Médico - Ginecologia E Obstetrícia - Atenção Básica
Paciente de 35 anos de idade procura ambulatório de mastologia devido dor mamária incapacitante.Com base nessa situação hipotética, o melhor tratamento para esse paciente é
Avitamina E.
Bácido gamalinoleico.
Corientação verbal.
DAINH.
Etamoxifeno.
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GabaritoC — orientação verbal.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Mastalgia: abordagem terapêutica
Gabarito: letra C. Na mastalgia, mesmo quando incapacitante, a primeira e melhor conduta é a orientação verbal e a tranquilização da paciente, associada a medidas de suporte como ajuste do sutiã. O tratamento medicamentoso (tamoxifeno, danazol, AINEs) é reservado para casos selecionados, com dor intensa e persistente por mais de 3 meses, que não respondem às medidas iniciais. Essa hierarquia está alinhada com as diretrizes de mastologia e com o princípio de que a maioria das mulheres responde bem à tranquilização.
A mastalgia, ou dor mamária, é uma queixa extremamente comum na prática clínica, afetando cerca de 70% das mulheres em algum momento da vida. É fundamental entender que a dor mamária raramente é sinal de câncer — em estudos, foi sintoma inicial em apenas cerca de 6% dos casos. A abordagem começa com uma boa anamnese e exame físico, classificando a dor em cíclica (relacionada ao ciclo menstrual, mais comum e de causa hormonal) ou não cíclica (traumatismo, mastite, cistos, etc.).
O pilar do tratamento, independentemente da intensidade, é a orientação e a tranquilização. A maioria das pacientes melhora significativamente apenas com a explicação de que a dor não é maligna, com a recomendação de uso de sutiã adequado e suporte mamário. O tratamento farmacológico — como tamoxifeno, danazol, progestágenos ou ISRS — é reservado para os casos de dor intensa, com duração superior a 3 meses e que interfiram na qualidade de vida, sempre após falha das medidas conservadoras. O uso de vitamina E, ácido gamalinoleico (óleo de prímula) e AINEs não tem evidência robusta para o tratamento da mastalgia verdadeira, sendo o óleo de prímula, inclusive, desaconselhado por metanálises recentes.
A banca explora exatamente a hierarquia terapêutica: o candidato pode ser tentado a escolher um tratamento medicamentoso para uma dor "incapacitante", mas a conduta inicial e mais eficaz é a orientação verbal. O termo "incapacitante" não muda a primeira linha de tratamento, apenas indica que, se a dor persistir, o tratamento medicamentoso pode ser considerado.
1Orientação verbal + tranquilização
2Suporte: sutiã adequado
3Dor persiste > 3 meses
4Tratamento medicamentoso
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A vitamina E não tem evidência de benefício no tratamento da mastalgia. O uso de vitaminas, diuréticos e outros hormônios não é recomendado, pois não há comprovação de eficácia. A alternativa confunde a crença popular com a prática baseada em evidências.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O ácido gamalinoleico, presente no óleo de prímula, foi usado historicamente, mas uma metanálise com ensaios clínicos recentes não demonstrou benefícios. Estudos mostraram que AINEs tópicos são mais eficazes que o óleo de prímula para mastalgia. Portanto, não é o melhor tratamento.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A orientação verbal é a conduta inicial e mais eficaz. A maioria das mulheres responde bem à tranquilização, com a explicação de que a dor não é maligna, associada a medidas de suporte como ajuste do sutiã. O tratamento medicamentoso é reservado para casos de dor intensa e persistente, que não respondem às medidas iniciais.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Os AINEs (anti-inflamatórios não esteroides) são eficazes no manejo da dor referida da parede torácica, mas não são o tratamento de primeira linha para a mastalgia verdadeira. Para a dor cíclica, os AINEs não têm papel comprovado como tratamento principal.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O tamoxifeno é uma opção para dor mamária intensa, com remissão completa em cerca de 80% dos casos, mas é reservado para casos refratários, com dor por mais de 3 meses, e seu uso é limitado pelos efeitos colaterais e pela resistência das pacientes, pois é mais conhecido para tratar câncer de mama. Não é o melhor tratamento inicial.
NÃO CAIA NESSA!
A banca usa o termo "incapacitante" para induzir o candidato a escolher um tratamento medicamentoso (tamoxifeno, AINEs). No entanto, a dor incapacitante não muda a primeira linha de tratamento: a orientação verbal e a tranquilização continuam sendo a conduta inicial. O tratamento medicamentoso é uma segunda etapa, para casos que não respondem às medidas iniciais e persistem por mais de 3 meses.