Questão de Medicina — Neurologia — Quadrix 2023
- Código
- qg031387
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- FSNH - RS
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico - Neurocirurgia
- Ameduloblastoma
- Bependimoma
- Chemangioblastoma
- Dtumor rabdoide
- Eastrocitoma pilocítico
GabaritoA — meduloblastoma
Gabarito: letra A. O enunciado descreve exatamente o meduloblastoma: neoplasia maligna do sistema nervoso central que representa cerca de 30–40% dos tumores malignos infratentoriais em crianças e apresenta os subtipos histológicos clássico, desmoplásico, com extensa nodularidade e anaplásico de grandes células. Nenhuma das outras alternativas (ependimoma, hemangioblastoma, tumor rabdoide, astrocitoma pilocítico) corresponde a essa descrição epidemiológica e histológica.
O meduloblastoma é um tumor embrionário que se origina no cerebelo ou no tronco cerebral, sendo o tumor maligno mais comum do sistema nervoso central em crianças. Ele é classificado pela OMS como um tumor de grau IV, ou seja, altamente maligno. A faixa etária típica é pediátrica, com pico de incidência entre 5 e 10 anos, e a localização infratentorial (fossa posterior) é característica. Os subtipos histológicos citados no enunciado são reconhecidos pela classificação da OMS: o clássico, o desmoplásico/nodular, a variante com extensa nodularidade e o anaplásico de grandes células. Essa subclassificação tem importância prognóstica e terapêutica, pois os subtipos desmoplásico e com extensa nodularidade apresentam melhor prognóstico, enquanto o anaplásico de grandes células é mais agressivo.
A epidemiologia é um ponto-chave: o meduloblastoma responde por cerca de 30–40% dos tumores malignos infratentoriais em crianças, sendo o tumor maligno pediátrico mais comum do SNC. Essa informação é frequentemente cobrada em provas de neurologia e pediatria, e a banca explora justamente a associação entre a descrição epidemiológica e o subtipo histológico para identificar o tumor.
Para diferenciar das demais alternativas, é importante conhecer as características de cada tumor:
Ependimoma: tumor glial que também ocorre na fossa posterior em crianças, mas representa cerca de 10% dos tumores cerebrais pediátricos, e não apresenta os subtipos histológicos descritos. Origina-se das células ependimárias dos ventrículos.
Hemangioblastoma: tumor benigno (grau I) que ocorre principalmente em adultos, associado à doença de von Hippel-Lindau, e é raro em crianças. Localiza-se tipicamente no cerebelo, mas não tem os subtipos citados.
Tumor rabdoide teratoide atípico (AT/RT): tumor maligno raro e agressivo que ocorre em crianças muito jovens (menores de 3 anos), mas não corresponde à descrição epidemiológica de 30–40% dos tumores infratentoriais.
Astrocitoma pilocítico: tumor benigno (grau I) mais comum em crianças, frequentemente localizado no cerebelo, mas não é maligno e não apresenta os subtipos descritos.
A pegadinha da banca está em oferecer tumores que também ocorrem na fossa posterior em crianças (ependimoma, astrocitoma pilocítico) ou que são cerebelares (hemangioblastoma), mas que não se encaixam na descrição epidemiológica e histológica específica do meduloblastoma. O candidato que conhece as características de cada tumor consegue eliminar as alternativas incorretas com segurança.
O meduloblastoma é exatamente o tumor descrito: representa cerca de 30–40% dos tumores malignos infratentoriais em crianças e apresenta os subtipos histológicos clássico, desmoplásico, com extensa nodularidade e anaplásico de grandes células. É o tumor maligno pediátrico mais comum do SNC, classificado como grau IV pela OMS.
O ependimoma é um tumor glial que também ocorre na fossa posterior em crianças, mas representa cerca de 10% dos tumores cerebrais pediátricos, não 30–40% dos infratentoriais. Além disso, seus subtipos histológicos são diferentes (celular, papilar, de células claras, tanicítico), não os descritos no enunciado.
O hemangioblastoma é um tumor benigno (grau I) que ocorre predominantemente em adultos, associado à doença de von Hippel-Lindau. É raro em crianças e não apresenta os subtipos histológicos citados. A localização cerebelar pode confundir, mas a epidemiologia e a histologia não correspondem.
O tumor rabdoide teratoide atípico (AT/RT) é um tumor maligno raro e agressivo que ocorre em crianças muito jovens (geralmente menores de 3 anos), mas não representa 30–40% dos tumores infratentoriais e não possui os subtipos histológicos descritos. É um tumor distinto, com características moleculares próprias.
O astrocitoma pilocítico é um tumor benigno (grau I) que ocorre com frequência em crianças, especialmente no cerebelo, mas não é maligno e não apresenta os subtipos histológicos citados. A localização infratentorial pode confundir, mas a natureza benigna e a histologia o diferenciam do meduloblastoma.
A banca oferece tumores que também ocorrem na fossa posterior em crianças (ependimoma, astrocitoma pilocítico) ou que são cerebelares (hemangioblastoma), mas que não se encaixam na descrição epidemiológica e histológica específica do meduloblastoma. O candidato que conhece as características de cada tumor consegue eliminar as alternativas incorretas com segurança.
Para questões de tumores do SNC, monte uma tabela comparativa com os principais tumores pediátricos: meduloblastoma (maligno, 30–40% dos infratentoriais, subtipos clássico/desmoplásico/nodular/anaplásico), ependimoma (glial, ~10%), astrocitoma pilocítico (benigno, grau I), AT/RT (raro, <3 anos). Isso ajuda a fixar as diferenças e a reconhecer o tumor pela descrição.
Gabarito: letra A
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