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Questão de Medicina — Médico da Família — Quadrix 2023

MedicinaMédico da Família
Código
qg031496
Banca
Quadrix
Órgão
FSNH - RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Saúde Coletiva
Um médico assumiu uma equipe de atenção primária em um serviço da rede de saúde suplementar do município. Esse serviço é novo e as pessoas estão acostumadas a serem atendidas por especialistas focais. Os dados demográficos da equipe que o médico assumiu estão dispostos a seguir.Contexto de vida: urbano com alta industrialização e alto poder aquisitivo.Número de pessoas adscritas: 500.Frequentação: 10.Idade média das vidas: 29 anos de idade.Horas médias de trabalho/dia: 10h.Grau de escolaridade médio: 3o grau completo.Grau de sedentarismo: moderada.Qualidade da alimentação: equilibrada.Horas médias de sono: 5h.IMC médio: 26.Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta os diagnósticos que provavelmente são mais prevalentes nessa população.
  1. Atranstornos mentais e dores musculoesqueléticas
  2. Bhipertensão e diabetes
  3. Cpré-natal e dislipidemia
  4. Dasma e DPOC
  5. Edoenças dermatológicas e doenças infectocontagiosas crônicas
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — transtornos mentais e dores musculoesqueléticas

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Diagnóstico populacional na Atenção Primária à Saúde

Gabarito: letra A. A população descrita — adultos jovens (idade média de 29 anos), alta escolaridade, vida urbana industrializada, jornada de 10h/dia, sedentarismo moderado, sono de apenas 5h e IMC de 26 — apresenta maior prevalência de transtornos mentais e dores musculoesqueléticas, condições fortemente associadas ao estresse ocupacional e ao estilo de vida moderno. Essa análise se baseia no perfil epidemiológico e nos determinantes sociais de saúde, princípios centrais da Medicina de Família e Comunidade.

A questão exige raciocínio epidemiológico aplicado à Atenção Primária, não o conhecimento de um dispositivo legal específico. O médico de família deve conhecer o perfil de sua população adscrita para planejar ações de saúde. Os dados fornecidos — idade média de 29 anos, alta escolaridade, trabalho de 10h/dia, sedentarismo moderado, sono de apenas 5h e IMC de 26 — apontam para um grupo de adultos jovens economicamente ativos, submetidos a alta carga de estresse ocupacional. Esse perfil é classicamente associado a transtornos mentais comuns (ansiedade, depressão, transtornos do sono) e a dores musculoesqueléticas, especialmente as relacionadas ao trabalho (LER/DORT), como lombalgia e cervicalgia.

A hipertensão e o diabetes (alternativa B) são doenças crônicas prevalentes, mas tipicamente em faixas etárias mais avançadas (acima de 40-50 anos). Embora o IMC de 26 (sobrepeso) e o sedentarismo sejam fatores de risco, a idade média de 29 anos torna essas condições menos prováveis como as mais prevalentes nesse grupo específico. O pré-natal e a dislipidemia (alternativa C) também não se encaixam: o pré-natal é um evento relacionado à saúde da mulher em idade fértil, mas não é um diagnóstico prevalente na população como um todo, e a dislipidemia, embora possa ocorrer em jovens, é mais comum em faixas etárias maiores. Asma e DPOC (alternativa D) são doenças respiratórias crônicas, mas a DPOC está fortemente associada ao tabagismo e à idade avançada, não sendo o perfil mais provável para essa população jovem. Doenças dermatológicas e infectocontagiosas crônicas (alternativa E) são possíveis, mas não são as mais prevalentes quando comparadas aos transtornos mentais e musculoesqueléticos, que têm forte relação com o estresse e o estilo de vida descrito.

A pegadinha da banca está em associar fatores de risco (IMC, sedentarismo) a doenças crônicas clássicas (hipertensão, diabetes), que são mais comuns em idades mais avançadas. O candidato deve correlacionar o perfil demográfico (idade, ocupação, estilo de vida) com o perfil epidemiológico de morbidade. A população jovem e economicamente ativa, com alta carga de trabalho e estresse, tem maior prevalência de transtornos mentais comuns e dores musculoesqueléticas, que são as principais causas de afastamento do trabalho nessa faixa etária.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a associação automática entre fatores de risco (IMC 26, sedentarismo) e doenças crônicas como hipertensão e diabetes. No entanto, a idade média de 29 anos desloca o perfil de morbidade para condições relacionadas ao estresse ocupacional e ao estilo de vida, como transtornos mentais e dores musculoesqueléticas. O candidato deve correlacionar o perfil demográfico com o perfil epidemiológico, não apenas os fatores de risco isolados.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de diagnóstico populacional, monte uma tabela mental: idade média, ocupação, escolaridade, hábitos de vida (sono, alimentação, sedentarismo) e IMC. Depois, correlacione com as doenças mais prevalentes em cada faixa etária e perfil. Adultos jovens com alta carga de trabalho → transtornos mentais e musculoesqueléticas; idosos → hipertensão, diabetes, DPOC; crianças → doenças infectocontagiosas.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa correta. A população descrita é composta por adultos jovens (idade média de 29 anos), com alta escolaridade, vida urbana industrializada, jornada de 10h/dia, sedentarismo moderado, sono de apenas 5h e IMC de 26. Esse perfil é classicamente associado a transtornos mentais comuns (ansiedade, depressão, transtornos do sono) e a dores musculoesqueléticas, especialmente as relacionadas ao trabalho (LER/DORT), como lombalgia e cervicalgia. O estresse ocupacional e o estilo de vida moderno são fatores determinantes para essas condições, que são as principais causas de afastamento do trabalho nessa faixa etária.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa está incorreta. Hipertensão e diabetes são doenças crônicas prevalentes, mas tipicamente em faixas etárias mais avançadas (acima de 40-50 anos). Embora o IMC de 26 (sobrepeso) e o sedentarismo sejam fatores de risco, a idade média de 29 anos torna essas condições menos prováveis como as mais prevalentes nesse grupo específico. A banca explora a associação automática entre fatores de risco e doenças crônicas, mas o perfil etário desloca a prevalência para outras condições.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa está incorreta. O pré-natal é um evento relacionado à saúde da mulher em idade fértil, mas não é um diagnóstico prevalente na população como um todo, e a dislipidemia, embora possa ocorrer em jovens, é mais comum em faixas etárias maiores. A população descrita não apresenta perfil que indique alta prevalência dessas condições.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa está incorreta. Asma e DPOC são doenças respiratórias crônicas, mas a DPOC está fortemente associada ao tabagismo e à idade avançada, não sendo o perfil mais provável para essa população jovem. A asma pode ocorrer em qualquer idade, mas não é a condição mais prevalente quando comparada aos transtornos mentais e musculoesqueléticos.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa está incorreta. Doenças dermatológicas e infectocontagiosas crônicas são possíveis, mas não são as mais prevalentes quando comparadas aos transtornos mentais e musculoesqueléticos, que têm forte relação com o estresse e o estilo de vida descrito. A população jovem e economicamente ativa, com alta carga de trabalho, tem maior prevalência de condições relacionadas ao estresse ocupacional.

Gabarito: letra A

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