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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — Quadrix 2023

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
qg031276
Banca
Quadrix
Órgão
FSNH - RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Ginecologia E Obstetrícia - Atenção Básica
A respeito do rastreamento para colonização vaginal e perianal para estreptococos do grupo B, é correto afirmar que
  1. Aé recomendada profilaxia universal em pacientes na primeira consulta de pré-natal.
  2. Bé recomendada profilaxia universal em pacientes na primeira consulta de pré-natal e tratamento dos casos positivos.
  3. Ca presença de história prévia de recém-nascido infectado por estreptococos do grupo B é recomendação de profilaxia intraparto.
  4. Da presença de bacteriúria por estreptococo do grupo b na gestação não é recomendação de profilaxia intraparto.
  5. Ea profilaxia intraparto deve ser realizada em pacientes acima de 37 semanas de gestação que apresentem resultado desconhecido e sem fatores de risco.
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GabaritoC — a presença de história prévia de recém-nascido infectado por estreptococos do grupo B é recomendação de profilaxia intraparto.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Rastreamento e profilaxia para estreptococos do grupo B (EGB) na gestação

Gabarito: letra C. A presença de história prévia de recém-nascido infectado por estreptococos do grupo B é uma das indicações clássicas de profilaxia intraparto, conforme as diretrizes de prevenção da doença neonatal precoce (CDC/ACOG e protocolos brasileiros). As demais alternativas distorcem as recomendações: não há profilaxia universal no pré-natal, bacteriúria por EGB é indicação de profilaxia intraparto, e gestantes ≥37 semanas com resultado desconhecido e sem fatores de risco não devem receber profilaxia de rotina.

O estreptococo do grupo B (Streptococcus agalactiae) é uma bactéria que coloniza o trato gastrointestinal e o trato genital feminino. A colonização vaginal/perianal é assintomática na gestante, mas pode ser transmitida ao recém-nascido durante o parto, causando sepse neonatal precoce, pneumonia e meningite. Por isso, o rastreamento e a profilaxia intraparto são medidas fundamentais para reduzir a morbimortalidade perinatal.

A estratégia atual de prevenção baseia-se no rastreamento universal entre 36 e 37 semanas de gestação, com cultura de swab vaginal e retal em meio seletivo. Quando o resultado é positivo, ou quando há fatores de risco clínicos, indica-se a profilaxia intraparto com antibiótico (penicilina G cristalina ou ampicilina), iniciada no trabalho de parto e mantida até o nascimento. O objetivo é reduzir a colonização neonatal e prevenir a doença invasiva.

As indicações de profilaxia intraparto são: (1) cultura positiva para EGB na gestação atual; (2) bacteriúria por EGB em qualquer momento da gestação (indica colonização intensa); (3) história de recém-nascido anterior com doença invasiva por EGB; (4) trabalho de parto pré-termo (<37 semanas) com resultado desconhecido; (5) rotura de membranas por ≥18 horas com resultado desconhecido; (6) febre intraparto (≥38°C) com resultado desconhecido. Essas situações estão alinhadas com o que o material de apoio descreve ao listar os fatores de risco: idade gestacional inferior a 37 semanas, febre durante o parto, rotura de membranas >18 horas e ocorrência de infecção fetal por EGB em gestações anteriores.

A pegadinha da questão está em inverter o sentido das recomendações: a banca tenta fazer o candidato acreditar que a profilaxia é universal no pré-natal (não é — o rastreamento é universal, mas a profilaxia é seletiva) ou que bacteriúria não indica profilaxia (quando, na verdade, é uma das indicações mais fortes). A alternativa C é a única que reproduz corretamente uma indicação clássica.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre rastreamento universal e profilaxia universal. O rastreamento com cultura é feito em todas as gestantes entre 36 e 37 semanas, mas a profilaxia intraparto é reservada para quem tem cultura positiva ou fatores de risco. Além disso, inverte a lógica da bacteriúria: em vez de ser uma contraindicação, ela é uma forte indicação de profilaxia. Fique atento a essas inversões — com treino, você as reconhece de longe 💪.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que é recomendada profilaxia universal na primeira consulta de pré-natal. Erro duplo: a profilaxia não é universal (é seletiva, baseada em rastreamento ou fatores de risco) e não é feita na primeira consulta — o rastreamento ocorre entre 36 e 37 semanas. Na primeira consulta, o que se faz é a avaliação de risco e, se houver bacteriúria por EGB, o tratamento da infecção urinária, mas não profilaxia intraparto.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Repete o erro da alternativa A e acrescenta "tratamento dos casos positivos". A profilaxia não é universal no pré-natal; o tratamento dos casos positivos (colonização) não é feito no pré-natal, mas sim durante o trabalho de parto (profilaxia intraparto). A colonização assintomática não é tratada na gestação — apenas a bacteriúria é tratada como infecção urinária.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A história prévia de recém-nascido infectado por EGB é uma das indicações clássicas de profilaxia intraparto. Isso porque a gestante que já teve um filho com doença invasiva por EGB tem alto risco de recorrência em gestações subsequentes, e a profilaxia intraparto reduz significativamente a transmissão vertical. Essa indicação está presente nas diretrizes do CDC/ACOG e é citada no material de apoio como fator de risco ("ocorrência de infecção fetal por estreptococo do grupo B em gestações anteriores").

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que bacteriúria por EGB na gestação não é recomendação de profilaxia intraparto. É exatamente o contrário: a bacteriúria por EGB é uma indicação formal de profilaxia intraparto, pois reflete colonização intensa e alto risco de transmissão neonatal. A banca inverteu o sentido — essa é a pegadinha clássica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Diz que a profilaxia intraparto deve ser realizada em pacientes acima de 37 semanas com resultado desconhecido e sem fatores de risco. Isso contraria a recomendação: em gestantes ≥37 semanas com cultura desconhecida e sem fatores de risco, a profilaxia NÃO é indicada — o risco de doença neonatal é baixo e o uso desnecessário de antibióticos traz riscos (alergias, resistência bacteriana). A profilaxia só é indicada nesse grupo se houver fatores de risco (febre, rotura prolongada, etc.).

Gabarito: letra C — a única que apresenta corretamente uma indicação de profilaxia intraparto.

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