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Questão de Medicina — Endocrinologia — Quadrix 2023

MedicinaEndocrinologia
Código
qg031272
Banca
Quadrix
Órgão
FSNH - RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Geriatria
Assinale a alternativa correta em relação ao controle da glicemia em um idoso diabético, com um declínio cognitivo moderado a grave, doenças crônicas em estágio avançado e pelo menos duas atividades para as atividades instrumentais comprometidas.
  1. AMeta de hemoglobina glicada: 7,0 a 7,5%, o foco do tratamento deve ser o de evitar a hipoglicemia, considere a prescrição de glitazona para o controle da glicemia.
  2. BMeta de hemoglobina glicada: < 8,0%, o foco do tratamento deve ser o de evitar a hiperglicemia, considere a prescrição de sulfonilureia para o controle da glicemia.
  3. CDescarte a hemoglobina glicada como meta do controle do diabetes mellitus, o foco do tratamento deve ser o de evitar a hiperglicemia; considere a prescrição de insulinoterapia de curta e longa ação para o controle da glicemia.
  4. DMeta de hemoglobina glicada: < 8,0%, o foco do tratamento deve ser o de evitar a hiperglicemia, considere a prescrição de metiglinida para o controle da glicemia.
  5. EDescarte a hemoglobina glicada como meta do controle do diabetes mellitus, o foco do tratamento deve ser o de evitar a hipoglicemia, considere a prescrição de biguanidas para o controle da glicemia.
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GabaritoE — Descarte a hemoglobina glicada como meta do controle do diabetes mellitus, o foco do tratamento deve ser o de evitar a hipoglicemia, considere a prescrição de biguanidas para o controle da glicemia.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Controle glicêmico no idoso diabético vulnerável

Gabarito: letra E. Em idosos com declínio cognitivo moderado a grave, doenças crônicas avançadas e comprometimento funcional (idoso "muito comprometido"), a hemoglobina glicada (HbA1c) deixa de ser a meta principal — o foco passa a ser evitar a hipoglicemia, e a metformina (biguanida) é a primeira escolha farmacológica, conforme as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

O manejo do diabetes no idoso exige individualização. A classificação do idoso em "saudável", "comprometido" ou "muito comprometido" define as metas glicêmicas e a estratégia terapêutica. O enunciado descreve um idoso com declínio cognitivo moderado a grave, doenças crônicas em estágio avançado e comprometimento de atividades instrumentais — o que o enquadra como "idoso muito comprometido". Para esse grupo, a diretriz da SBD recomenda evitar sintomas de hiperglicemia ou hipoglicemia, em vez de perseguir uma meta numérica de HbA1c. A razão é clara: nesses pacientes, o risco de hipoglicemia (com quedas, fraturas, eventos cardiovasculares e piora cognitiva) supera em muito o benefício de um controle glicêmico estrito. O tratamento deve priorizar a segurança e a qualidade de vida.

A escolha farmacológica também muda nesse cenário. A metformina (biguanida) é a droga de primeira linha, por seu perfil de segurança — não causa hipoglicemia isoladamente e tem benefícios cardiovasculares. Já as sulfonilureias e as metiglinidas (glinidas) estimulam a secreção de insulina e têm risco significativo de hipoglicemia, devendo ser evitadas ou usadas com muita cautela em idosos vulneráveis. As glitazonas (tiazolidinedionas) causam retenção de líquidos e podem piorar insuficiência cardíaca, sendo desaconselhadas nesse perfil. A insulinoterapia pode ser necessária, mas exige cuidado redobrado pela complexidade do manejo e risco de hipoglicemia.

A pegadinha central da questão está em inverter o foco do tratamento: em idosos muito comprometidos, o objetivo é evitar a hipoglicemia (não a hiperglicemia), e a HbA1c deixa de ser a meta principal. As alternativas que mantêm uma meta numérica de HbA1c ou que priorizam evitar a hiperglicemia estão incorretas para esse perfil de paciente.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o foco do tratamento: em idosos muito comprometidos, o objetivo é evitar a hipoglicemia, não a hiperglicemia. Além disso, inverte a classe farmacológica: a metformina (biguanida) é a escolha segura, enquanto sulfonilureias e glinidas aumentam o risco de hipoglicemia. Fique atento a essas inversões — elas são o coração da questão.

Idoso diabético muito comprometido
  • 1Meta glicêmica
    • Descarta HbA1c como meta
    • Foco: evitar hipoglicemia
  • 2Farmacoterapia
    • Biguanidas (metformina) — 1ª linha
    • Sulfonilureias — risco de hipoglicemia
    • Metiglinidas — risco de hipoglicemia
    • Glitazonas — retenção de líquidos
    • Insulina — manejo complexo
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Erra ao estabelecer meta de HbA1c de 7,0 a 7,5% para um idoso muito comprometido — meta rígida demais, que aumenta o risco de hipoglicemia. Além disso, sugere glitazona, que causa retenção de líquidos e pode piorar insuficiência cardíaca, sendo contraindicada nesse perfil.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Acerta parcialmente na meta de HbA1c < 8,0%, mas erra ao afirmar que o foco é evitar a hiperglicemia — o correto é evitar a hipoglicemia. Também sugere sulfonilureia, classe com alto risco de hipoglicemia, inadequada como primeira escolha nesse paciente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Acerta ao descartar a HbA1c como meta, mas erra ao dizer que o foco é evitar a hiperglicemia — o correto é evitar a hipoglicemia. A sugestão de insulinoterapia de curta e longa ação como primeira linha também é inadequada, pois aumenta o risco de hipoglicemia e exige manejo complexo, pouco seguro para idoso com declínio cognitivo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Acerta na meta de HbA1c < 8,0%, mas erra ao priorizar evitar a hiperglicemia — o foco deve ser evitar a hipoglicemia. Sugere metiglinida, que, como as sulfonilureias, estimula a secreção de insulina e tem risco de hipoglicemia, não sendo a primeira escolha.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta ao descartar a HbA1c como meta principal, ao priorizar evitar a hipoglicemia e ao sugerir biguanidas (metformina) como primeira linha — classe segura, sem risco de hipoglicemia isolada e com benefícios cardiovasculares, adequada para idoso muito comprometido.

Gabarito: letra E

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