Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — Quadrix 2023
Medicina›Pediatria e Neonatologia
Código
qg031400
Banca
Quadrix
Órgão
FSNH - RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Ortopedia e Traumatologia
A respeito das fraturas supracondilianas do úmero nas crianças, assinale a alternativa correta.
AO pico de incidência ocorre dos dois aos cinco anos de idade.
BA lesão mais comum associada à fratura é a do nervo ulnar.
CAs fraturas desviadas sem contato cortical são consideradas como tipo II pela classificação de Gartland.
DO mecanismo de trauma mais comum é queda sobre o cotovelo fletido.
EO desvio mais comum é o póstero‑medial.
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GabaritoE — O desvio mais comum é o póstero‑medial.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Fraturas supracondilianas do úmero na criança
Gabarito: letra E. O desvio mais comum nas fraturas supracondilianas do úmero em crianças é o póstero-medial, conforme a literatura ortopédica pediátrica. As demais alternativas apresentam erros conceituais: o pico de incidência é entre 5 e 6 anos, a lesão nervosa mais comum é do nervo mediano (não ulnar), o tipo II de Gartland tem contato cortical posterior e o mecanismo típico é queda com o cotovelo em extensão.
A fratura supracondiliana do úmero é a fratura mais comum do cotovelo na criança, correspondendo a cerca de 58% dos casos. O pico de incidência ocorre entre 5 e 6 anos, período em que há frouxidão ligamentar, relação articular que permite um mecanismo de gaveta e imaturidade esquelética. O lado esquerdo (não dominante) é o mais afetado, e historicamente há predomínio no sexo masculino, embora estudos recentes mostrem equalização entre os sexos.
O mecanismo de lesão mais comum é o tipo em extensão, responsável por 97–99% das fraturas. O desvio do fragmento distal ocorre pela ação do tríceps braquial, após queda com o cotovelo em extensão máxima. O dano nervoso é causado, na maioria das vezes, pelo fragmento metafisário proximal: no desvio póstero-lateral, o nervo mediano é o mais acometido; no desvio póstero-medial, o nervo radial é o mais acometido. A lesão mais comum é a neuropraxia.
A classificação mais utilizada é a de Gartland, que divide as fraturas em três tipos: tipo I (sem desvio), tipo II (desviada, porém com cortical posterior intacta) e tipo III (desviada, sem contato das corticais). O tratamento varia conforme o tipo: no tipo I, imobilização gessada com cotovelo a 90 graus por 3 a 4 semanas; nos tipos II e III, redução incruenta e fixação com fios de Kirschner, devido ao risco de perda de redução.
A pegadinha central desta questão é a inversão de conceitos epidemiológicos e anatômicos. O candidato que decora apenas o nome da fratura pode confundir o pico etário, o nervo mais lesado e o tipo de desvio. É essencial fixar: pico 5–6 anos, mecanismo em extensão, desvio póstero-medial mais comum, nervo mediano mais lesado no desvio póstero-lateral e nervo radial no póstero-medial.
Guarde a tríade que decide a questão: idade de pico (5–6 anos), nervo mais acometido (mediano) e desvio mais comum (póstero-medial). É exatamente nesses três pontos que as alternativas se dividem.
Fratura supracondiliana do úmero: Epidemiologia (Pico: 5–6 anos, Lado esquerdo mais afetado); Mecanismo (97–99%) (Queda com cotovelo em extensão, Desvio póstero-medial (mais comum)); Lesão nervosa (Mediano (desvio póstero-lateral), Radial (desvio póstero-medial)); Classificação de Gartland (Tipo I: sem desvio, Tipo II: cortical posterior intacta, Tipo III: sem contato das corticais)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o pico de incidência ocorre dos dois aos cinco anos. O correto é entre 5 e 6 anos, conforme a literatura. A banca troca a faixa etária para confundir o candidato que não fixou o período exato.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a lesão mais comum associada é a do nervo ulnar. Na verdade, a lesão nervosa mais comum é a do nervo mediano, especialmente no desvio póstero-lateral. O nervo ulnar é menos frequentemente acometido nessa fratura.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que fraturas desviadas sem contato cortical são tipo II de Gartland. O correto é que o tipo II tem cortical posterior intacta; o tipo III é o que apresenta desvio sem contato das corticais. A alternativa inverte a definição dos tipos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que o mecanismo mais comum é queda sobre o cotovelo fletido. O mecanismo típico é queda com o cotovelo em extensão máxima, correspondendo a 97–99% dos casos. A alternativa descreve o mecanismo de flexão, que é raro.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O desvio mais comum é o póstero-medial, conforme a literatura. Esse desvio está associado à ação do tríceps braquial e é o padrão mais frequente nas fraturas supracondilianas em extensão.
NÃO CAIA NESSA!
A banca inverte sistematicamente os dados epidemiológicos e anatômicos: troca a faixa etária (2–5 por 5–6), o nervo mais lesado (ulnar por mediano), o tipo de Gartland (II por III) e o mecanismo (flexão por extensão). Memorize a tríade correta — pico 5–6 anos, nervo mediano, desvio póstero-medial — e você elimina as armadilhas de imediato.