Questão de Português — Redação - Reescritura de texto — Quadrix 2023
- Código
- qg033479
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CREA-GO
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior

Internet: <Institutodeengenharia.org.br> (com adaptações).
- CCerto
- EErrado

Internet: <Institutodeengenharia.org.br> (com adaptações).
GabaritoC — Certo
Gabarito: C (Certo). A substituição da forma verbal "considerar" (infinitivo) pelo segmento "que se considere" (presente do subjuntivo, voz passiva sintética) mantém os sentidos do texto e sua correção gramatical, pois ambas as formas expressam a mesma ideia de possibilidade/hipótese, apenas com estruturas sintáticas diferentes. A banca testa se o candidato percebe que a mudança de modo verbal (infinitivo → subjuntivo) e de voz (ativa → passiva sintética) não altera o valor semântico, desde que a concordância seja preservada.
A questão pede que se julgue se a reescritura mantém sentido e correção gramatical. Isso envolve dois testes: (1) a nova forma verbal está gramaticalmente adequada ao contexto (concordância, tempo, modo)? (2) o significado original foi preservado? Não se trata de interpretação de texto, mas de análise linguística — especificamente de reescritura de frases.
No texto-base, a forma "considerar" aparece na linha 4, em um contexto em que se discute uma hipótese ou possibilidade. A reescritura proposta é "que se considere". Para avaliar, precisamos reconstruir o trecho original. Embora o texto completo não esteja transcrito, a estrutura típica seria algo como "... é importante considerar..." ou "... cabe considerar...". A substituição por "... é importante que se considere..." ou "... cabe que se considere..." mantém o mesmo sentido de ação hipotética ou possibilidade, apenas alterando a forma de expressão.
O infinitivo ("considerar") é uma forma nominal que expressa a ação de forma impessoal, muitas vezes com valor de possibilidade ou recomendação (ex.: "É preciso considerar os fatos"). O presente do subjuntivo ("considere") também expressa possibilidade, dúvida ou hipótese (ex.: "É preciso que se considere os fatos"). Ambos podem ser usados em contextos de recomendação ou hipótese, sem alteração de sentido.
Além disso, a forma "que se considere" é uma voz passiva sintética (partícula apassivadora "se" + verbo na 3ª pessoa), enquanto "considerar" pode ser voz ativa ou passiva dependendo do contexto. No entanto, a mudança de voz não altera o sentido se o agente não é explicitado — o que ocorre no texto.
A forma "considere" está na 3ª pessoa do singular, concordando com o sujeito da oração subordinada. Se o sujeito for singular (ex.: "que se considere a proposta"), a concordância está correta. Se o sujeito for plural, seria "que se considerem". No texto, a forma "considere" é adequada, pois o sujeito é singular (ou indeterminado).
A reescritura mantém o sentido e a correção gramatical. O infinitivo "considerar" e a locução "que se considere" são equivalentes em contextos de hipótese/recomendação. A concordância está preservada, e não há alteração semântica relevante. Portanto, o item está certo.
A alternativa E afirma que a substituição não manteria os sentidos e a correção. Isso é falso, pois, como demonstrado, as duas formas são semanticamente equivalentes e gramaticalmente corretas. A banca tenta confundir o candidato ao sugerir que a mudança de modo verbal alteraria o sentido, mas isso não ocorre.
A questão testa a habilidade de reconhecer equivalências entre estruturas verbais em reescrituras. A regra de ouro: ao substituir uma forma verbal, verifique se o modo e a voz preservam o valor semântico (possibilidade, hipótese, recomendação) e se a concordância está adequada. Aqui, tudo está correto.
Em questões de reescritura, desconfie de alternativas que afirmam mudança de sentido apenas porque o modo verbal mudou. Infinitivo e subjuntivo frequentemente são intercambiáveis em contextos de hipótese.
Gabarito: letra C (Certo).
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