Questão de Medicina — Hematologia na Patologia Clínica — Quadrix 2023
Medicina›Hematologia na Patologia Clínica
Código
qg031311
Banca
Quadrix
Órgão
FSNH - RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Hematologia - Hemoterapia
Os testes pré‑transfusionais para transfusão de concentrado de granulócitos incluirão
Atipagem ABO (direta e reversa) e RhD e a pesquisa de anticorpos antieritrocitários irregulares no sangue do receptor; a retipagem ABO (direta) e RhD do sangue do doador; e a realização de prova de compatibilidade maior com amostra do doador coletada no dia da coleta do concentrado de granulócitos.
Ba tipagem ABO (direta e reversa) e RhD do receptor; a retipagem ABO (direta) e RhD e teste da antiglobulina direto do sangue do doador (amostra coletada no dia de coleta do concentrado de granulócitos); e a realização de prova de compatibilidade menor com amostra coletada no dia da coleta.
Ca tipagem ABO (direta e reversa) e RhD do receptor; não é necessário retipar o doador no dia da coleta de granulócitos, se a prova de compatibilidade maior e a pesquisa de anticorpos irregulares for negativa.
Da tipagem ABO (direta e reversa) e RH do doador e do receptor, pesquisa de anticorpos irregulares do doador e do receptor, provas de compatibilidade maior e menor.
Eas tipagens ABO (direta e reversa) do doador e receptor sem necessidade de ser repetidas, se executadas até 72 horas antes da transfusão, desde que as provas de compatibilidade maior e menor sejam negativas.
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GabaritoA — tipagem ABO (direta e reversa) e RhD e a pesquisa de anticorpos antieritrocitários irregulares no sangue do receptor; a retipagem ABO (direta) e RhD do sangue do doador; e a realização de prova de compatibilidade maior com amostra do doador coletada no dia da coleta do concentrado de granulócitos.
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Testes Pré-Transfusionais para Concentrado de Granulócitos
Gabarito: letra A. A transfusão de concentrado de granulócitos exige, no receptor, a tipagem ABO (direta e reversa) e RhD, a pesquisa de anticorpos antieritrocitários irregulares e a prova de compatibilidade maior com amostra do doador coletada no dia da coleta; no doador, exige-se a retipagem ABO (direta) e RhD. Essa é a conduta preconizada pelas normas técnicas de hemoterapia, que priorizam a segurança imunológica do receptor.
Os testes pré-transfusionais são um conjunto de procedimentos laboratoriais realizados antes de qualquer transfusão, com o objetivo de garantir a compatibilidade entre o sangue do doador e o receptor, prevenindo reações transfusionais graves, como a hemólise. No caso específico do concentrado de granulócitos, a lógica é a mesma, mas com particularidades: como o produto contém um grande número de leucócitos, a compatibilidade deve ser avaliada com rigor, e a amostra do doador deve ser coletada no dia da coleta do concentrado, pois os granulócitos têm vida útil muito curta (cerca de 24 horas).
A regra geral para qualquer transfusão de hemocomponentes é que o receptor deve ser tipado para ABO (direta e reversa) e RhD, e deve ser realizada a pesquisa de anticorpos irregulares (PAI) para detectar anticorpos contra antígenos eritrocitários diferentes de A e B. O doador, por sua vez, deve ter seu sangue retipado (ABO direto e RhD) para confirmar o grupo sanguíneo. A prova de compatibilidade (prova cruzada) é o teste final que mistura o soro do receptor com as hemácias do doador para verificar se há aglutinação, indicando incompatibilidade. Para granulócitos, a prova de compatibilidade maior (soro do receptor + hemácias do doador) é a que deve ser realizada, com amostra do doador coletada no dia da coleta do concentrado.
A distinção crucial que a banca explora é entre a prova de compatibilidade maior e a menor. A prova maior testa o soro do receptor contra as hemácias do doador, sendo a mais importante para prevenir hemólise. A prova menor testa o soro do doador contra as hemácias do receptor, sendo menos relevante na prática transfusional moderna, pois o plasma do doador é geralmente removido ou diluído nos concentrados. Para granulócitos, a norma exige a prova maior, e não a menor. Além disso, a retipagem do doador é obrigatória no dia da coleta, não podendo ser dispensada, e a coleta da amostra para a prova de compatibilidade deve ser feita no mesmo dia da coleta do concentrado, devido à curta validade do produto.
A pegadinha central desta questão é a inversão dos testes: a banca tenta confundir o candidato ao mencionar a prova de compatibilidade menor (que não é a exigida para granulócitos) ou ao dispensar a retipagem do doador. O candidato deve lembrar que, para granulócitos, a segurança depende da prova maior e da retipagem do doador no dia da coleta. Guarde essa fronteira: é exatamente nela que as alternativas se dividem.
Teste
Receptor
Doador
Tipagem ABO
Direta e reversa
Retipagem direta
Tipagem RhD
Sim
Sim
Pesquisa de anticorpos irregulares (PAI)
Sim
Não
Prova de compatibilidade
Maior (soro do receptor + hemácias do doador)
—
Coleta da amostra
—
No dia da coleta do concentrado
Testes pré-transfusionais (granulócitos): Receptor (Tipagem ABO (direta e reversa), RhD, Pesquisa de anticorpos irregulares); Doador (Retipagem ABO (direta), RhD, Amostra no dia da coleta); Prova de compatibilidade (Maior (soro receptor + hemácias doador), Menor (não exigida))
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa descreve corretamente os testes pré-transfusionais para concentrado de granulócitos. Ela inclui a tipagem ABO (direta e reversa) e RhD do receptor, a pesquisa de anticorpos irregulares no receptor, a retipagem ABO (direta) e RhD do doador, e a prova de compatibilidade maior com amostra do doador coletada no dia da coleta do concentrado. Todos esses elementos estão de acordo com as normas de hemoterapia, que priorizam a compatibilidade imunológica e a segurança do receptor.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O erro está na realização da prova de compatibilidade menor e na inclusão do teste da antiglobulina direto (TAD) no doador. Para granulócitos, a prova exigida é a maior (soro do receptor + hemácias do doador), não a menor. O TAD no doador não é um teste pré-transfusional padrão para granulócitos; ele é usado para investigar anemia hemolítica, não para compatibilização. A banca trocou a prova maior pela menor e adicionou um teste desnecessário.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que não é necessário retipar o doador no dia da coleta, o que é falso. A retipagem do doador é obrigatória e deve ser feita com amostra coletada no dia da coleta do concentrado de granulócitos, pois o produto tem validade curta e a amostra deve ser representativa do sangue que será transfundido. A dispensa da retipagem não é prevista, mesmo que a prova de compatibilidade e a PAI sejam negativas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Esta alternativa inclui a pesquisa de anticorpos irregulares do doador e a prova de compatibilidade menor, o que não é exigido para granulócitos. A PAI é realizada no receptor, não no doador, e a prova de compatibilidade exigida é a maior, não a menor. A alternativa mistura os testes do receptor e do doador, criando um conjunto incorreto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que as tipagens não precisam ser repetidas se executadas até 72 horas antes da transfusão. Isso é incorreto para granulócitos, pois a amostra do doador deve ser coletada no dia da coleta do concentrado, e a retipagem do doador deve ser feita nessa mesma data. O prazo de 72 horas não se aplica a esse hemocomponente, e a prova de compatibilidade exigida é a maior, não a menor.