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Questão de Medicina — Nefrologia — Quadrix 2023

MedicinaNefrologia
Código
qg031367
Banca
Quadrix
Órgão
FSNH - RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Nefrologia
No diagnóstico de litíase renal, é correto afirmar que
  1. Atomografia computadorizada de abdome e pelve helicoidal sem contraste de baixa dose de irradiação é o padrão ouro para diagnóstico de litíase, incluindo cálculos de menos de 2mm de tamanho e ureterais, inclusive em obesos.
  2. Bultrassonografia de abdome é o melhor exame para determinar localização e tamanho dos cálculos.
  3. Ccálculo de magnésio amônio fosfato são frequentemente radiolucentes
  4. Dnefrocalcionose é mais frequentemente associada a cálculos de oxalato de cálcio.
  5. Ecálculos que são radiolucentes, que podem não ser detectados mesmo pela tomografia, são compostos de inibidores da protease, xantina ou dihidroxiadenina.
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GabaritoE — cálculos que são radiolucentes, que podem não ser detectados mesmo pela tomografia, são compostos de inibidores da protease, xantina ou dihidroxiadenina.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Litíase renal: diagnóstico por imagem e composição dos cálculos

Gabarito: letra E. A alternativa correta afirma que cálculos radiolucentes, que podem não ser detectados mesmo pela tomografia, são compostos de inibidores da protease, xantina ou dihidroxiadenina — exatamente os tipos de cálculo que, por sua baixa densidade, podem escapar à detecção pela TC helicoidal sem contraste. As demais alternativas contêm erros conceituais sobre o padrão ouro diagnóstico, a acurácia da ultrassonografia, a radiopacidade dos cálculos de estruvita e a associação da nefrocalcinose.

O diagnóstico de litíase renal é um tema central em nefrologia e urologia, e a banca explora aqui o conhecimento sobre os métodos de imagem e a composição química dos cálculos. A tomografia computadorizada (TC) helicoidal sem contraste é, de fato, o exame de maior acurácia para o diagnóstico de litíase, com sensibilidade de cerca de 96% e especificidade próxima de 100%, conforme as diretrizes. No entanto, a afirmação de que ela detecta cálculos de menos de 2 mm "inclusive em obesos" é uma generalização incorreta: a TC tem limitações na detecção de cálculos muito pequenos, e a obesidade pode reduzir a qualidade da imagem, embora a TC ainda seja superior a outros métodos nesses pacientes. A ultrassonografia, por sua vez, tem alta especificidade (acima de 90%), mas sensibilidade inferior à TC, sendo útil como exame inicial, especialmente em gestantes e para avaliar hidronefrose, mas não é o melhor exame para determinar localização e tamanho dos cálculos.

A composição dos cálculos é outro ponto-chave. Os cálculos de cálcio (oxalato e fosfato) são os mais frequentes, correspondendo a cerca de 80% dos casos, e são radiopacos. Os cálculos de estruvita (magnésio amônio fosfato), associados a infecções por bactérias produtoras de urease, também são radiopacos, contrariando a alternativa C. Já os cálculos de ácido úrico, cistina, xantina e dihidroxiadenina são radiolucentes na radiografia simples, e os de xantina e dihidroxiadenina podem até não ser detectados pela TC por terem densidade muito baixa. Os cálculos de inibidores da protease, uma complicação do uso de medicamentos antirretrovirais, também são radiolucentes e podem não ser vistos na TC. A nefrocalcinose, por sua vez, é a deposição difusa de cálcio no parênquima renal, mais frequentemente associada a condições como acidose tubular renal e hipercalciúria, e não especificamente a cálculos de oxalato de cálcio.

A pegadinha central desta questão está na alternativa A, que parece correta à primeira vista, mas contém uma imprecisão: a TC helicoidal sem contraste é o padrão ouro, mas não detecta todos os cálculos de menos de 2 mm, especialmente em obesos, onde a qualidade da imagem pode ser comprometida. A banca também explora a confusão entre radiopacidade e radiolucência dos diferentes tipos de cálculo, e a associação incorreta da nefrocalcinose com oxalato de cálcio.

