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Questão de Medicina — Gastroenterologia — Quadrix 2023

MedicinaGastroenterologia
Código
qg031208
Banca
Quadrix
Órgão
FSNH - RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Cirurgia do Aparelho Digestivo
Em relação às doenças hepáticas e ressecções cirúrgicas, assinale a alternativa correta.
  1. AA hiperplasia nodular focal, independentemente do tamanho da lesão hepática, deve ser tratada com cirurgia para evitar transformação maligna.
  2. BA via laparoscópica é contraindicada nos hemangiomas hepáticos cirúrgicos pelo risco de rompimento intraoperatório com sangramento de difícil contenção.
  3. CA equinococose alveolar é uma forma grave da doença hidática que pode levar ao transplante hepático.
  4. DOs adenomas hepáticos são lesões benignas sem risco de transformação maligna e, portanto, de tratamento clínico com suspensão de contraceptivos orais.
  5. EEm relação ao carcinoma hepatocelular, lesão única maior que 5 cm ou mais que 3 lesões maiores que 3 cm, a indicação formal é de transplante hepático, evitando‑se as ressecções hepáticas não regradas.
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GabaritoC — A equinococose alveolar é uma forma grave da doença hidática que pode levar ao transplante hepático.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Doenças Hepáticas e Ressecções Cirúrgicas

Gabarito: letra C. A equinococose alveolar é uma forma grave e infiltrativa da doença hidática, com comportamento semelhante a neoplasia maligna, podendo evoluir para insuficiência hepática e exigir transplante hepático como tratamento definitivo. As demais alternativas apresentam erros conceituais importantes sobre o manejo das lesões hepáticas benignas e do carcinoma hepatocelular.

A questão aborda o manejo das principais lesões hepáticas, tanto benignas quanto malignas, e as indicações cirúrgicas. Para resolvê-la, é essencial conhecer a história natural e o potencial de malignização de cada lesão, bem como os critérios atuais de indicação de ressecção ou transplante. Vamos analisar cada uma das alternativas com profundidade.

A hiperplasia nodular focal (HNF) é a segunda lesão hepática benigna mais comum, depois do hemangioma. É uma lesão de natureza regenerativa, sem potencial de transformação maligna. Por isso, o tratamento é conservador, com acompanhamento por imagem, independentemente do tamanho. A cirurgia só é indicada em casos excepcionais, como sintomas compressivos ou dúvida diagnóstica. A alternativa A erra ao afirmar que a HNF deve ser sempre operada para evitar malignização.

Os hemangiomas hepáticos são os tumores benignos mais frequentes do fígado. A via laparoscópica é segura e amplamente utilizada para a ressecção dessas lesões, desde que realizadas por cirurgiões experientes. O risco de rompimento intraoperatório é baixo e a técnica laparoscópica oferece vantagens como menor dor pós-operatória e recuperação mais rápida. A alternativa B erra ao afirmar que a via laparoscópica é contraindicada.

Os adenomas hepáticos são lesões benignas, mas com risco de transformação maligna, especialmente quando maiores que 5 cm. O tratamento de escolha é a ressecção cirúrgica, principalmente em homens e em lesões maiores, devido ao risco de malignização e de sangramento. A suspensão de contraceptivos orais é uma medida inicial, mas não é o tratamento definitivo. A alternativa D erra ao afirmar que não há risco de malignização e que o tratamento é apenas clínico.

O carcinoma hepatocelular (CHC) é o tumor hepático primário mais comum. A indicação de transplante hepático segue os Critérios de Milão: lesão única até 5 cm, ou até 3 lesões, cada uma até 3 cm, sem invasão vascular ou metástases. Lesões maiores ou mais numerosas podem ser tratadas com ressecção, ablação ou terapias locorregionais, dependendo da função hepática e da reserva funcional. A alternativa E erra ao afirmar que lesão única maior que 5 cm ou mais de 3 lesões maiores que 3 cm têm indicação formal de transplante.

A equinococose alveolar é causada pelo Echinococcus multilocularis e é uma doença parasitária grave, com comportamento infiltrativo semelhante a tumor maligno. Pode destruir o parênquima hepático e levar à insuficiência hepática, sendo o transplante hepático uma opção terapêutica em casos avançados. A alternativa C está correta.

