Questão de Português — Orações subordinadas substantivas: Subjetivas, Objetivas diretas, Objetivas indiretas... — Quadrix 2023
- Código
- qg033318
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRA-PE
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior

- CCerto
- EErrado

GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A oração “que essa mistura de espécies de climas temperados e do Ártico, vivendo lado a lado, não tem equivalente na era moderna” é objetiva direta, e não objetiva indireta, porque completa o verbo afirmar, que é transitivo direto — quem afirma, afirma algo, sem preposição. A classificação correta se prova pela substituição da oração por “isso”: “Ele afirma isso” — e não “afirma disso”. Como se lê no texto: “Ele afirma que essa mistura... não tem equivalente na era moderna” (linhas 15-17).
A questão pede um julgamento certo/errado sobre a classificação sintática de uma oração destacada. Não se trata de interpretação de sentido, mas de análise sintática — precisamos identificar a função que a oração exerce em relação ao verbo da oração principal. O verbo é afirmar, e a oração introduzida por que é o seu complemento. A pergunta central é: esse complemento é direto (sem preposição) ou indireto (com preposição)?
No trecho, o professor Willerslev é o sujeito de “afirma”, e a oração subordinada é o objeto do seu dizer. Vejamos a estrutura:
“Ele afirma que essa mistura de espécies de climas temperados e do Ártico, vivendo lado a lado, não tem equivalente na era moderna”
A oração principal é “Ele afirma”. O verbo afirmar é transitivo direto: quem afirma, afirma algo. O “algo” é exatamente a oração subordinada. Não há preposição exigida pelo verbo — diferentemente de verbos como lembrar-se (quem se lembra, lembra-se de algo) ou gostar (quem gosta, gosta de algo).
O bizu clássico para orações substantivas é substituí-las por isso (ou isto). Se a substituição for direta, sem preposição, a oração é objetiva direta; se exigir preposição, é objetiva indireta.
Objetiva direta: “Ele afirma isso.” → sem preposição, logo a oração é objetiva direta.
Objetiva indireta: “Ele se lembra disso.” → com preposição, logo a oração seria objetiva indireta.
No nosso caso, “Ele afirma isso” — perfeito, sem preposição. Portanto, a oração é objetiva direta, e a afirmação do item está errada.
A banca tenta fazer o candidato achar que, por haver uma oração com “que” após um verbo, ela seria objetiva indireta. Mas a classificação não depende do conectivo, e sim da transitividade do verbo. O verbo afirmar é transitivo direto; não exige preposição. Se fosse “Ele duvida de que...”, aí sim seria objetiva indireta, pois “duvidar” exige a preposição “de”.
A banca explora a confusão entre objetiva direta e indireta. A presença da preposição é o critério decisivo — e ela não existe aqui. Não se deixe enganar pela ausência de preposição no verbo.
Critério | Objetiva Direta | Objetiva Indireta |
|---|---|---|
Verbo da oração principal | Transitivo direto (ex.: afirmar, dizer, saber) | Transitivo indireto (ex.: lembrar-se, gostar, duvidar) |
Presença de preposição | Ausente (complemento sem preposição) | Presente (exige preposição: de, em, com) |
Substituição por “isso” | “Ele afirma isso” (sem preposição) | “Ele se lembra disso” (com preposição) |
Exemplo | “Ele afirma que... não tem equivalente” | “Ele duvida de que... seja verdade” |
A afirmação de que a oração é objetiva indireta está errada. Como demonstrado, o verbo afirmar é transitivo direto, e a oração “que essa mistura... não tem equivalente” exerce função de objeto direto. A substituição por “isso” confirma: “Ele afirma isso”. Portanto, a oração é objetiva direta, e o item está incorreto.
A questão cobra a distinção entre objetiva direta e indireta, que se resolve pela transitividade do verbo e pela presença ou ausência de preposição. Sempre que houver dúvida, substitua a oração por “isso”: se a frase ficar correta sem preposição, é objetiva direta; se precisar de “disso”, é objetiva indireta. Aqui, “afirma isso” — objetiva direta. Gabarito: E (Errado).
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