Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — Quadrix 2023
Medicina›Ginecologia e Obstetrícia
Código
qg031296
Banca
Quadrix
Órgão
FSNH - RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Ginecologia E Obstetrícia - Hospital
O fator que tem maior relação com o descolamento prematuro de placenta é o(a)
Adiabetes gestacional.
Bcirurgia uterina prévia.
Chipertensão materna.
Dtrauma abdominal.
Ebrevidade de cordão.
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GabaritoC — hipertensão materna.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Descolamento prematuro de placenta: fatores de risco
Gabarito: letra C. A hipertensão materna é o fator de maior relação com o descolamento prematuro de placenta (DPP), sendo a principal etiologia não traumática. O trauma abdominal é uma causa reconhecida, mas menos frequente que a doença hipertensiva — é essa hierarquia de risco que a questão cobra.
O descolamento prematuro de placenta é a separação da placenta da parede uterina antes da expulsão fetal, causada por sangramento e hematoma na interface entre esses tecidos. O sangramento materno volumoso pode evoluir para coagulação intravascular disseminada (CIVD), e a perda de superfície de troca leva à hipóxia fetal. O quadro clássico é sangramento vaginal vermelho escuro em pequena quantidade, dor abdominal aguda e lancinante e hipertonia uterina — mas até 20% das pacientes não apresentam dor, e 30% não exteriorizam sangramento.
As etiologias se dividem em traumáticas e não traumáticas. Entre as não traumáticas, a hipertensão arterial sistêmica é a mais importante e a mais prevalente, seguida por trombofilias, tabagismo e uso de cocaína. O trauma abdominal contuso é uma causa traumática relevante, mas responde por uma minoria dos casos. Essa distinção é o coração da questão: a banca oferece o trauma como distrator forte, mas a literatura obstétrica é unânime em apontar a hipertensão como o fator de risco mais fortemente associado ao DPP.
Na prática, a gestante hipertensa — especialmente com pré-eclâmpsia — tem risco aumentado de DPP por mecanismo vascular: a doença hipertensiva compromete a perfusão placentária e predispõe ao descolamento. Já o trauma abdominal, embora possa desencadear o DPP por mecanismo mecânico direto, é causa menos comum na população geral. O diabetes gestacional, a cirurgia uterina prévia e a brevidade de cordão não figuram entre os principais fatores de risco do DPP — a cirurgia uterina prévia associa-se mais a placenta prévia e acretismo placentário, e a brevidade de cordão é uma condição rara ligada a outras complicações do parto.
Guarde a hierarquia: hipertensão materna é o fator de maior relação com o DPP; trauma abdominal é causa, mas secundária. É exatamente essa gradação que separa as alternativas.
Descolamento prematuro de placenta (DPP): Etiologias não traumáticas (Hipertensão materna (principal), Trombofilias, Tabagismo, Uso de cocaína); Etiologias traumáticas (Trauma abdominal contuso (secundário)); Não associados (Diabetes gestacional, Cirurgia uterina prévia (→ placenta prévia/acretismo), Brevidade de cordão)
Alternativa A — ❌ Incorreta
O diabetes gestacional não é o fator de maior relação com o DPP. Embora o diabetes possa aumentar o risco de algumas complicações obstétricas, como macrossomia e pré-eclâmpsia, ele não é a principal etiologia do descolamento prematuro de placenta. A hipertensão materna supera o diabetes em associação com o DPP.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A cirurgia uterina prévia não é o fator de maior relação com o DPP. Ela se associa mais fortemente a outras patologias placentárias, como placenta prévia e acretismo placentário, não ao descolamento prematuro. O DPP tem como principais causas a hipertensão e o trauma, não o histórico cirúrgico uterino.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A hipertensão materna é o fator de maior relação com o descolamento prematuro de placenta. Entre as etiologias não traumáticas, a hipertensão arterial sistêmica é a mais comum e a mais fortemente associada ao DPP. O mecanismo envolve comprometimento vascular placentário, que predispõe ao descolamento. Essa é a resposta clássica cobrada em provas de ginecologia e obstetrícia.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O trauma abdominal é uma causa reconhecida de DPP, mas não é o fator de maior relação. Ele é uma etiologia traumática relevante, porém menos frequente que a hipertensão materna. A banca oferece o trauma como distrator forte justamente por ser uma causa conhecida, mas a questão pede o fator de MAIOR relação, que é a hipertensão.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A brevidade de cordão não é um fator de risco para DPP. Ela se relaciona a outras complicações do parto, como sofrimento fetal e dificuldade de descida fetal, mas não ao descolamento prematuro de placenta. Não há associação significativa entre brevidade de cordão e DPP.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre "causa" e "fator de maior relação". O trauma abdominal é uma causa real de DPP, mas a hipertensão materna é a principal etiologia não traumática e o fator de maior relação. O candidato que lembra do trauma como causa pode marcar a letra D, mas a literatura obstétrica é clara: hipertensão é a resposta. Fique atento à palavra "maior" no enunciado — ela muda tudo.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de DPP, memorize a hierarquia de fatores de risco: hipertensão materna (principal), trauma abdominal, trombofilias, tabagismo e uso de cocaína. Se a questão perguntar o fator de MAIOR relação, a resposta é sempre hipertensão. Se perguntar uma causa traumática, aí sim trauma abdominal.