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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — Quadrix 2023

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
qg031306
Banca
Quadrix
Órgão
FSNH - RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Ginecologia E Obstetrícia - Ultrassonografia
Assinale a alternativa que apresenta uma contraindicação para a realização da ultrassonografia transvaginal.
  1. Asangramento menstrual
  2. Bdistensão abdominal importante
  3. Cincontinência urinária
  4. Dútero retroversofletido
  5. Erejeição do exame por parte da paciente
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GabaritoE — rejeição do exame por parte da paciente

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ultrassonografia transvaginal: contraindicações

Gabarito: letra E. A única contraindicação real para a realização da ultrassonografia transvaginal entre as opções é a rejeição do exame por parte da paciente — trata-se de um exame invasivo, que exige a introdução de um transdutor na cavidade vaginal, e a recusa consciente da paciente deve ser sempre respeitada, configurando contraindicação absoluta. As demais alternativas (sangramento menstrual, distensão abdominal, incontinência urinária e útero retroversofletido) não impedem a realização do exame; ao contrário, algumas delas podem até ser indicações ou condições que não interferem na técnica.

A ultrassonografia transvaginal (USG-TV) é um método de imagem que utiliza um transdutor endocavitário de alta frequência, introduzido na vagina, permitindo uma avaliação detalhada dos órgãos pélvicos — útero, endométrio, ovários, tubas e fundo de saco de Douglas. Por estar mais próxima das estruturas, oferece resolução superior à ultrassonografia transabdominal para o estudo da pelve, sendo amplamente utilizada na ginecologia e obstetrícia para investigação de sangramentos, dor pélvica, avaliação ovariana, acompanhamento de gestação inicial, entre outras indicações.

A principal característica que distingue a USG-TV da USG abdominal é a via de acesso: enquanto a abdominal requer bexiga cheia e o transdutor é posicionado sobre o abdome, a transvaginal exige a introdução do transdutor na vagina, o que demanda consentimento da paciente e ausência de contraindicações locais. Por ser um exame invasivo, a recusa da paciente é a contraindicação mais evidente e absoluta — nenhum exame deve ser realizado contra a vontade da pessoa, especialmente quando envolve a introdução de um dispositivo na cavidade vaginal. Essa é uma questão de autonomia do paciente e de respeito à dignidade humana, princípios fundamentais da prática médica.

As demais condições listadas merecem análise cuidadosa. O sangramento menstrual não contraindica o exame — na verdade, a USG-TV pode ser realizada durante o ciclo menstrual, e em algumas situações (como na avaliação de sangramento uterino anormal) o exame é justamente indicado. A distensão abdominal importante pode dificultar a USG transabdominal, mas não impede a via transvaginal, que não depende da parede abdominal para a aquisição das imagens. A incontinência urinária não é contraindicação — a USG-TV pode até ser utilizada na avaliação uroginecológica, como na medida do ângulo uretrovesical. O útero retroversofletido é uma variação anatômica normal da posição uterina, e a USG-TV é, na verdade, uma excelente via para avaliar esse útero, pois o transdutor fica próximo ao fundo uterino.

A pegadinha desta questão está em reconhecer que a USG-TV é um exame invasivo, e que a única contraindicação absoluta entre as opções é a recusa da paciente. As demais alternativas são distratores que podem parecer contraindicações para quem não domina a técnica, mas que na prática não impedem a realização do exame. O candidato que conhece as indicações e contraindicações da USG-TV identifica rapidamente que a letra E é a resposta correta.

Guarde o critério decisivo: a USG-TV é contraindicada quando há recusa da paciente ou condições locais que impeçam a introdução do transdutor (como estenose vaginal grave, cirurgia vaginal recente, infecção vaginal ativa). As demais condições citadas não são contraindicações — são, na maioria, indicações ou variações anatômicas que não interferem na realização do exame.

USG transvaginal
  • 1Contraindicação absoluta
    • Recusa da paciente
    • Estenose vaginal grave
    • Cirurgia vaginal recente
    • Infecção vaginal ativa
  • 2Não contraindica
    • Sangramento menstrual
    • Distensão abdominal
    • Incontinência urinária
    • Útero retroversofletido
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O sangramento menstrual não contraindica a USG-TV. O exame pode ser realizado durante o fluxo menstrual, e em muitas situações clínicas (como investigação de sangramento uterino anormal, avaliação endometrial, acompanhamento de gestação) a USG-TV é justamente o exame indicado. O sangramento não impede a introdução do transdutor nem compromete a qualidade das imagens. A banca oferece essa alternativa para confundir o candidato que associa sangramento a contraindicação, mas na prática não há impedimento.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A distensão abdominal importante pode dificultar a realização da USG transabdominal, pois o gás intestinal e a obesidade podem prejudicar a transmissão do ultrassom. No entanto, a USG-TV não depende da parede abdominal — o transdutor é introduzido na vagina, ficando próximo às estruturas pélvicas, e a distensão abdominal não interfere na aquisição das imagens. Portanto, não é contraindicação para a via transvaginal.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A incontinência urinária não é contraindicação para a USG-TV. Na verdade, a USG-TV pode ser utilizada na avaliação uroginecológica, como na medida do ângulo uretrovesical e na avaliação da mobilidade do colo vesical, auxiliando no diagnóstico e planejamento do tratamento da incontinência. A condição não impede a introdução do transdutor nem compromete o exame.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O útero retroversofletido é uma variação anatômica normal da posição uterina, presente em cerca de 20% das mulheres. A USG-TV é, na verdade, uma excelente via para avaliar esse útero, pois o transdutor endocavitário fica próximo ao fundo uterino, permitindo uma avaliação detalhada. Não há qualquer contraindicação — a posição uterina não interfere na realização do exame.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A rejeição do exame por parte da paciente é a única contraindicação absoluta entre as opções. A USG-TV é um exame invasivo, que exige a introdução de um transdutor na cavidade vaginal, e a recusa consciente da paciente deve ser sempre respeitada. Nenhum exame deve ser realizado contra a vontade da pessoa, especialmente quando envolve a introdução de um dispositivo na cavidade vaginal — isso violaria a autonomia do paciente e a dignidade humana. A recusa é contraindicação absoluta, independentemente da indicação clínica.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre contraindicação e desconforto. O candidato pode achar que sangramento menstrual ou distensão abdominal impedem o exame, mas a única contraindicação real é a recusa da paciente — um exame invasivo nunca deve ser feito contra a vontade da pessoa. As demais condições são distratores que não impedem a USG-TV.

Gabarito: letra E — a rejeição do exame por parte da paciente é a única contraindicação absoluta para a ultrassonografia transvaginal.

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