A nefropatia diabética pode se manifestar como glomeruloesclerose nodular, alteração anatomopatológica que pode aparecer em outras doenças. Assinale a alternativa que apresenta a patologia que pode se manifestar com glomeruloesclerose nodular.
Adisproteinemias como amiloidose
Bglomerulonefrite membranosa
Cnefroesclerose hipertensiva
Dglomeruloesclerose segmentar e focal
Eglomerulonefrite difusa aguda
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GabaritoA — disproteinemias como amiloidose
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Glomeruloesclerose nodular: além da nefropatia diabética
Gabarito: letra A. A glomeruloesclerose nodular, embora seja a lesão clássica da nefropatia diabética (nódulos de Kimmelstiel-Wilson), pode ser encontrada em outras condições, notadamente nas disproteinemias, como a amiloidose. A banca cobra exatamente esse conhecimento: a lesão nodular não é patognomônica do diabetes, e o candidato deve reconhecer as outras causas que produzem padrão histológico semelhante.
A glomeruloesclerose nodular é um padrão histopatológico caracterizado pela expansão mesangial nodular, com deposição de material hialino e formação de nódulos acelulares nos tufos glomerulares. Na nefropatia diabética, esses nódulos são denominados nódulos de Kimmelstiel-Wilson e representam a forma mais avançada da doença. No entanto, esse padrão não é exclusivo do diabetes: outras condições podem mimetizar essa lesão, como a amiloidose, as disproteinemias (incluindo o mieloma múltiplo e a doença de cadeias leves), a glomerulonefrite membranoproliferativa e a glomeruloesclerose segmentar e focal (GESF) em fase avançada.
A amiloidose renal é uma das principais causas de síndrome nefrótica no adulto e caracteriza-se pela deposição de material amiloide (proteínas fibrilares) no mesângio e na membrana basal glomerular. Essa deposição pode formar nódulos que se assemelham aos nódulos de Kimmelstiel-Wilson, configurando o padrão de glomeruloesclerose nodular. Por isso, a alternativa A está correta: as disproteinemias, como a amiloidose, podem se manifestar com glomeruloesclerose nodular.
A distinção entre as causas de glomeruloesclerose nodular é feita pela histologia: na amiloidose, a coloração de Vermelho Congo mostra birrefringência verde-maçã sob luz polarizada; no diabetes, há espessamento da membrana basal e expansão mesangial difusa; na GESF, a esclerose é segmentar (atinge parte do glomérulo) e não nodular. A banca explora essa confusão: o candidato que conhece apenas a associação clássica com diabetes pode não reconhecer que outras doenças produzem o mesmo padrão.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o padrão nodular pelo padrão segmentar. A glomeruloesclerose segmentar e focal (GESF) é uma doença distinta, com esclerose que atinge apenas parte do glomérulo (segmentar) e alguns glomérulos (focal) — não forma nódulos. O candidato que confunde os padrões histológicos cai na alternativa D.
Glomeruloesclerose nodular
1Causas
Nefropatia diabética (nódulos de Kimmelstiel-Wilson)
Disproteinemias (amiloidose)
Glomerulonefrite membranoproliferativa
GESF em fase avançada
2Diagnóstico diferencial
Amiloidose: Vermelho Congo positivo
Diabetes: espessamento de membrana basal
GESF: esclerose segmentar (não nodular)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
As disproteinemias, como a amiloidose, podem se manifestar com glomeruloesclerose nodular. A deposição de material amiloide no mesângio glomerular pode formar nódulos que mimetizam os nódulos de Kimmelstiel-Wilson do diabetes. Essa é uma das causas secundárias de glomeruloesclerose nodular, e o diagnóstico diferencial é feito pela histologia (Vermelho Congo positivo na amiloidose).
Alternativa B — ❌ Incorreta
A glomerulonefrite membranosa é uma causa de síndrome nefrótica caracterizada por espessamento difuso da membrana basal glomerular, com depósitos subepiteliais de imunocomplexos. Não produz padrão nodular — o padrão é membranoso, com projeções "em espículas" na coloração de prata. A banca oferece essa alternativa para confundir com outras glomerulopatias nefróticas, mas o padrão histológico é completamente diferente.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A nefroesclerose hipertensiva é uma lesão vascular e glomerular decorrente da hipertensão arterial crônica, caracterizada por espessamento hialino das arteríolas e esclerose glomerular isquêmica. Não forma nódulos mesangiais — o padrão é de esclerose global ou segmentar por isquemia, não nodular. Embora possa coexistir com diabetes, não é uma causa de glomeruloesclerose nodular.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A glomeruloesclerose segmentar e focal (GESF) é uma podocitopatia com esclerose que atinge parte do glomérulo (segmentar) e apenas alguns glomérulos (focal). O padrão é de esclerose segmentar, não nodular. A banca explora a confusão entre os padrões histológicos: a GESF é uma doença distinta, com mecanismo fisiopatológico diferente (lesão de podócitos) e não produz nódulos de Kimmelstiel-Wilson.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A glomerulonefrite difusa aguda (pós-estreptocócica) é uma glomerulonefrite proliferativa endocapilar, com hipercelularidade difusa e infiltração de neutrófilos. O padrão é proliferativo, não nodular. Essa doença se manifesta com síndrome nefrítica (hematúria, hipertensão, oligúria), não com síndrome nefrótica, e não produz nódulos mesangiais.
Gabarito: letra A — as disproteinemias, como a amiloidose, podem se manifestar com glomeruloesclerose nodular, mimetizando a lesão clássica da nefropatia diabética.