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Questão de Português — Concordância verbal, Concordância nominal — Quadrix 2023

PortuguêsConcordância verbal, Concordância nominal
Código
qg031799
Banca
Quadrix
Órgão
IIER - SP
Ano
2023
Nível
Médio
Cargo
Técnico em Enfermagem

Imagem da questão


. Rubem Alves. A pipoca

Internet: <https://seremrelacao.com.br>.

Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto, assinale a alternativa correta.
  1. AO termo “cujas” (linha 10), classificado morfologicamente como uma conjunção subordinativa, estabelece no texto uma relação de causa entre duas orações.
  2. BO termo “cujas” (linha 10), classificado morfologicamente como uma conjunção coordenativa, estabelece no texto uma relação de posse entre duas orações.
  3. CDepreende-se do texto que as causas do pânico, do medo, da ansiedade e da depressão são conhecidas.
  4. DDe acordo com o texto, as causas do pânico, do medo, da ansiedade e da depressão são desconhecidas.
  5. ENo trecho “sofrimentos cujas causas ignoramos” (linhas 10 e 11), o termo “cujas”, classificado morfologicamente como um pronome relativo, estabelece uma relação de concordância nominal com o termo antecedente, “sofrimentos” (linha 10).
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GabaritoD — De acordo com o texto, as causas do pânico, do medo, da ansiedade e da depressão são desconhecidas.

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Análise da questão — "cujas" e as causas dos sofrimentos

Gabarito: letra D. A alternativa correta afirma que, de acordo com o texto, as causas do pânico, do medo, da ansiedade e da depressão são desconhecidas. A prova está no trecho "sofrimentos cujas causas ignoramos" (linhas 10 e 11), em que o verbo "ignoramos" indica explicitamente que não conhecemos essas causas. As alternativas A, B e C erram ao classificar "cujas" como conjunção ou ao afirmar que as causas são conhecidas; a alternativa E, embora classifique corretamente "cujas" como pronome relativo, erra ao dizer que ele concorda com "sofrimentos".

O comando da questão

O enunciado pede para considerar "as ideias e os aspectos linguísticos do texto" e assinalar a alternativa correta. Isso significa que a questão mistura compreensão textual (o que o texto diz) com análise gramatical (classificação morfológica e relação sintática). É preciso, portanto, testar cada alternativa em dois níveis: primeiro, se a informação está de acordo com o texto; segundo, se a análise gramatical está correta. A banca Quadrix, nesse tipo de questão, costuma colocar uma alternativa de interpretação correta (a D) e várias de gramática incorreta (A, B e E), além de uma de interpretação incorreta (C).

O texto e a localização da resposta

O texto de Rubem Alves, "A pipoca", faz uma analogia entre o milho que estoura e as transformações humanas. No trecho relevante, o autor fala sobre os sofrimentos que as pessoas enfrentam. A passagem decisiva é:

"sofrimentos cujas causas ignoramos" (linhas 10 e 11)

O verbo "ignoramos" (1ª pessoa do plural do presente do indicativo) significa "não sabemos", "desconhecemos". Portanto, o texto afirma categoricamente que as causas desses sofrimentos — pânico, medo, ansiedade e depressão — são desconhecidas. Essa é a âncora da alternativa D.

A técnica: pronome relativo × conjunção

A palavra "cujas" é um pronome relativo, não uma conjunção. Os pronomes relativos (que, quem, cujo, onde, quanto) retomam um termo antecedente e introduzem uma oração subordinada adjetiva. Já as conjunções (e, mas, porque, embora, etc.) ligam orações ou termos, estabelecendo relações de coordenação ou subordinação. No trecho, "cujas" retoma "sofrimentos" e introduz a oração "cujas causas ignoramos", que caracteriza esses sofrimentos. A relação estabelecida é de posse: as causas dos sofrimentos. Por isso, as alternativas A e B, que classificam "cujas" como conjunção, estão erradas — A diz que é subordinativa e estabelece causa; B diz que é coordenativa e estabelece posse. Nenhuma das duas classificações morfológicas está correta.

