Questão de Português — Morfologia - Verbos — Quadrix 2023
- Código
- qg033310
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRA-PE
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior

- CCerto
- EErrado

GabaritoC — Certo
Gabarito: letra C (Certo). O verbo “conseguisse” está, sim, no modo subjuntivo — mais precisamente no pretérito imperfeito do subjuntivo — e, no contexto, expressa possibilidade/incerteza, exatamente como afirma o item. A pista morfológica é a desinência -sse, típica desse tempo, e a pista semântica está na oração em que ele aparece: “Eles chegaram a pensar que o material genético talvez não conseguisse sobreviver por tanto tempo.”
A questão pede um julgamento certo/errado sobre um aspecto morfológico e semântico: identificar o modo do verbo e o valor que ele assume no texto. Não é uma questão de interpretação global — é uma questão de gramática aplicada ao texto: você precisa (1) reconhecer a forma verbal e (2) verificar se o sentido atribuído (possibilidade/incerteza) é compatível com o uso no trecho.
O texto narra a dificuldade de extrair e sequenciar o DNA do solo. No trecho final do 6º parágrafo, lemos:
“Eles chegaram a pensar que o material genético talvez não conseguisse sobreviver por tanto tempo.”
Aqui, o verbo “conseguisse” está em uma oração subordinada substantiva objetiva direta (“que o material genético talvez não conseguisse...”), introduzida pela conjunção “que”, após o verbo “pensar”. O advérbio “talvez” reforça o caráter hipotético. O modo subjuntivo é o modo da irrealidade, da dúvida, da hipótese — e é exatamente isso que o contexto expressa: os pesquisadores não tinham certeza de que o DNA sobreviveria.
O modo subjuntivo, em português, é o modo da incerteza, da possibilidade, do desejo, da hipótese. Ele se opõe ao indicativo, que expressa certeza (fatos). Os tempos do subjuntivo são:
Presente (terminações -a/-e): “que eu fale”, “que ele estude”.
Pretérito imperfeito (terminação -sse): “se eu falasse”, “se ele estudasse”.
Futuro (terminações -r/-res...): “quando eu falar”, “se ele estudar”.
O verbo “conseguisse” é a 3ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo “conseguir”. A desinência -sse é a marca clássica desse tempo. No contexto, ele expressa uma possibilidade não concretizada — o material genético poderia não sobreviver —, ou seja, exatamente o valor de incerteza.
A banca poderia tentar confundir o candidato com o futuro do pretérito do indicativo (terminação -ria), que também pode expressar incerteza em alguns usos (ex.: “Seria possível?”). Mas “conseguisse” não tem terminação -ria; tem -sse. Portanto, não há ambiguidade: é subjuntivo. Outra possível confusão seria achar que, por estar em uma oração subordinada, o verbo perde o valor de incerteza — o que não ocorre: o subjuntivo mantém seu valor semântico mesmo em orações subordinadas.
✅ CERTO. O item está correto: “conseguisse” está no modo subjuntivo (pretérito imperfeito) e, no texto, indica possibilidade/incerteza, como se vê no trecho “talvez não conseguisse sobreviver”.
Para identificar o modo subjuntivo, procure as desinências -sse (pretérito imperfeito), -a/-e (presente) e as formas do futuro (ex.: “quando eu puder”). E lembre: o subjuntivo é o modo da dúvida; o indicativo, o da certeza.
Gabarito: letra C (Certo).
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