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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — Quadrix 2023

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
qg031280
Banca
Quadrix
Órgão
FSNH - RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Ginecologia E Obstetrícia - Atenção Básica
O início do pré-natal o mais precoce possível é fundamental para o diagnóstico de possíveis alterações iniciais, bem como definir a correta idade gestacional. A respeito da ultrassonografia do obstétrica transvaginal, é correto afirmar que
  1. Ao saco gestacional, através da via abdominal, se torna visível a partir de cinco semanas de gestação.
  2. Bo saco gestacional, através da via transvaginal, se torna visível apenas a partir de sete semanas de gestação.
  3. Ca utilização do CCN para definir a idade gestacional pode ser feita até treze semanas de gestação.
  4. Do CCN é utilizado comumente para cálculo da idade gestacional entre 20 mm a 60 mm de gestação.
  5. Ea atividade cardíaca fetal só pode ser detectada a partir de sete semanas de gestação.
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GabaritoD — o CCN é utilizado comumente para cálculo da idade gestacional entre 20 mm a 60 mm de gestação.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ultrassonografia obstétrica transvaginal: saco gestacional, CCN e atividade cardíaca

Gabarito: letra D. O comprimento cabeça-nádega (CCN) é a medida ultrassonográfica mais precisa para estimar a idade gestacional no primeiro trimestre, sendo utilizado comumente quando o embrião mede entre 20 mm e 60 mm — exatamente o que afirma a alternativa D. As demais alternativas erram ao fixar marcos de visibilidade do saco gestacional e da atividade cardíaca fetal em idades gestacionais incorretas, ou ao estender o uso do CCN para além do período recomendado.

A ultrassonografia obstétrica transvaginal é o método de imagem de escolha no início da gestação, pois permite a visualização precoce das estruturas embrionárias e a determinação precisa da idade gestacional. O saco gestacional é a primeira estrutura a ser identificada, geralmente visível por via transvaginal por volta de 4 a 5 semanas de gestação, enquanto por via abdominal sua visualização ocorre mais tardiamente, em torno de 5 a 6 semanas. A atividade cardíaca fetal, por sua vez, costuma ser detectada por via transvaginal a partir de aproximadamente 6 semanas de gestação, quando o embrião atinge cerca de 2 a 3 mm.

O comprimento cabeça-nádega (CCN) é a medida do maior eixo longitudinal do embrião, do polo cefálico ao polo caudal, e é considerado o parâmetro mais fidedigno para datar a gestação no primeiro trimestre. A literatura obstétrica recomenda o uso do CCN para cálculo da idade gestacional quando o embrião mede entre 20 mm e 60 mm, o que corresponde aproximadamente a 7 a 12 semanas de gestação. Antes de 20 mm, a medida pode ser menos precisa devido à pequena dimensão do embrião; após 60 mm, a curvatura fisiológica do embrião pode comprometer a acurácia da medida, sendo preferível utilizar outros parâmetros, como o diâmetro biparietal (DBP) e o comprimento do fêmur (CF).

A escolha da via de exame (transvaginal ou transabdominal) influencia diretamente a precocidade da detecção das estruturas. A via transvaginal, por utilizar transdutor de maior frequência e estar mais próxima das estruturas pélvicas, permite a visualização do saco gestacional e da atividade cardíaca fetal mais precocemente do que a via abdominal. Essa diferença é explorada pela banca, que frequentemente troca os marcos de visibilidade entre as duas vias ou apresenta valores incorretos para o início da detecção.

A pegadinha central desta questão está na fixação dos marcos de visibilidade e na faixa de utilização do CCN. O candidato que memoriza apenas os valores aproximados, sem compreender a relação entre a via de exame e a idade gestacional, tende a errar ao aceitar alternativas que invertem ou deslocam esses marcos. A alternativa D, ao citar a faixa de 20 mm a 60 mm para o uso do CCN, está correta e é a única que reflete a prática obstétrica consagrada.

