Acerca do câncer de mama no homem, assinale a alternativa correta.
AA mutação encontrada nesses pacientes mais frequentemente é do gene BRCA1.
BO tratamento cirúrgico deve ser feito sempre com mastectomia.
CA pesquisa do linfonodo sentinela está contraindicada.
DA presença de receptores hormonais positivos é maior que nas mulheres.
EO prognóstico do câncer de mama nos homens, quando diagnosticado no mesmo estádio que as mulheres, é pior.
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GabaritoD — A presença de receptores hormonais positivos é maior que nas mulheres.
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Câncer de mama no homem
Gabarito: letra D. No câncer de mama masculino, a positividade para receptores hormonais (estrogênio e progesterona) é significativamente maior do que nas mulheres — cerca de 90% dos casos são RE-positivos. Essa é uma característica biológica marcante da doença no homem, que a diferencia do câncer de mama feminino e orienta a terapia endócrina (tamoxifeno).
O câncer de mama no homem é uma doença rara, correspondendo a aproximadamente 1% de todos os cânceres de mama. Por ser pouco frequente, muitos de seus aspectos são extrapolados dos estudos realizados em mulheres, mas existem particularidades importantes que a banca explora. A apresentação clínica típica é uma massa palpável, e o diagnóstico segue os mesmos passos do câncer feminino: mamografia diagnóstica, ultrassonografia e biópsia com agulha grossa.
A principal diferença biológica está na expressão de receptores hormonais. Enquanto nas mulheres cerca de 70-75% dos tumores são RE-positivos, nos homens esse percentual chega a aproximadamente 90%. Isso ocorre porque o microambiente hormonal masculino é diferente — há menor produção de estrogênio e maior conversão periférica de andrógenos em estrogênios, o que pode influenciar a biologia tumoral. Essa alta positividade torna a hormonioterapia (especialmente o tamoxifeno) uma ferramenta central no tratamento adjuvante e metastático.
Outro ponto importante é a genética. A mutação mais frequentemente associada ao câncer de mama masculino é no gene BRCA2, e não no BRCA1. O BRCA2 está relacionado não só ao câncer de mama no homem, mas também a tumores de vias biliares, pâncreas, estômago e melanoma. Já o BRCA1, embora também aumente o risco, é menos prevalente nesse contexto. A síndrome de Klinefelter, a criptorquidia e a exposição à radiação também são fatores de risco reconhecidos.
Quanto ao tratamento cirúrgico, a mastectomia não é obrigatória. As opções cirúrgicas são semelhantes às das mulheres, incluindo a cirurgia conservadora da mama (quando tecnicamente possível) e a mastectomia. A decisão depende do tamanho do tumor, da relação tumor/mama, da presença de contraindicações à radioterapia e da preferência do paciente. A pesquisa do linfonodo sentinela também está indicada nos homens, desde que a axila seja clinicamente negativa, seguindo os mesmos critérios das mulheres.
Por fim, o prognóstico do câncer de mama masculino, quando diagnosticado no mesmo estádio que o feminino, é semelhante — não é pior. A impressão de pior prognóstico decorre do diagnóstico frequentemente mais tardio, mas, ajustando-se o estádio, a sobrevida é comparável. A banca explora exatamente essa confusão entre diagnóstico tardio e pior biologia tumoral.
Guarde essas quatro fronteiras: (1) BRCA2 é o gene mais frequente no homem, não BRCA1; (2) a cirurgia conservadora é possível, não é sempre mastectomia; (3) o linfonodo sentinela é indicado, não contraindicado; (4) o prognóstico por estádio é semelhante, não pior. A alternativa correta é a que afirma a maior positividade de receptores hormonais.
Câncer de mama no homem: Genética (BRCA2 (mais frequente), BRCA1 (menos prevalente)); Cirurgia (Conservadora (possível), Mastectomia (não obrigatória)); Linfonodo sentinela (Indicado (axila negativa)); Receptores hormonais (~90% RE-positivos (maior que na mulher)); Prognóstico (Semelhante à mulher (mesmo estádio))
Alternativa A — ❌ Incorreta
A mutação mais frequentemente encontrada no câncer de mama masculino é no gene BRCA2, não no BRCA1. O BRCA2 está associado ao carcinoma de mama em homens, além de tumores de vias biliares, pâncreas, estômago e melanoma. O BRCA1 também confere risco, mas é menos prevalente nesse cenário. A banca troca o gene mais comum para confundir o candidato.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O tratamento cirúrgico não é sempre mastectomia. As opções cirúrgicas no homem são semelhantes às da mulher, incluindo a cirurgia conservadora da mama, quando o tumor é pequeno em relação ao volume mamário e não há contraindicações. A mastectomia é indicada em casos específicos, como tumores extensos ou multicêntricos, mas não é regra absoluta.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A pesquisa do linfonodo sentinela está indicada no câncer de mama masculino, desde que a axila seja clinicamente negativa. O procedimento é o mesmo realizado nas mulheres e tem a finalidade de evitar o esvaziamento axilar desnecessário. As contraindicações são as mesmas: metástases axilares palpáveis ou confirmadas por citologia/histologia.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A presença de receptores hormonais positivos é maior nos homens do que nas mulheres. Cerca de 90% dos cânceres de mama masculinos são RE-positivos, contra aproximadamente 70-75% nos tumores femininos. Essa alta positividade é uma característica biológica marcante e tem implicação terapêutica direta: a hormonioterapia com tamoxifeno é altamente eficaz e reduz o risco de doença sistêmica.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O prognóstico do câncer de mama no homem, quando diagnosticado no mesmo estádio que nas mulheres, é semelhante, não pior. A percepção de pior prognóstico decorre do diagnóstico frequentemente mais tardio, mas, ajustando-se o estádio, a sobrevida é comparável. A banca explora a confusão entre diagnóstico tardio e pior biologia tumoral.