O carcinoma urotelial corresponde a 90% dos tumores de trato urinário superior. Assinale a alternativa correta em relação ao diagnóstico de carcinoma urotelial de trato urinário superior.
AApesar dos desenvolvimentos dos métodos de imagem, a urografia excretora ainda é o exame mais eficiente para diagnóstico de carcinoma urotelial de trato superior.
BA tomografia computadorizada de abdome e pelve com contraste iodado e reconstrução urológica (urotomografia) tem uma alta acurácia para o diagnóstico da doença, com uma sensibilidade de 67% a 100% e uma especificidade de 93% a 99% e é o exame de escolha tanto para diagnóstico quanto estadiamento.
CA tomografia sem contraste é considerada o suficiente para o diagnóstico de carcinoma urotelial de pelve renal e ureter, não sendo necessário expor o paciente aos riscos do contraste iodado.
DO exame com maior acurácia é a urorressonância.
EO exame de escolha é a ultrassonografia das vias urinárias.
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GabaritoB — A tomografia computadorizada de abdome e pelve com contraste iodado e reconstrução urológica (urotomografia) tem uma alta acurácia para o diagnóstico da doença, com uma sensibilidade de 67% a 100% e uma especificidade de 93% a 99% e é o exame de escolha tanto para diagnóstico quanto estadiamento.
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Carcinoma Urotelial de Trato Urinário Superior: Diagnóstico por Imagem
Gabarito: letra B. A urotomografia (TC com contraste iodado e reconstrução urológica) é o exame de escolha para o diagnóstico e estadiamento do carcinoma urotelial de trato urinário superior, apresentando sensibilidade de 67% a 100% e especificidade de 93% a 99%, conforme descrito na alternativa. As demais opções subestimam ou superestimam o papel de outros métodos, como urografia excretora, TC sem contraste, urorressonância e ultrassonografia.
O carcinoma urotelial é o tipo histológico mais comum dos tumores do trato urinário superior (pelve renal e ureter), correspondendo a cerca de 90% dos casos. O diagnóstico por imagem é fundamental tanto para a detecção da lesão quanto para o estadiamento, que define a conduta terapêutica. Historicamente, a urografia excretora foi o exame padrão, mas foi superada pela tomografia computadorizada com protocolo urológico (urotomografia), que permite avaliar o parênquima renal, as vias excretoras e as estruturas adjacentes em um único exame, com alta acurácia.
A urotomografia consiste em uma TC helicoidal com aquisição de imagens em diferentes fases (antes e após a administração de contraste iodado), incluindo a fase excretora, quando o contraste já está sendo eliminado pelos rins e preenche as vias urinárias. Essa técnica permite identificar lesões vegetantes, espessamentos parietais, defeitos de enchimento e obstruções, além de avaliar a extensão local e metástases. A sensibilidade relatada varia de 67% a 100% e a especificidade de 93% a 99%, o que a torna o método mais eficiente para o diagnóstico e estadiamento da doença.
A escolha do exame de imagem deve considerar a acurácia, a disponibilidade e os riscos ao paciente. A TC sem contraste, por exemplo, é útil para a detecção de cálculos, mas não é adequada para a avaliação de tumores uroteliais, pois não permite a visualização adequada das vias excretoras. A urorressonância pode ser uma alternativa em casos de contraindicação ao contraste iodado, mas não é o exame de maior acurácia. A ultrassonografia, por sua vez, tem baixa sensibilidade para lesões pequenas do trato urinário superior e não é o exame de escolha.
A banca explora a confusão entre os métodos de imagem utilizados em diferentes contextos urológicos. É importante lembrar que, para o carcinoma urotelial de trato urinário superior, a urotomografia é o exame de escolha, enquanto a urografia excretora, embora ainda utilizada em alguns serviços, foi superada pela TC. A TC sem contraste é o exame de escolha para cólica nefrética (cálculos), não para tumores. A urorressonância e a ultrassonografia têm papéis limitados nesse cenário.
Carcinoma urotelial de trato urinário superior
1Diagnóstico por imagem
Urotomografia (TC com contraste + fase excretora)
Exame de escolha (diagnóstico e estadiamento)
Sensibilidade 67–100% / Especificidade 93–99%
Urografia excretora
Superada pela TC
TC sem contraste
Só para cálculos (cólica nefrética)
Urorressonância
Alternativa se contraste contraindicado
Ultrassonografia
Baixa sensibilidade para lesões pequenas
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A urografia excretora não é mais o exame mais eficiente para o diagnóstico de carcinoma urotelial de trato urinário superior. Embora tenha sido historicamente utilizada, a urotomografia a superou em acurácia, sendo atualmente o exame de escolha. A urografia excretora tem sensibilidade inferior e não permite a avaliação adequada de lesões pequenas ou do parênquima renal.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa descreve corretamente a urotomografia (TC de abdome e pelve com contraste iodado e reconstrução urológica) como o exame de escolha para o diagnóstico e estadiamento do carcinoma urotelial de trato urinário superior, com sensibilidade de 67% a 100% e especificidade de 93% a 99%. Esses valores são consistentes com a literatura e refletem a alta acurácia do método.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A tomografia sem contraste não é suficiente para o diagnóstico de carcinoma urotelial de pelve renal e ureter. O contraste iodado é essencial para a visualização das vias excretoras na fase excretora, permitindo a identificação de defeitos de enchimento e lesões vegetantes. A TC sem contraste é indicada principalmente para a detecção de cálculos, não para tumores uroteliais.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A urorressonância não é o exame com maior acurácia para o diagnóstico de carcinoma urotelial de trato urinário superior. Embora possa ser útil em casos de contraindicação ao contraste iodado, a urotomografia apresenta maior sensibilidade e especificidade, sendo o método de escolha.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A ultrassonografia das vias urinárias não é o exame de escolha para o diagnóstico de carcinoma urotelial de trato urinário superior. Sua sensibilidade é baixa para lesões pequenas e não permite a avaliação adequada do ureter em toda a sua extensão. A urotomografia é o exame de escolha.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato ao associar a TC sem contraste (exame de escolha para cólica nefrética) com o diagnóstico de tumores uroteliais. Lembre-se: para tumores, o contraste é indispensável; para cálculos, a TC sem contraste é o padrão.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, compare os exames de imagem no trato urinário: urotomografia (tumores), TC sem contraste (cálculos), ultrassonografia (avaliação inicial de hidronefrose), urografia excretora (avaliação anatômica, mas superada pela TC).