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Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — Quadrix 2023

MedicinaOrtopedia e Traumatologia
Código
qg031403
Banca
Quadrix
Órgão
FSNH - RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Ortopedia e Traumatologia
A doença de Osgood‑Schlatter consiste na osteocondrite da tuberosidade tibial. Acerca dessa patologia, assinale a alternativa correta.
  1. ARaramente é necessário tratamento cirúrgico.
  2. BAlterações radiográficas devem estar presentes para o seu diagnóstico.
  3. CEstá mais associada a pacientes com patela baixa.
  4. DOcorre após o fechamento da placa de crescimento.
  5. ETem curso longo, geralmente de seis meses.
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GabaritoA — Raramente é necessário tratamento cirúrgico.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Doença de Osgood-Schlatter: Osteocondrose da Tuberosidade Tibial

Gabarito: letra A. A doença de Osgood-Schlatter é uma osteocondrose (ou osteocondrite) da tuberosidade tibial anterior, típica de adolescentes em fase de crescimento, especialmente atletas. O tratamento é essencialmente conservador, com resolução espontânea na maioria dos casos após a maturidade esquelética, sendo o tratamento cirúrgico raramente necessário — exatamente o que afirma a alternativa correta.

A doença de Osgood-Schlatter é uma causa comum de dor no joelho anterior em crianças e adolescentes com esqueleto imaturo, particularmente em atletas de basquete, vôlei, ginástica e futebol americano. A fisiopatologia envolve tração repetitiva do tendão patelar sobre a tuberosidade tibial ainda em crescimento, levando a uma apofisite de tração — uma inflamação na inserção do tendão, que pode evoluir para uma osteocondrose (alteração na ossificação da apófise). O quadro clínico clássico é dor insidiosa, sensibilidade e proeminência na tuberosidade tibial, sem história de trauma agudo.

O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história e no exame físico. As radiografias podem mostrar irregularidade, fragmentação ou elevação da tuberosidade tibial, mas não são obrigatórias para o diagnóstico — a ausência de alterações radiográficas não exclui a doença. O tratamento conservador é a regra: uso de gelo, anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), repouso relativo, alongamento e modificação temporária das atividades esportivas. Exercícios de fortalecimento são importantes após a diminuição dos sintomas agudos. O tratamento cirúrgico é reservado para casos de falha terapêutica, após o desenvolvimento da maturidade esquelética, sendo, portanto, raramente necessário.

A doença ocorre antes do fechamento da placa de crescimento (fise), pois é justamente a imaturidade esquelética que a caracteriza. A resolução espontânea costuma ocorrer com a maturidade esquelética, e o curso da doença é variável, podendo durar de meses a alguns anos, mas não é tipicamente de apenas seis meses. A associação com patela baixa (patela infera) não é uma característica da doença; na verdade, o que se observa é uma proeminência da tuberosidade tibial.

A pegadinha central desta questão é inverter características da doença: a banca tenta fazer o candidato acreditar que alterações radiográficas são necessárias, que a doença ocorre após o fechamento da fise, ou que o curso é curto e fixo. O conhecimento sólido da apresentação clínica e do tratamento conservador é o que separa a alternativa correta das demais.

Doença de Osgood-Schlatter
  • 1Osteocondrose da tuberosidade tibial
  • 2Fisiopatologia
    • Tração repetitiva do tendão patelar
    • Apofisite de tração
  • 3Quadro clínico
    • Dor insidiosa no joelho anterior
    • Proeminência da tuberosidade tibial
  • 4Diagnóstico
    • Essencialmente clínico
    • Radiografia não é obrigatória
  • 5Tratamento
    • Conservador (regra)
      • Gelo, AINEs, repouso relativo
      • Alongamento e modificação de atividades
    • Cirúrgico raramente necessário
  • 6Características
    • Ocorre antes do fechamento da fise
    • Curso variável (meses a anos)
    • Não associada a patela baixa
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmativa está correta. O tratamento cirúrgico é raramente necessário na doença de Osgood-Schlatter. A grande maioria dos casos tem resolução espontânea com a maturidade esquelética, e o tratamento conservador — gelo, AINEs, repouso relativo, alongamento e modificação das atividades — é recomendado a todos os pacientes. A cirurgia é reservada apenas para casos de falha terapêutica após o desenvolvimento da maturidade esquelética, o que a torna uma exceção rara.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A afirmativa está incorreta. As alterações radiográficas não são obrigatórias para o diagnóstico da doença de Osgood-Schlatter. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história de dor insidiosa no joelho anterior em adolescente ativo e no exame físico que revela sensibilidade e proeminência na tuberosidade tibial. As radiografias podem auxiliar, mostrando irregularidade ou fragmentação da tuberosidade, mas sua ausência não exclui o diagnóstico. A banca tenta fazer o candidato acreditar que a imagem é indispensável, o que é falso.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A afirmativa está incorreta. A doença de Osgood-Schlatter não está associada a patela baixa (patela infera). A patela baixa é uma complicação que pode ocorrer, por exemplo, após fraturas do tendão patelar ou em algumas condições congênitas, mas não é uma característica da doença de Osgood-Schlatter. O que se observa nessa doença é uma proeminência da tuberosidade tibial, não uma alteração na altura da patela. A banca troca o achado típico (proeminência da tuberosidade) por uma condição não relacionada.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A afirmativa está incorreta. A doença de Osgood-Schlatter ocorre antes do fechamento da placa de crescimento (fise), pois é justamente a imaturidade esquelética que a caracteriza. A doença é uma apofisite de tração que afeta adolescentes em fase de crescimento, tipicamente entre 10 e 15 anos em meninos e 8 e 13 anos em meninas. Ocorrer após o fechamento da fise seria uma contradição com a própria fisiopatologia da doença. A banca inverte o momento de ocorrência para confundir o candidato.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A afirmativa está incorreta. O curso da doença de Osgood-Schlatter é variável e geralmente mais longo do que seis meses. Embora a maioria dos casos tenha resolução espontânea com a maturidade esquelética, os sintomas podem persistir por meses a anos, com períodos de melhora e piora, especialmente durante surtos de crescimento ou com a retomada de atividades de impacto. Não há um curso fixo de seis meses; a duração é individual e depende da fase de crescimento do paciente. A banca fixa um prazo arbitrário para induzir o erro.

Gabarito: letra A

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