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Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — Quadrix 2023

MedicinaOrtopedia e Traumatologia
Código
qg031402
Banca
Quadrix
Órgão
FSNH - RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Ortopedia e Traumatologia
Em relação às fraturas da clavícula, assinale a alternativa correta.
  1. AA maioria ocorre no seu terço distal.
  2. BO mecanismo de trauma mais comum é a queda sobre o membro superior estendido.
  3. CO tratamento conservador possui altas taxas de falha, com até 25% de casos de pseudartrose.
  4. DFraturas diafisárias com encurtamento de dois centímetros ou mais são de indicação relativa para a cirurgia.
  5. EO tratamento cirúrgico é preconizado na maioria dos casos.
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GabaritoD — Fraturas diafisárias com encurtamento de dois centímetros ou mais são de indicação relativa para a cirurgia.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Fraturas da Clavícula: Epidemiologia, Mecanismo e Indicações Cirúrgicas

Gabarito: letra D. A alternativa correta é a que afirma que fraturas diafisárias da clavícula com encurtamento de dois centímetros ou mais são de indicação relativa para a cirurgia. Esse é um critério clássico e amplamente aceito na ortopedia moderna, pois o encurtamento significativo pode levar a alterações biomecânicas e funcionais do ombro, justificando a consideração do tratamento cirúrgico. As demais alternativas apresentam erros conceituais sobre a epidemiologia, o mecanismo de trauma e as taxas de complicação do tratamento conservador.

As fraturas da clavícula são lesões comuns, correspondendo a cerca de 2,6% a 4% de todas as fraturas em adultos e a aproximadamente 35% das fraturas da cintura escapular. O entendimento da sua epidemiologia, mecanismo de trauma e opções terapêuticas é fundamental para a prática ortopédica. A clavícula é um osso em formato de "S" itálico, que conecta o membro superior ao tronco, e sua posição subcutânea a torna vulnerável a traumas diretos. A maioria das fraturas (cerca de 80%) ocorre no terço médio (diafisário), sendo o terço distal o segundo local mais acometido (aproximadamente 15-20%) e o terço proximal o mais raro (cerca de 5%). O mecanismo de trauma mais comum é a queda sobre o ombro (trauma direto), e não a queda sobre o membro superior estendido, que é mais característica de fraturas do rádio distal. O tratamento conservador, com imobilização tipo tipoia ou "figura de oito", ainda é o padrão para a maioria das fraturas, com baixas taxas de pseudartrose (em torno de 1-5% para fraturas do terço médio). A indicação cirúrgica é reservada para casos específicos, como fraturas expostas, fraturas com desvio significativo, encurtamento maior que 2 cm, ou em pacientes jovens e ativos. A alternativa D captura exatamente esse critério de encurtamento, que é uma das indicações relativas mais citadas na literatura ortopédica.

A distinção crucial aqui é entre o que é "regra" e o que é "exceção" no tratamento das fraturas de clavícula. Enquanto a maioria das fraturas é tratada conservadoramente, existem critérios bem definidos que levam o ortopedista a considerar a cirurgia. O encurtamento de 2 cm ou mais é um desses critérios, pois está associado a piores resultados funcionais e maior incidência de sintomas residuais, como dor e fraqueza. A banca explora exatamente essa fronteira: o candidato que sabe que o tratamento conservador é o padrão pode ser levado a marcar a alternativa E (cirurgia na maioria dos casos), mas a verdade é que a cirurgia é indicada em uma minoria selecionada. Guarde esse critério: encurtamento ≥ 2 cm é indicação relativa de cirurgia — é nele que as alternativas se dividem.

Critério

Tratamento Conservador

Tratamento Cirúrgico

Indicação

Padrão para a maioria das fraturas

Casos específicos (ex.: expostas, desvio significativo, encurtamento ≥ 2 cm)

Taxa de pseudartrose

Baixa (1–5% no terço médio)

Encurtamento ≥ 2 cm

Não é critério isolado

Indicação relativa clássica

Fraturas da clavícula
  • 1Epidemiologia
    • Terço médio (80%)
    • Terço distal (15-20%)
    • Terço proximal (5%)
  • 2Mecanismo de trauma
    • Queda sobre o ombro (mais comum)
    • Queda sobre o membro estendido (rádio distal)
  • 3Tratamento
    • Conservador (padrão)
      • Pseudartrose: 1-5%
    • Cirúrgico (exceção)
      • Desvio significativo
      • Encurtamento ≥ 2 cm
      • Fratura exposta
      • Paciente jovem e ativo
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a maioria das fraturas ocorre no terço distal. Isso está errado. A maioria das fraturas da clavícula (cerca de 80%) ocorre no terço médio (diafisário), sendo o terço distal o segundo local mais acometido (15-20%) e o terço proximal o mais raro (5%). A banca inverte a epidemiologia clássica para confundir o candidato.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que o mecanismo de trauma mais comum é a queda sobre o membro superior estendido. Isso está incorreto. O mecanismo mais comum é a queda sobre o ombro (trauma direto), que transmite a energia diretamente à clavícula. A queda sobre o membro superior estendido é mais característica de fraturas do rádio distal (como a fratura de Colles), não da clavícula. A banca troca o mecanismo típico de uma fratura por outro.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que o tratamento conservador possui altas taxas de falha, com até 25% de casos de pseudartrose. Isso está errado. O tratamento conservador é o padrão para a maioria das fraturas de clavícula e apresenta baixas taxas de pseudartrose, em torno de 1-5% para fraturas do terço médio. O valor de 25% é exagerado e não corresponde à realidade clínica. A banca usa um número inflado para tornar a alternativa atraente, mas ela não reflete a literatura.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que fraturas diafisárias com encurtamento de dois centímetros ou mais são de indicação relativa para a cirurgia. Isso está correto. O encurtamento ≥ 2 cm é um critério clássico de indicação cirúrgica relativa, pois está associado a piores resultados funcionais, como dor e fraqueza, e maior incidência de sintomas residuais. Esse critério é amplamente aceito na ortopedia moderna e é um dos principais fatores que levam o ortopedista a considerar o tratamento cirúrgico.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que o tratamento cirúrgico é preconizado na maioria dos casos. Isso está errado. O tratamento conservador ainda é o padrão para a maioria das fraturas de clavícula, com a cirurgia reservada para casos específicos, como fraturas expostas, fraturas com desvio significativo, encurtamento > 2 cm, ou em pacientes jovens e ativos. A banca inverte a lógica: a cirurgia é a exceção, não a regra.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter a epidemiologia e o tratamento padrão. Aqui, ela troca o terço mais acometido (médio pelo distal), o mecanismo de trauma (queda sobre o ombro pela queda sobre o membro estendido) e a taxa de pseudartrose (1-5% por 25%). Fique atento: o tratamento conservador é o padrão, e a cirurgia é a exceção, com critérios bem definidos como o encurtamento ≥ 2 cm. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪

PEGA ESSA DICA!

Para memorizar os critérios de indicação cirúrgica nas fraturas de clavícula, lembre-se do mnemônico "D.E.S.V.I.O": Desvio significativo, Encurtamento > 2 cm, Sintomas neurovasculares, Fratura exposta, Instabilidade, e falha do tratamento conservador. Esses são os principais fatores que levam à cirurgia.

Gabarito: letra D

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