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Questão de Medicina — Otorrinolaringologia — Quadrix 2023

MedicinaOtorrinolaringologia
Código
qg031413
Banca
Quadrix
Órgão
FSNH - RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Otorrinolaringologia
Assinale a alternativa correta em relação à epistaxe.
  1. AEpistaxes anteriores são aquelas que ocorrem devido a sangramentos com origem no plexo de Kiesselbach e costumam ser mais comuns em idosos.
  2. BEpistaxes da região superior da cavidade nasal são causadas pelas artérias etmoidais anteriores e posteriores, ramos da artéria oftálmica.
  3. CA grande maioria dos casos de epistaxe em idosos necessita de tratamento cirúrgico com clipagem.
  4. DEpistaxes da região posterior da cavidade nasal são mais frequentes em crianças.
  5. EEpistaxes da região superior da cavidade nasal são causadas por ramos da artéria carótida externa.
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GabaritoB — Epistaxes da região superior da cavidade nasal são causadas pelas artérias etmoidais anteriores e posteriores, ramos da artéria oftálmica.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Epistaxe: anatomia vascular e classificação

Gabarito: letra B. A alternativa correta afirma que as epistaxes da região superior da cavidade nasal são causadas pelas artérias etmoidais anterior e posterior, ramos da artéria oftálmica — e é exatamente isso que a anatomia vascular ensina: a artéria oftálmica, ramo da carótida interna, divide-se nas etmoidais anterior e posterior, que irrigam o teto da cavidade nasal. As demais alternativas erram ao associar a localização do sangramento à faixa etária errada ou à origem vascular incorreta.

A epistaxe é o sangramento pela cavidade nasal, uma condição frequente na prática médica, com distribuição bimodal: mais comum em crianças menores de 10 anos e em adultos acima de 70 anos (algumas fontes citam 45–65 anos). O entendimento da anatomia vascular é essencial para localizar a origem do sangramento e guiar o tratamento. O suprimento sanguíneo das fossas nasais deriva das artérias carótidas: a carótida interna dá origem à artéria oftálmica, que se divide em artéria etmoidal anterior e artéria etmoidal posterior; a carótida externa forma a artéria maxilar interna, que, ao passar pelo forame esfenopalatino, origina a artéria nasal posterior lateral e a artéria septal.

Dois pontos anatômicos têm relevância clínica: o plexo de Kiesselbach (área de Little), localizado na área septal anteroinferior, responsável pelos sangramentos anteriores — onde desembocam ramos terminais das carótidas interna e externa — e a área de Woodruff, posterior à concha média, relevante nos sangramentos posteriores, com anastomoses entre ramos da artéria maxilar interna e da artéria faríngea posterior.

A classificação da epistaxe em anterior ou posterior é fundamental. As epistaxes anteriores, originárias do plexo de Kiesselbach, representam cerca de 80–95% dos casos e são mais comuns em crianças e adultos jovens, com sangramento geralmente leve e autolimitado. As epistaxes posteriores, oriundas das artérias do forame esfenopalatino, são menos frequentes, porém mais graves, com sangramento intermitente e profuso, acometendo mais idosos. Já as epistaxes da região superior da cavidade nasal (teto) são causadas pelas artérias etmoidais anterior e posterior, ramos da artéria oftálmica — que, por sua vez, é ramo da carótida interna.

A pegadinha central desta questão está na associação entre localização anatômica, faixa etária e origem vascular. A banca explora a confusão entre: (1) epistaxe anterior × crianças/jovens (não idosos); (2) epistaxe posterior × idosos (não crianças); (3) artérias etmoidais × carótida interna (não externa). Guarde esses três pares — é exatamente neles que as alternativas se dividem.

Epistaxe
  • 1Anterior (plexo de Kiesselbach)
    • 80–95% dos casos
    • Crianças e adultos jovens
    • Sangramento leve/autolimitado
  • 2Posterior (área de Woodruff)
    • Menos frequente, mais grave
    • Idosos
    • Artéria esfenopalatina (carótida externa)
  • 3Superior (teto nasal)
    • Artérias etmoidais anterior e posterior
    • Ramos da oftálmica (carótida interna)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O erro está na associação da epistaxe anterior com idosos. As epistaxes do plexo de Kiesselbach são mais comuns em crianças e adultos jovens, não em idosos. Em idosos, o sangramento tende a ser de origem posterior, mais grave e associado a comorbidades. A alternativa acerta ao localizar o plexo de Kiesselbach como origem das epistaxes anteriores, mas erra na faixa etária.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa está correta ao afirmar que as epistaxes da região superior da cavidade nasal são causadas pelas artérias etmoidais anterior e posterior, ramos da artéria oftálmica. A artéria oftálmica é o primeiro grande ramo da artéria carótida interna, e dela derivam as artérias etmoidais, que irrigam o teto da cavidade nasal. A origem na carótida interna (via oftálmica) é o ponto-chave que distingue esta alternativa das demais.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A afirmação de que a grande maioria dos casos de epistaxe em idosos necessita de tratamento cirúrgico com clipagem é falsa. A maioria das epistaxes, mesmo em idosos, é controlada com medidas conservadoras: compressão digital, cauterização química ou elétrica, e tamponamento nasal anterior ou anteroposterior. O tratamento cirúrgico (cauterização ou ligadura das artérias esfenopalatina, palatina e/ou etmoidais) é reservado para casos refratários ao tamponamento, não para a "grande maioria".

Alternativa D — ❌ Incorreta

As epistaxes da região posterior da cavidade nasal são mais frequentes em idosos, não em crianças. Em crianças, o sangramento é tipicamente anterior, originário do plexo de Kiesselbach. A epistaxe posterior, oriunda das artérias do forame esfenopalatino, é menos comum, porém mais grave, e acomete preferencialmente a população idosa.

Alternativa E — ❌ Incorreta

As epistaxes da região superior da cavidade nasal são causadas pelas artérias etmoidais anterior e posterior, que são ramos da artéria oftálmica, e esta é ramo da artéria carótida interna — não da carótida externa. A carótida externa, via artéria maxilar interna, irriga a região posterior (artéria esfenopalatina) e outras áreas, mas não as etmoidais. A alternativa troca a origem vascular correta.

Gabarito: letra B

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