Lesão Hepática

Natureza

Potencial de Malignização

Conduta

Hiperplasia Nodular Focal (HNF)

Benigna, regenerativa

Ausente

Conservadora (imagem), independente do tamanho; cirurgia apenas em casos excepcionais

Hemangioma

Benigna (mais comum)

Ausente

Ressecção laparoscópica é segura e indicada; baixo risco de rompimento

Adenoma Hepático

Benigna

Presente (especialmente > 5 cm)

Ressecção cirúrgica (principalmente em homens e lesões > 5 cm); suspensão de contraceptivos é medida inicial

Equinococose Alveolar

Parasitária, infiltrativa (semelhante a tumor maligno)

Comportamento maligno

Pode levar à insuficiência hepática; transplante hepático em casos avançados

Carcinoma Hepatocelular (CHC)

Maligna

Transplante (Critérios de Milão: lesão única ≤ 5 cm ou até 3 lesões ≤ 3 cm); ressecção/ablação para casos fora dos critérios

1HNF
sem malignização
tratamento conservador
2Hemangioma
via laparoscópica segura
3Adenoma
risco de malignização
ressecção cirúrgica
4Equinococose alveolar
comportamento infiltrativo
pode exigir transplante
5CHC
transplante: Critérios de Milão
fora deles: ressecção/ablação
Lesões hepáticas
LEVELsoulevel.com.br
Lesões hepáticas: HNF (sem malignização, tratamento conservador); Hemangioma (via laparoscópica segura); Adenoma (risco de malignização, ressecção cirúrgica); Equinococose alveolar (comportamento infiltrativo, pode exigir transplante); CHC (transplante: Critérios de Milão, fora deles: ressecção/ablação)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A hiperplasia nodular focal (HNF) é uma lesão benigna, de natureza regenerativa, sem potencial de transformação maligna. O tratamento é conservador, com acompanhamento por imagem, independentemente do tamanho. A cirurgia só é indicada em casos excepcionais, como sintomas compressivos ou dúvida diagnóstica. A alternativa erra ao afirmar que a HNF deve ser sempre operada para evitar malignização, pois ela não apresenta risco de transformação maligna.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A via laparoscópica é segura e amplamente utilizada para a ressecção de hemangiomas hepáticos, desde que realizadas por cirurgiões experientes. O risco de rompimento intraoperatório é baixo e a técnica laparoscópica oferece vantagens como menor dor pós-operatória e recuperação mais rápida. A alternativa erra ao afirmar que a via laparoscópica é contraindicada, pois ela é uma opção válida e segura.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A equinococose alveolar é causada pelo Echinococcus multilocularis e é uma doença parasitária grave, com comportamento infiltrativo semelhante a tumor maligno. Pode destruir o parênquima hepático e levar à insuficiência hepática, sendo o transplante hepático uma opção terapêutica em casos avançados. A alternativa está correta ao afirmar que a equinococose alveolar é uma forma grave da doença hidática que pode levar ao transplante hepático.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Os adenomas hepáticos são lesões benignas, mas com risco de transformação maligna, especialmente quando maiores que 5 cm. O tratamento de escolha é a ressecção cirúrgica, principalmente em homens e em lesões maiores, devido ao risco de malignização e de sangramento. A suspensão de contraceptivos orais é uma medida inicial, mas não é o tratamento definitivo. A alternativa erra ao afirmar que não há risco de malignização e que o tratamento é apenas clínico.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O carcinoma hepatocelular (CHC) é o tumor hepático primário mais comum. A indicação de transplante hepático segue os Critérios de Milão: lesão única até 5 cm, ou até 3 lesões, cada uma até 3 cm, sem invasão vascular ou metástases. Lesões maiores ou mais numerosas podem ser tratadas com ressecção, ablação ou terapias locorregionais, dependendo da função hepática e da reserva funcional. A alternativa erra ao afirmar que lesão única maior que 5 cm ou mais de 3 lesões maiores que 3 cm têm indicação formal de transplante.

Gabarito: letra C

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