Guarde a distinção entre os métodos de imagem e a composição dos cálculos: é exatamente nesses dois eixos que as alternativas se dividem.

Tipo de Cálculo

Radiopacidade

Detecção na TC sem contraste

Oxalato de cálcio

Radiopaco

Detectável

Estruvita (magnésio amônio fosfato)

Radiopaco

Detectável

Ácido úrico

Radiolucente

Detectável (baixa densidade)

Xantina

Radiolucente

Pode não ser detectado

Dihidroxiadenina

Radiolucente

Pode não ser detectado

Inibidores da protease

Radiolucente

Pode não ser detectado

Alternativa A — ❌ Incorreta

A TC helicoidal sem contraste é, de fato, o padrão ouro para diagnóstico de litíase, com sensibilidade de 96% e especificidade de cerca de 100%. No entanto, a afirmação de que ela detecta cálculos de menos de 2 mm "inclusive em obesos" é uma generalização incorreta. Cálculos muito pequenos, especialmente os de xantina e dihidroxiadenina, podem não ser detectados pela TC, e a obesidade pode reduzir a qualidade da imagem, embora a TC ainda seja o melhor método disponível. A banca troca a regra geral (TC é o padrão ouro) por uma afirmação absoluta que não se sustenta na prática clínica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A ultrassonografia de abdome tem alta especificidade (acima de 90%), mas sensibilidade inferior à TC, especialmente para cálculos pequenos e ureterais. Ela é útil como exame inicial, principalmente em gestantes e para avaliar hidronefrose, mas não é o melhor exame para determinar localização e tamanho dos cálculos — esse papel cabe à TC helicoidal sem contraste. A banca confunde a utilidade da ultrassonografia como triagem com a acurácia diagnóstica da TC.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Os cálculos de magnésio amônio fosfato (estruvita), associados a infecções por bactérias produtoras de urease, são radiopacos, não radiolucentes. A banca inverte a característica: enquanto cálculos de ácido úrico, xantina e dihidroxiadenina são radiolucentes, os de estruvita são facilmente visíveis na radiografia simples por sua alta densidade.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A nefrocalcinose é a deposição difusa de cálcio no parênquima renal, mais frequentemente associada a condições como acidose tubular renal, hipercalciúria e hiperoxalúria, e não especificamente a cálculos de oxalato de cálcio. A banca tenta associar a nefrocalcinose ao tipo mais comum de cálculo, mas a associação correta é com distúrbios metabólicos que levam à precipitação de cálcio no tecido renal, não com um tipo específico de cálculo.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa está correta. Cálculos radiolucentes, que podem não ser detectados mesmo pela TC, são compostos de inibidores da protease (medicamentos antirretrovirais), xantina ou dihidroxiadenina. Esses cálculos têm densidade muito baixa, próxima à dos tecidos moles, o que dificulta sua visualização na TC helicoidal sem contraste. A banca cobra aqui o conhecimento sobre os tipos de cálculo que escapam aos métodos de imagem convencionais.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre radiopacidade e radiolucência dos cálculos. Cálculos de estruvita (magnésio amônio fosfato) são radiopacos, enquanto os de ácido úrico, xantina, dihidroxiadenina e inibidores da protease são radiolucentes. Na prova, lembre-se: a TC é o padrão ouro, mas não detecta todos os cálculos — os de baixa densidade podem escapar.

PEGA ESSA DICA!

Para memorizar os cálculos radiolucentes, lembre-se da sigla "XADI" — Xantina, Ácido úrico, Dihidroxiadenina e Inibidores da protease. Esses são os que podem não ser vistos na radiografia simples e, alguns, até na TC.

Gabarito: letra E

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