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Questão de Medicina — Geriatria — Quadrix 2023

MedicinaGeriatria
Código
qg031265
Banca
Quadrix
Órgão
FSNH - RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Geriatria
Em 2022, o Task Force on Global Guidelines for Falls in Older Adults publicou algumas recomendações a respeito da prevenção de quedas em idosos. Assinale a alternativa em que consta uma recomendação feita por esse grupo.
  1. AA despeito da população mundial estar envelhecendo, o risco de quedas está restrito à população frágil dos países emergentes.
  2. BA suplementação de vitamina D para prevenir quedas deve ser reservado para aqueles com sarcopenia e risco de queda, independentemente de haver deficiência dessa vitamina.
  3. CEm casas de repouso e ambientes hospitalares, todos os idosos devem ser considerados como de alto risco e uma avaliação padrão abrangente seguida de intervenções multidisciplinares deve ser considerada.
  4. DIntervenções multidisciplinares (ou seja, uma combinação de intervenções adaptadas ao indivíduo) não têm se mostrado tão eficazes para reduzir a taxa de quedas em idosos residentes na comunidade de alto risco.
  5. EO processo de identificação e mensuração dos fatores de risco para quedas em vários domínios permite uma abordagem que pode ser aplicado a população em geral.
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GabaritoC — Em casas de repouso e ambientes hospitalares, todos os idosos devem ser considerados como de alto risco e uma avaliação padrão abrangente seguida de intervenções multidisciplinares deve ser considerada.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Prevenção de Quedas em Idosos: Recomendações do Task Force de 2022

Gabarito: letra C. A recomendação correta é que, em casas de repouso e ambientes hospitalares, todos os idosos devem ser considerados como de alto risco, com avaliação padrão abrangente e intervenções multidisciplinares. Essa diretriz reflete a abordagem do Task Force on Global Guidelines for Falls in Older Adults (2022), que prioriza a estratificação de risco e a intervenção multifatorial em ambientes de alta complexidade.

A prevenção de quedas em idosos é um dos pilares da geriatria moderna, pois quedas são a principal causa de lesões, hospitalizações e perda de independência nessa população. O Task Force de 2022 consolidou recomendações baseadas em evidências, enfatizando que a abordagem deve ser individualizada e multifatorial, considerando os múltiplos domínios de risco: físico, funcional, cognitivo, ambiental e farmacológico.

A lógica por trás da recomendação da alternativa C é que, em ambientes institucionais (casas de repouso e hospitais), a prevalência de fatores de risco é tão alta e a capacidade de triagem individual tão limitada que a estratégia mais segura e custo-efetiva é tratar todos os idosos como potencialmente de alto risco. Isso contrasta com a comunidade, onde a triagem pode identificar subgrupos de maior risco para intervenções direcionadas.

As intervenções multidisciplinares — que combinam exercícios, revisão de medicamentos, modificações ambientais, educação e manejo de comorbidades — são a pedra angular da prevenção. Estudos demonstram que programas multifatoriais reduzem a taxa de quedas em até 30% em idosos de alto risco. A recomendação do Task Force é clara: em ambientes institucionais, a avaliação abrangente e as intervenções multidisciplinares devem ser consideradas para todos, sem exceção.

A alternativa B, sobre vitamina D, é uma armadilha clássica: a suplementação é recomendada apenas para idosos com deficiência comprovada ou risco elevado, não "independentemente" da deficiência. A alternativa D inverte a evidência, pois intervenções multidisciplinares são justamente as mais eficazes. A alternativa E contém um erro gramatical e conceitual, pois a abordagem deve ser individualizada, não aplicada "à população em geral". A alternativa A é uma generalização incorreta, pois o risco de quedas é global e não restrito a países emergentes.

Guarde este critério: em instituições, todos são de alto risco; na comunidade, há triagem e intervenção direcionada. É exatamente essa distinção que separa a alternativa correta das demais.

Prevenção de quedas (Task Force 2022)
  • 1Na comunidade
    • Triagem para identificar risco
    • Intervenção direcionada ao alto risco
  • 2Em instituições (casas de repouso/hospitais)
    • Todos considerados de alto risco
    • Avaliação abrangente + intervenção multidisciplinar
  • 3Vitamina D
    • Só com deficiência comprovada
    • Não suplementar "independentemente"
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o risco de quedas está restrito à população frágil dos países emergentes. Isso é duplamente errado: o envelhecimento populacional é um fenômeno global, e o risco de quedas afeta idosos em todos os países, independentemente do nível de desenvolvimento. A recomendação do Task Force é universal, reconhecendo que quedas são um problema de saúde pública mundial.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A suplementação de vitamina D para prevenção de quedas é recomendada apenas para idosos com deficiência comprovada ou risco elevado, não "independentemente" da deficiência. A literatura atual (incluindo o Task Force) é clara: suplementar sem indicação não traz benefício e pode causar danos. O erro está na palavra "independentemente", que generaliza indevidamente a indicação.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a recomendação correta. Em casas de repouso e hospitais, a alta prevalência de fatores de risco (fragilidade, polifarmácia, comorbidades, ambiente desconhecido) justifica tratar todos os idosos como de alto risco. A avaliação padrão abrangente (multidimensional) seguida de intervenções multidisciplinares é a conduta recomendada pelo Task Force de 2022. Essa abordagem é custo-efetiva e reduz significativamente a taxa de quedas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Inverte a evidência científica. Intervenções multidisciplinares (combinação de exercícios, revisão de medicamentos, modificações ambientais, educação) são as mais eficazes para reduzir quedas em idosos de alto risco na comunidade. A alternativa afirma o oposto, contrariando diretamente as recomendações do Task Force e a literatura consolidada.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Além do erro gramatical ("pode ser aplicado" em vez de "pode ser aplicada"), o conceito está errado: a identificação de fatores de risco permite uma abordagem individualizada, não uma abordagem genérica "à população em geral". A prevenção eficaz exige adaptação das intervenções ao perfil de risco de cada idoso, não uma aplicação uniforme.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre "triagem na comunidade" e "abordagem institucional". Na comunidade, faz-se triagem para identificar quem precisa de intervenção; em instituições, todos são considerados de alto risco. A alternativa C captura exatamente essa distinção, enquanto as demais generalizam ou invertem a lógica. Fique atento a palavras como "independentemente", "todos" e "restrito" — elas costumam sinalizar o erro.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre prevenção de quedas, memorize o tripé: (1) triagem na comunidade (identificar risco), (2) intervenção multifatorial para alto risco (exercícios + revisão de medicamentos + ambiente), (3) todos como alto risco em instituições. Se a alternativa falar em "vitamina D", lembre-se: só com deficiência comprovada. Se falar em "intervenções multidisciplinares", elas são sempre eficazes.

Gabarito: letra C

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