
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GabaritoA — pressões altas no consultório e normais fora do consultório.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Hipertensão do Jaleco Branco (Efeito do Avental Branco)

Gabarito: letra A. A hipertensão do jaleco branco (HAB) é definida pela elevação da pressão arterial (PA) no consultório, com valores normais fora dele, conforme as diretrizes de hipertensão arterial. Essa condição reflete uma resposta adrenérgica transitória ao ambiente médico, e não uma hipertensão sustentada.

A hipertensão do jaleco branco é um fenômeno clínico bem estabelecido, caracterizado pela discrepância entre as medidas de PA obtidas no consultório e aquelas obtidas fora dele, seja por monitorização ambulatorial (MAPA) ou residencial (MRPA). O diagnóstico é fundamental para evitar o tratamento excessivo de pacientes que, na verdade, apresentam PA normal na maior parte do tempo. A diretriz brasileira de hipertensão arterial define a HAB como PA elevada no consultório (≥ 140/90 mmHg) e normal fora dele (< 130/80 mmHg na MRPA ou MAPA de 24 horas). Essa condição é distinta da hipertensão mascarada, onde ocorre o oposto: PA normal no consultório e elevada fora dele.

O mecanismo fisiopatológico da HAB envolve uma resposta de alerta do sistema nervoso simpático, que se ativa diante da figura do médico ou do ambiente de consultório, elevando transitoriamente a PA. Estima-se que até um terço dos pacientes com PA elevada no consultório apresente PA normal fora dele, o que torna a confirmação diagnóstica por métodos fora do consultório essencial. A MAPA é considerada o padrão-ouro para essa avaliação, pois fornece medidas durante 24 horas, incluindo o período de sono, enquanto a MRPA é uma alternativa mais acessível e também eficaz.

É importante destacar que a HAB não é uma condição benigna. Estudos mostram que esses pacientes apresentam risco cardiovascular aumentado em comparação com normotensos verdadeiros, embora menor do que o de pacientes com hipertensão sustentada. Por isso, o acompanhamento clínico e a monitorização periódica são recomendados, mesmo sem tratamento farmacológico imediato. A distinção entre HAB, hipertensão mascarada e hipertensão sustentada é crucial para a conduta terapêutica adequada.

A banca explora exatamente a confusão entre os dois fenômenos opostos: a hipertensão do jaleco branco e a hipertensão mascarada. Enquanto na primeira a PA é alta no consultório e normal fora dele, na segunda ocorre o inverso. Guarde essa fronteira: é nela que as alternativas se dividem.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve com precisão a hipertensão do jaleco branco: "pressões altas no consultório e normais fora do consultório". Essa é a definição clássica da condição, confirmada pelas diretrizes de hipertensão arterial. O fenômeno ocorre devido a uma resposta adrenérgica transitória ao ambiente médico, e o diagnóstico é feito quando a PA elevada no consultório não se confirma fora dele, seja por MAPA ou MRPA.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa descreve "pressões altas tanto no consultório quanto fora dele", o que caracteriza a hipertensão arterial sustentada, e não a hipertensão do jaleco branco. Na HAB, a PA é normal fora do consultório. A ausência de lesões em órgãos-alvo não é critério diagnóstico para HAB, pois mesmo pacientes com HAB podem apresentar lesões subclínicas. O erro central é afirmar que a PA está elevada em ambos os ambientes.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que há "pressões normais, porém, com lesões em órgãos-alvo características da hipertensão arterial". Isso não corresponde à hipertensão do jaleco branco, que se caracteriza por PA elevada no consultório. A presença de lesões em órgãos-alvo, como hipertrofia ventricular esquerda, com PA normal, não define HAB. Essa descrição se aproxima mais de uma situação de hipertensão mascarada com dano subclínico, mas não é a definição de HAB.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa inverte o conceito: "pressões normais no consultório e elevadas fora do consultório" descreve a hipertensão mascarada, não a hipertensão do jaleco branco. Na HAB, a PA é elevada no consultório e normal fora dele. Essa é a pegadinha clássica da banca, que troca os dois fenômenos opostos.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa descreve "pressão arterial diastólica elevada com a pressão sistólica normal", o que caracteriza a hipertensão diastólica isolada, uma forma específica de hipertensão, mas não a hipertensão do jaleco branco. A HAB é definida pela discrepância entre os ambientes de medição, não pela alteração isolada de um componente da PA.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter os conceitos de hipertensão do jaleco branco e hipertensão mascarada. Na HAB, a PA é alta no consultório e normal fora dele; na mascarada, é normal no consultório e alta fora dele. A alternativa D explora exatamente essa inversão. Com treino, você identifica essa troca de longe 💪

Gabarito: letra A

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