A pegadinha da concordância

A alternativa E é a mais traiçoeira. Ela acerta ao classificar "cujas" como pronome relativo, mas erra ao afirmar que ele "estabelece uma relação de concordância nominal com o termo antecedente, 'sofrimentos'". O pronome relativo "cujo" (e suas flexões) concorda com o termo que vem depois dele, ou seja, com o substantivo que ele determina, não com o antecedente. No trecho, "cujas" concorda com "causas" (feminino plural), não com "sofrimentos" (masculino plural). A concordância nominal exige que o pronome concorde em gênero e número com o substantivo a que se refere diretamente, que é o possuidor do que é expresso. Portanto, a alternativa E troca o referente da concordância, cometendo um erro clássico de análise sintática.

Análise das alternativas

1Retoma o antecedente
"sofrimentos"
2Introduz oração subordinada adjetiva
3Concorda com o termo seguinte
"causas" (feminino plural)
4Relação de posse
As causas dos sofrimentos
"Cujas" (pronome relativo)
LEVELsoulevel.com.br
"Cujas" (pronome relativo): Retoma o antecedente ("sofrimentos"); Introduz oração subordinada adjetiva; Concorda com o termo seguinte ("causas" (feminino plural)); Relação de posse (As causas dos sofrimentos)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que "cujas" é uma conjunção subordinativa e estabelece relação de causa. Erro duplo: "cujas" é pronome relativo, não conjunção; e a relação estabelecida é de posse, não de causa. O trecho "sofrimentos cujas causas ignoramos" não diz que os sofrimentos existem porque ignoramos as causas; diz apenas que os sofrimentos têm causas que desconhecemos. A alternativa contradiz o texto ao classificar morfologicamente a palavra de forma incorreta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que "cujas" é uma conjunção coordenativa e estabelece relação de posse. A segunda parte está correta (há relação de posse), mas a classificação morfológica está errada: "cujas" é pronome relativo, não conjunção. A alternativa troca o conceito de conjunção por pronome relativo, um erro comum em provas.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que "depreende-se do texto que as causas do pânico, do medo, da ansiedade e da depressão são conhecidas". Isso contradiz diretamente o texto, que diz "cujas causas ignoramos". O verbo "ignoramos" significa exatamente o oposto: as causas são desconhecidas. A alternativa inverte o sentido do texto, trocando "desconhecidas" por "conhecidas".

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa afirma que "as causas do pânico, do medo, da ansiedade e da depressão são desconhecidas". Isso é uma paráfrase fiel do trecho "sofrimentos cujas causas ignoramos". O verbo "ignoramos" (não sabemos) autoriza plenamente a afirmação. É a única alternativa inteiramente sustentada pelo texto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que "cujas" é um pronome relativo e estabelece concordância nominal com o termo antecedente, 'sofrimentos'". A classificação morfológica está correta, mas a concordância está errada. O pronome relativo "cujas" concorda com o termo que o segue, "causas" (feminino plural), não com o antecedente "sofrimentos" (masculino plural). A alternativa troca o referente** da concordância, um erro sutil e comum.

NÃO CAIA NESSA!

A banca coloca a alternativa E com a classificação correta (pronome relativo) para atrair o candidato, mas erra na concordância. O pronome relativo "cujo" concorda com o termo seguinte, não com o antecedente. Fique atento a essa inversão.

PEGA ESSA DICA!

Ao analisar "cujo", pergunte: "o que é possuído?" A resposta é o termo que vem depois. "Cujas causas" = as causas dos sofrimentos. A concordância é com "causas".

Gabarito: letra D. A questão cobra, ao mesmo tempo, interpretação textual e análise gramatical. A alternativa correta é a que parafraseia o texto sem acrescentar ou inverter informações. As demais erram na classificação morfológica, na concordância ou no sentido. Lembre-se: a resposta mora no texto — "cujas causas ignoramos" é a prova de que as causas são desconhecidas.

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