Questão de Medicina — Endocrinologia — Quadrix 2023
Medicina›Endocrinologia
Código
qg031476
Banca
Quadrix
Órgão
FSNH - RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Radiologia e Diagnóstico Por Imagem - Ecografista
Acerca das patologias da glândula tireoide, é correto afirmar que
Aos carcinomas papilíferos são mais frequentemente císticos.
Ba vascularização da glândula tireoide na doença de Graves está aumentada.
Cnódulos tireoidianos espongiformes são classificados como TI‑RADS® I.
Dos nódulos tireoidianos classificados como TI‑RADS® 5 são sempre malignos.
Ea maioria dos cistos do ducto tireoglosso possui localização paramediana e supra‑hioide.
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GabaritoC — nódulos tireoidianos espongiformes são classificados como TI‑RADS® I.
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Patologias da Glândula Tireoide: Doença de Graves e Nódulos Tireoidianos
Gabarito: letra B. A vascularização da glândula tireoide na doença de Graves está aumentada, refletindo a hiperatividade glandular característica dessa condição autoimune. As demais alternativas apresentam erros conceituais sobre carcinomas papilíferos, classificação TI-RADS e cistos do ducto tireoglosso.
A doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo, resultante da produção de anticorpos estimuladores do receptor de TSH (TRAb). Esses anticorpos mimetizam a ação do TSH, promovendo hiperplasia difusa da glândula e aumento da sua vascularização, o que é clinicamente perceptível como frêmito e sopro à palpação. Esse aumento do fluxo sanguíneo é um achado clássico e bem documentado na literatura, sendo um dos pilares do diagnóstico clínico.
O sistema TI-RADS (Thyroid Imaging Reporting and Data System) do American College of Radiology (ACR) é uma ferramenta padronizada para classificar o risco de malignidade de nódulos tireoidianos com base em características ultrassonográficas. A pontuação é atribuída considerando composição, ecogenicidade, forma, margens e focos ecogênicos, resultando em categorias de TR1 a TR5. É fundamental compreender que essa classificação é probabilística, não diagnóstica: um nódulo TR5 tem alto risco de malignidade, mas não é "sempre maligno". Da mesma forma, nódulos espongiformes, que são compostos predominantemente por espaços císticos, são considerados de baixo risco, mas não são classificados como TI-RADS I.
Os carcinomas papilíferos são os mais comuns, representando cerca de 85% dos cânceres de tireoide, e geralmente se apresentam como nódulos sólidos, não císticos. A maioria dos cistos do ducto tireoglosso, por sua vez, localiza-se na linha média, supra-hioide, e não paramediana.
Patologias da tireoide
1Doença de Graves
Vascularização aumentada
TRAb estimula receptor de TSH
Frêmito e sopro à palpação
2Nódulos tireoidianos
TI-RADS (ACR)
TR1: benigno (cisto puro)
TR2: baixo risco (espongiforme)
TR3: risco intermediário
TR4: risco moderado
TR5: alto risco (não é certeza)
Carcinoma papilífero
Mais comum (~85%)
Sólido, não cístico
3Cisto do ducto tireoglosso
Linha média
Supra-hioide
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Os carcinomas papilíferos são tipicamente sólidos, não císticos. A apresentação cística é mais comum em outras lesões, como cistos benignos ou alguns carcinomas císticos, mas não é a característica predominante do carcinoma papilífero. A banca tenta confundir com a possibilidade de degeneração cística, mas isso não é a regra.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Na doença de Graves, há aumento da vascularização da glândula tireoide devido à estimulação contínua pelos anticorpos TRAb, que mimetizam o TSH. Esse aumento do fluxo sanguíneo é um achado clássico, perceptível como frêmito e sopro à palpação, e é um dos critérios diagnósticos da doença.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Nódulos espongiformes são classificados como TI-RADS 2, não TI-RADS I. A classificação TI-RADS do ACR varia de TR1 a TR5, e os nódulos espongiformes, por serem predominantemente císticos com septações finas, são considerados de baixo risco (TR2). A alternativa erra ao atribuir a categoria TR1, que é reservada para nódulos benignos, como cistos puramente císticos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Nódulos TI-RADS 5 têm alto risco de malignidade, mas não são "sempre malignos". A classificação é probabilística, e mesmo nódulos TR5 podem ser benignos na histologia. A palavra "sempre" torna a afirmação incorreta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A maioria dos cistos do ducto tireoglosso localiza-se na linha média, supra-hioide, e não paramediana. A localização típica é mediana, ao longo do trajeto de descida da tireoide, e a maioria é supra-hioide.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre a classificação TI-RADS e a apresentação clínica dos nódulos. Lembre-se: espongiforme = TR2, não TR1; TR5 = alto risco, não certeza de malignidade. Fique atento a palavras como "sempre" e "nunca", que geralmente indicam generalizações indevidas.
PEGA ESSA DICA!
Para memorizar a classificação TI-RADS, associe: TR1 = benigno (cisto puro), TR2 = baixo risco (espongiforme), TR3 = risco intermediário, TR4 = risco moderado, TR5 = alto risco. A vascularização aumentada na doença de Graves é um sinal clássico de atividade da doença.