São critérios clínicos diagnósticos da doença de Creutzfeldt‑Jakob esporádica a(as)
Aproteína 14‑3‑3 e o padrão periódico eletrográfico.
Balterações visuais e restrição à difusão cortical.
Cmioclonias e mutismo acinético.
Dataxia, demência, disartria e alterações da motricidade ocular extrínseca.
Einsônia grave com agitação onírica.
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GabaritoC — mioclonias e mutismo acinético.
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Doença de Creutzfeldt-Jakob esporádica: critérios clínicos diagnósticos
Gabarito: letra C. Os critérios clínicos diagnósticos da doença de Creutzfeldt-Jakob esporádica (DCJe) incluem mioclonias e mutismo acinético, que fazem parte do quadro clínico clássico da doença, conforme descrito na literatura médica (Goldman-Cecil Medicina). A mioclonia está presente em cerca de 90% dos pacientes e o mutismo acinético é uma manifestação tardia característica.
A doença de Creutzfeldt-Jakob esporádica é uma encefalopatia espongiforme transmissível, causada por príons, que cursa com demência rapidamente progressiva. O diagnóstico é eminentemente clínico, apoiado por exames complementares. A tríade clássica que sustenta o diagnóstico clínico é composta por demência progressiva subaguda, mioclonia e ondas agudas periódicas no eletroencefalograma (EEG), com líquido cefalorraquidiano (LCS) normal. Além disso, a proteína 14-3-3 no LCS e a restrição à difusão cortical na ressonância magnética (RM) são marcadores que sustentam o diagnóstico, mas não são critérios clínicos isolados.
A mioclonia é um dos sinais mais característicos, presente em cerca de 90% dos pacientes, frequentemente provocada por estímulos táteis, auditivos ou visuais. O mutismo acinético é um estado de ausência de fala e de movimentos voluntários, que ocorre nas fases avançadas da doença, refletindo o comprometimento difuso do córtex cerebral. Esses dois sinais, juntos, são altamente sugestivos de DCJe no contexto de demência rapidamente progressiva.
É importante distinguir os critérios clínicos dos achados de exames complementares. Enquanto a proteína 14-3-3 e o padrão periódico eletrográfico (ondas agudas periódicas no EEG) são achados laboratoriais e eletrofisiológicos que apoiam o diagnóstico, as mioclonias e o mutismo acinético são manifestações clínicas observadas ao exame neurológico. A banca explora exatamente essa distinção: o enunciado pede "critérios clínicos diagnósticos", ou seja, sinais e sintomas, não exames complementares.
Outras manifestações clínicas da DCJe incluem ataxia cerebelar (em um terço dos pacientes), convulsões, disfunção autônoma e sintomas prodrômicos como alterações do sono, apetite e humor. A variante de Heidenhain cursa com agnosia visual e cegueira cortical. No entanto, a combinação de mioclonias e mutismo acinético é a que melhor representa o quadro clínico clássico e avançado da doença.
Guarde a fronteira entre sinais clínicos (observados no exame físico/neurológico) e marcadores complementares (laboratoriais, eletrofisiológicos e de imagem): é exatamente nela que as alternativas se dividem.
Critérios diagnósticos da DCJe: Clínicos (sinais e sintomas) (Demência rapidamente progressiva, Mioclonias (≈90%), Mutismo acinético); Laboratoriais (Proteína 14-3-3 no LCS, RT-QuIC); Imagem/eletrofisiológicos (RM: restrição à difusão cortical, EEG: ondas agudas periódicas)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A proteína 14-3-3 é um biomarcador do LCS, e o padrão periódico eletrográfico é um achado de EEG. Ambos são exames complementares que sustentam o diagnóstico, mas não são critérios clínicos. O enunciado pede especificamente critérios clínicos, ou seja, manifestações observáveis ao exame neurológico.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Alterações visuais podem ocorrer na variante de Heidenhain da DCJe, e a restrição à difusão cortical é um achado de ressonância magnética (RM), portanto um exame de imagem, não um critério clínico. A alternativa mistura um sinal clínico (alterações visuais) com um marcador de neuroimagem, o que a torna incorreta.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Mioclonias e mutismo acinético são manifestações clínicas clássicas da DCJe. A mioclonia está presente em cerca de 90% dos pacientes, e o mutismo acinético é um estágio avançado da doença, caracterizado por ausência de fala e de movimentos voluntários. Ambos são critérios clínicos, observados ao exame neurológico, e não dependem de exames complementares.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Ataxia, demência, disartria e alterações da motricidade ocular extrínseca podem ocorrer na DCJe, mas essa combinação é mais sugestiva de outras doenças neurodegenerativas, como a ataxia espinocerebelar ou a paralisia supranuclear progressiva. Na DCJe, a ataxia cerebelar ocorre em apenas um terço dos pacientes, e as alterações da motricidade ocular extrínseca não são um critério clínico central. A alternativa não representa a tríade clássica da doença.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Insônia grave com agitação onírica é característica da insônia familiar fatal, outra doença priônica, mas não da DCJe esporádica. Na DCJe, os sintomas prodrômicos incluem alterações do sono, mas a insônia grave com agitação onírica não é um critério clínico diagnóstico da forma esporádica.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre critérios clínicos e exames complementares. O candidato que memoriza a tríade diagnóstica (demência + mioclonia + EEG periódico) pode marcar a alternativa A, que cita a proteína 14-3-3 e o EEG, mas o enunciado pede especificamente "critérios clínicos", ou seja, sinais e sintomas. Fique atento: mioclonias e mutismo acinético são achados do exame neurológico, enquanto a proteína 14-3-3 e o EEG são exames complementares.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre critérios diagnósticos, separe mentalmente os achados em três grupos: (1) clínicos (sinais e sintomas), (2) laboratoriais (LCS, proteína 14-3-3, RT-QuIC) e (3) de imagem/eletrofisiológicos (RM com restrição à difusão, EEG com ondas periódicas). O enunciado raramente pede o grupo errado — leia com atenção se ele quer "critérios clínicos", "achados de imagem" ou "marcadores laboratoriais".