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Questão de Medicina — Neurologia — Quadrix 2023

MedicinaNeurologia
Código
qg031380
Banca
Quadrix
Órgão
FSNH - RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Neurocirurgia
O doppler transcraniano (DTC) foi introduzido por Aaslid, em 1982. É um exame realizado à beira leito e tem como objetivo a avaliação da hemodinâmica de fluxo sanguíneo cerebral em tempo real. Com base nessa informação, assinale a alternativa que apresenta o(os) principal(ais) critério(s) diagnóstico(s) do vasoespasmo no DTC.
  1. Avelocidade diastólica final
  2. Bíndice de pulsatilidade
  3. Cíndice de resistência
  4. Do aumento focal de velocidade e o cálculo dos índices de Lindegaard (IL) e Soustiel (IS)
  5. Eíndice de Mews
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GabaritoD — o aumento focal de velocidade e o cálculo dos índices de Lindegaard (IL) e Soustiel (IS)

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Doppler Transcraniano (DTC) no Diagnóstico de Vasoespasmo

Gabarito: letra D. O diagnóstico de vasoespasmo pelo DTC baseia-se no aumento focal da velocidade de fluxo sanguíneo e no cálculo dos índices de Lindegaard (IL) e Soustiel (IS), que correlacionam a velocidade na artéria cerebral média (ACM) com a carótida interna e na artéria basilar com a vertebral, respectivamente. As demais alternativas (velocidade diastólica final, índice de pulsatilidade, índice de resistência e índice de Mews) são parâmetros do DTC, mas não constituem os critérios diagnósticos específicos e principais do vasoespasmo.

O Doppler transcraniano (DTC) é um método não invasivo, realizado à beira do leito, que avalia a hemodinâmica do fluxo sanguíneo cerebral em tempo real, utilizando um transdutor de baixa frequência (2 MHz) através do couro cabeludo. Ele mede a velocidade de fluxo nas artérias da base do crânio, tanto na circulação anterior quanto na posterior. A lógica do exame é que, em um vaso com espasmo, há redução do diâmetro arterial, o que, para manter o fluxo, aumenta a velocidade do sangue naquele segmento. Esse aumento de velocidade é o principal marcador do vasoespasmo.

Contudo, a avaliação isolada da velocidade de fluxo tem especificidade próxima a 100%, mas sensibilidade limitada. Para aumentar a acurácia diagnóstica e padronizar a interpretação, utilizam-se índices que relacionam a velocidade no vaso suspeito com a velocidade em um vaso de referência. O índice de Lindegaard (IL) é a relação entre a velocidade média na artéria cerebral média (ACM) e a velocidade na carótida interna cervical ipsilateral. O índice de Soustiel (IS) é a relação entre a velocidade na artéria vertebral extracraniana e a velocidade na artéria basilar. Esses índices ajudam a diferenciar o vasoespasmo de outras condições que também aumentam a velocidade, como a hiperemia cerebral, e a graduar a severidade do espasmo.

Na prática clínica, após uma hemorragia subaracnóidea (HSA), o DTC é o método mais utilizado para o diagnóstico de vasoespasmo, com alta sensibilidade (85%) e especificidade (90%) para espasmo angiográfico. A interpretação dos valores de velocidade deve ser feita em conjunto com os índices de Lindegaard e Soustiel, conforme tabelas padronizadas. Por exemplo, um IL entre 3 e 6 sugere vasoespasmo proximal da ACM, enquanto um IL > 6 indica vasoespasmo grave. Para a circulação posterior, um IS = 2 indica vasoespasmo leve, IS = 3 moderado e IS > 3 grave.

A pegadinha desta questão está em confundir os parâmetros gerais do DTC (como velocidade diastólica, índice de pulsatilidade e índice de resistência) com os critérios diagnósticos específicos do vasoespasmo. O índice de pulsatilidade (IP), por exemplo, é útil para avaliar resistência vascular e pressão intracraniana, mas não é o critério principal para diagnosticar vasoespasmo. O índice de Mews não é um parâmetro do DTC. Portanto, a alternativa que corretamente descreve os critérios diagnósticos é a que menciona o aumento focal de velocidade e o cálculo dos índices de Lindegaard e Soustiel.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A velocidade diastólica final é um parâmetro medido no DTC, mas não é o critério diagnóstico principal do vasoespasmo. O diagnóstico se baseia no aumento da velocidade média (ou sistólica) e nos índices de Lindegaard e Soustiel. A velocidade diastólica pode estar alterada em outras condições, como aumento da pressão intracraniana, mas não é específica para vasoespasmo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O índice de pulsatilidade (IP) é um parâmetro do DTC que reflete a resistência vascular distal. Ele é útil para avaliar hipertensão intracraniana, mas não é o critério diagnóstico principal do vasoespasmo. Na verdade, o IP pode estar normal ou aumentado no vasoespasmo, dependendo da associação com hipertensão intracraniana, mas não é o índice específico para o diagnóstico.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O índice de resistência (IR) é outro parâmetro do DTC, semelhante ao IP, que também reflete a resistência vascular. Assim como o IP, não é o critério diagnóstico principal do vasoespasmo. O IR pode estar elevado em condições de aumento da resistência, mas não é o índice utilizado para diagnosticar vasoespasmo.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa descreve corretamente os critérios diagnósticos do vasoespasmo no DTC: o aumento focal da velocidade de fluxo sanguíneo e o cálculo dos índices de Lindegaard (IL) e Soustiel (IS). O IL é usado para vasoespasmo na artéria cerebral média (ACM) e o IS para vasoespasmo na circulação posterior (artéria basilar). Esses índices correlacionam a velocidade no vaso suspeito com a velocidade em um vaso de referência, aumentando a especificidade do diagnóstico.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O índice de Mews não é um parâmetro do Doppler transcraniano. Não existe tal índice na literatura médica relacionada ao DTC. É um distrator que não corresponde a nenhum critério diagnóstico real.

Gabarito: letra D

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