Questão de Português — Sintaxe — Quadrix 2023
- Código
- qg033313
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRA-PE
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior

- CCerto
- EErrado

GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A flexão do adjetivo “antigo” para o plural, concordando com “amostras”, não preservaria a correção gramatical do texto, pois alteraria a relação sintática entre os termos. No trecho original, “antigo” concorda com “solo”, e não com “amostras”, como se lê na linha 28: “usaram amostras de solo antigo”. A mudança proposta quebraria a concordância nominal, tornando a frase gramaticalmente incorreta.
O enunciado pede um julgamento sobre correção gramatical — ou seja, sobre a aplicação das regras de concordância nominal —, e não sobre interpretação de sentido. A tarefa é verificar se a flexão proposta mantém a frase dentro da norma padrão. Isso muda a abordagem: não se trata de inferir nada do texto, mas de analisar a estrutura sintática do trecho indicado.
Na linha 28, o texto traz:
“Na Groenlândia, os pesquisadores usaram amostras de solo antigo para voltar no tempo…”
Aqui, a expressão “solo antigo” forma um sintagma nominal em que o adjetivo “antigo” caracteriza o substantivo “solo”. A concordância nominal exige que o adjetivo concorde em gênero e número com o substantivo a que se refere. Como “solo” está no singular, “antigo” também deve estar — e está.
A pegadinha está em identificar qual substantivo o adjetivo modifica. No trecho, “antigo” não se refere a “amostras”, mas a “solo”. A prova está na estrutura: “amostras de solo antigo” = “amostras” (núcleo) + “de solo antigo” (complemento nominal com valor adjetivo). Se flexionássemos “antigo” para “antigos”, teríamos “amostras de solo antigos”, o que geraria uma discordância — o adjetivo estaria no plural, mas o substantivo “solo” permaneceria no singular, e a leitura mais natural seria atribuir “antigos” a “amostras”, o que mudaria o sentido e violaria a concordância.
Para manter a correção, seria necessário reescrever a estrutura, por exemplo: “amostras antigas de solo” — mas isso não é o que a questão propõe. A simples flexão de “antigo” para “antigos” não preserva a correção gramatical.
A alternativa C afirma que a flexão preservaria a correção gramatical. Isso é falso, pois, como demonstrado, “antigo” concorda com “solo”, e não com “amostras”. A flexão para o plural criaria uma discordância nominal, tornando a frase incorreta. O erro aqui é não identificar corretamente o referente do adjetivo — uma armadilha clássica de concordância nominal.
A alternativa E afirma que a flexão não preservaria a correção gramatical. Isso está correto, pois a mudança quebraria a concordância entre “antigo” e “solo”. A banca explora exatamente a confusão entre o substantivo núcleo (“amostras”) e o substantivo do complemento (“solo”), levando o candidato a pensar que o adjetivo deveria concordar com o primeiro.
A banca tenta fazer o candidato acreditar que “antigo” se refere a “amostras”, quando, na verdade, ele se refere a “solo”. A armadilha é a troca do referente — uma distração que inverte a análise sintática.
Ao analisar concordância nominal, identifique primeiro o núcleo do sintagma e depois verifique com qual termo o adjetivo se relaciona. Pergunte: “o que é antigo?” — a resposta é “o solo”, não “as amostras”.
A questão testa a habilidade de aplicar a regra de concordância nominal ao contexto. A resposta correta é a letra E, pois a flexão proposta geraria uma discordância. Lembre-se: em questões de concordância, o adjetivo deve concordar com o substantivo a que se refere, e não com qualquer substantivo próximo.
Gabarito: letra E
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