Em relação à osteonecrose de mandíbula, assinale a alternativa correta.
AÉ uma complicação comum do tratamento da osteoporose secundária à prescrição de teriparatida, tem como fatores de risco a cirurgia oral, a higiene oral precária e os dentes em mal estado.
BÉ uma complicação rara do tratamento da osteoporose secundária à prescrição dos inibidores de osteoclastos, tem como fatores de risco a idade, os antecedentes de fratura de fêmur proximal e a necrose de cabeça de fêmur.
CÉ uma rara complicação do tratamento da osteoporose secundária à prescrição dos inibidores de osteoclastos, tem como fatores de risco a cirurgia oral, a higiene oral precária e os dentes em mal estado.
DÉ uma complicação comum do tratamento da osteoporose secundária à prescrição dos inibidores de osteoclastos, tem como fatores de risco a cirurgia oral, a higiene oral precária e os dentes em mal estado.
EÉ uma complicação rara do tratamento da osteoporose secundária à prescrição de teriparatida, tem como fatores de risco a idade, os antecedentes de fratura proximal de fêmur e a osteonecrose da cabeça de fêmur.
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GabaritoC — É uma rara complicação do tratamento da osteoporose secundária à prescrição dos inibidores de osteoclastos, tem como fatores de risco a cirurgia oral, a higiene oral precária e os dentes em mal estado.
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Osteonecrose de mandíbula associada ao tratamento da osteoporose
Gabarito: letra C. A osteonecrose de mandíbula (ONM) é uma complicação rara do tratamento da osteoporose, associada principalmente ao uso de inibidores de osteoclastos (bisfosfonatos e denosumabe), e tem como fatores de risco a cirurgia oral, a higiene oral precária e os dentes em mal estado. A alternativa C é a única que combina corretamente a raridade do evento, a classe medicamentosa implicada e os fatores de risco odontológicos.
A osteonecrose de mandíbula é um evento adverso caracterizado por exposição óssea na região maxilofacial que não cicatriza em um período de 8 semanas, em pacientes que usaram ou usam medicamentos antirreabsortivos, sem histórico de radioterapia na região. O mecanismo está ligado à inibição da atividade osteoclástica: os bisfosfonatos e o denosumabe reduzem a remodelação óssea, o que, em situações de trauma local (como extrações dentárias), compromete a reparação óssea e favorece a necrose.
A associação clássica é com bisfosfonatos intravenosos em altas doses, especialmente em pacientes oncológicos, mas também ocorre — de forma muito mais rara — no tratamento da osteoporose, tanto com bisfosfonatos orais quanto com denosumabe. A teriparatida, por outro lado, é um agente anabólico (estimula a formação óssea) e não está associada à ONM; pelo contrário, é até cogitada em algumas estratégias de manejo da própria ONM.
Os fatores de risco mais reconhecidos para ONM são os procedimentos odontológicos invasivos (extrações, implantes), má higiene oral, doença periodontal, uso de próteses mal adaptadas e tabagismo. A idade avançada e comorbidades também podem contribuir, mas os fatores citados na alternativa correta — cirurgia oral, higiene oral precária e dentes em mal estado — são os mais diretamente ligados ao desencadeamento local do problema.
A pegadinha central da questão está em dois eixos: (1) trocar a classe medicamentosa — atribuir a ONM à teriparatida (que é anabólica, não antirreabsortiva) em vez dos inibidores de osteoclastos; e (2) inverter a frequência — dizer que é "comum" quando na verdade é um evento raro. As alternativas A, D e E erram em pelo menos um desses pontos, e a B troca os fatores de risco por outros que não são os clássicos da ONM.
Guarde o tripé que decide a questão: rara + inibidores de osteoclastos + fatores de risco odontológicos. É exatamente essa combinação que separa a alternativa correta das demais.
Osteonecrose de mandíbula (ONM)
1Classe associada
Inibidores de osteoclastos
Bisfosfonatos
Denosumabe
Teriparatida (anabólico)
2Frequência
Comum
Rara
3Fatores de risco
Cirurgia oral
Higiene oral precária
Dentes em mal estado
Idade/fratura prévia (não clássicos)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Erra ao atribuir a ONM à teriparatida. A teriparatida é um análogo do PTH com efeito anabólico (estimula formação óssea), e não está associada à osteonecrose de mandíbula — essa complicação é típica dos inibidores de osteoclastos (bisfosfonatos e denosumabe). Além disso, classifica a complicação como "comum", quando é um evento raro.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Acerta ao mencionar "inibidores de osteoclastos" e "rara", mas erra nos fatores de risco: idade, antecedentes de fratura de fêmur proximal e necrose de cabeça de fêmur não são os fatores clássicos da ONM. Os fatores de risco da ONM são predominantemente locais/odontológicos: cirurgia oral, higiene oral precária e dentes em mal estado. Os fatores citados na alternativa B são mais relacionados ao risco de fraturas osteoporóticas em geral, não à ONM.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a única que reúne corretamente os três elementos: (1) complicação rara; (2) associada aos inibidores de osteoclastos (bisfosfonatos e denosumabe, que reduzem a atividade osteoclástica); e (3) fatores de risco cirurgia oral, higiene oral precária e dentes em mal estado — exatamente os fatores locais que predispõem à necrose óssea na mandíbula após procedimentos invasivos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erra ao classificar a ONM como complicação comum. Trata-se de evento raro no tratamento da osteoporose (embora seja mais frequente em pacientes oncológicos usando altas doses de bisfosfonatos IV). Os demais elementos (inibidores de osteoclastos e fatores de risco odontológicos) estão corretos, mas a palavra "comum" invalida a alternativa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erra duplamente: atribui a ONM à teriparatida (que é anabólica, não antirreabsortiva) e cita fatores de risco incorretos (idade, fratura de fêmur proximal, necrose de cabeça de fêmur), que não são os fatores clássicos da ONM. Os fatores de risco corretos são os odontológicos: cirurgia oral, higiene oral precária e dentes em mal estado.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora duas trocas clássicas: (1) classe medicamentosa — coloca a teriparatida (anabólica, que estimula formação óssea) como causadora da ONM, quando na verdade a complicação é dos inibidores de osteoclastos (bisfosfonatos e denosumabe); e (2) frequência — diz que é "comum", quando é evento raro. Além disso, troca os fatores de risco odontológicos por fatores de risco de fratura osteoporótica (idade, fratura prévia). Identifique o padrão: se a alternativa menciona teriparatida ou diz "comum", já pode ser eliminada.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, monte o mapa mental da ONM: classe → inibidores de osteoclastos (bisfosfonatos, denosumabe); frequência → rara; fatores de risco → cirurgia oral, má higiene, dentes em mau estado; não associada → teriparatida (anabólico). Na prova, ao ver "osteonecrose de mandíbula", lembre-se automaticamente do tripé: rara + antirreabsortivo + odontológico.