1Saco gestacional
Transvaginal: 4–5 semanas
Transabdominal: 5–6 semanas
2Atividade cardíaca fetal
Transvaginal: ~6 semanas
3CCN (comprimento cabeça-nádega)
Uso: 20 mm a 60 mm
~7 a 12 semanas
Antes de 20 mm: impreciso
Após 60 mm: usar DBP e fêmur
USG obstétrica transvaginal
LEVELsoulevel.com.br
USG obstétrica transvaginal: Saco gestacional (Transvaginal: 4–5 semanas, Transabdominal: 5–6 semanas); Atividade cardíaca fetal (Transvaginal: ~6 semanas); CCN (comprimento cabeça-nádega) (Uso: 20 mm a 60 mm, ~7 a 12 semanas, Antes de 20 mm: impreciso, Após 60 mm: usar DBP e fêmur)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o saco gestacional, por via abdominal, se torna visível a partir de cinco semanas. Embora a via abdominal possa detectar o saco gestacional por volta de 5 a 6 semanas, a alternativa é imprecisa ao fixar o marco em cinco semanas, pois a visualização por via abdominal costuma ser mais tardia que a transvaginal. O erro específico está em não considerar que a via transvaginal permite a detecção mais precoce, por volta de 4 a 5 semanas, enquanto a abdominal geralmente requer cerca de 5 a 6 semanas. A banca explora a confusão entre as duas vias, apresentando um valor que pode ser aceitável para a transvaginal, mas não para a abdominal.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que o saco gestacional, por via transvaginal, se torna visível apenas a partir de sete semanas. Este valor está claramente incorreto, pois a via transvaginal permite a visualização do saco gestacional já por volta de 4 a 5 semanas de gestação. A alternativa erra ao superestimar o marco, provavelmente confundindo com a detecção da atividade cardíaca fetal, que ocorre por volta de 6 semanas, ou com a visualização do embrião, que pode ser mais tardia. O erro específico é a inversão do marco: a via transvaginal é a mais precoce, não a mais tardia.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que o CCN pode ser utilizado para definir a idade gestacional até treze semanas. Embora o CCN seja o parâmetro de escolha no primeiro trimestre, seu uso é recomendado até aproximadamente 12 semanas (ou até o embrião atingir cerca de 60 mm). A partir de 13 semanas, a curvatura fetal e o aumento do tamanho tornam a medida menos precisa, sendo preferível utilizar outros parâmetros, como o diâmetro biparietal (DBP). A alternativa erra ao estender o limite para 13 semanas, quando a prática consagrada é limitar o uso do CCN até cerca de 12 semanas ou 60 mm. O erro específico é a extrapolação do período de validade da medida.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que o CCN é utilizado comumente para cálculo da idade gestacional entre 20 mm a 60 mm. Esta é a faixa consagrada na literatura obstétrica para o uso do CCN como parâmetro de datação da gestação. Quando o embrião mede entre 20 mm e 60 mm, o CCN é a medida mais precisa para estimar a idade gestacional, pois reflete o crescimento linear do embrião nesse período. A alternativa está correta ao citar exatamente essa faixa, que corresponde aproximadamente a 7 a 12 semanas de gestação. O termo "comumente" também é adequado, pois reflete a prática clínica habitual.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que a atividade cardíaca fetal só pode ser detectada a partir de sete semanas de gestação. Este valor está incorreto, pois a atividade cardíaca fetal pode ser detectada por via transvaginal já por volta de 6 semanas de gestação, quando o embrião atinge cerca de 2 a 3 mm. A alternativa erra ao superestimar o marco, provavelmente confundindo com a detecção por via abdominal, que pode ser mais tardia, ou com a visualização de outras estruturas. O erro específico é a fixação de um marco tardio para a detecção da atividade cardíaca, que na via transvaginal ocorre mais precocemente.

Gabarito: letra D — o CCN é utilizado comumente para cálculo da idade gestacional entre 20 mm a 60 mm.

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