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Questão de Português — Crase — Quadrix 2023

PortuguêsCrase
Código
qg033842
Banca
Quadrix
Órgão
CREFONO 2 - SP
Ano
2023
Nível
Superior


Imagem da questão

Internet: : <www.fonosp.org.br> (com adaptações).

Acerca da estrutura linguística e do vocabulário empregados no texto, julgue o item.O emprego do sinal indicativo de crase nas duas ocorrências de contração “às” (linha 5) é facultativo.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crase: quando o acento grave é obrigatório e quando é facultativo

Gabarito: E (Errado). O emprego do sinal indicativo de crase nas duas ocorrências de “às” (linha 5) não é facultativo — é obrigatório, pois decorre da regência de um verbo e de um nome que exigem a preposição “a”, a qual se funde com o artigo feminino plural “as”. A afirmação do item está incorreta.

A questão cobra um ponto clássico de crase: a distinção entre os casos obrigatórios e os facultativos. O enunciado afirma que as duas ocorrências de “às” são facultativas, o que só seria verdade se estivéssemos diante de um dos três casos de crase facultativa: antes de nome próprio feminino, antes de pronome possessivo feminino (quando o artigo é dispensável) e na locução “até a”. Nenhum desses casos ocorre no texto — as duas ocorrências são exigidas pela regência, logo a crase é obrigatória.

Para resolver, é preciso identificar por que cada “às” aparece. A crase ocorre quando há a fusão da preposição “a” (exigida por um verbo ou nome) com o artigo definido feminino “a/as”. Se o termo que antecede exige a preposição e o termo seguinte é um substantivo feminino que admite artigo, a crase é obrigatória — não há escolha. É exatamente o que acontece nas duas ocorrências do texto.

A banca explora a confusão entre “crase facultativa” e “crase obrigatória”. Muitos candidatos lembram que há casos facultativos e generalizam, mas a regra é clara: facultativa é apenas a crase que depende de um artigo que pode ser omitido; quando a preposição é exigida pela regência e o artigo é obrigatório, não há facultatividade.

PEGA ESSA DICA!

Ao julgar itens sobre crase, pergunte-se: “a preposição é exigida por regência?” e “o artigo é obrigatório?”. Se as duas respostas forem sim, a crase é obrigatória. Os casos facultativos são exceção — nome próprio, possessivo e “até a”.

Crase
  • 1Obrigatória
    • Preposição "a" (regência) + artigo "a/as"
    • Ex.: quem permite, permite a alguém
  • 2Facultativa
    • Nome próprio feminino
    • Pronome possessivo feminino
    • Locução "até a"
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Item — ❌ Errado ⟵ GABARITO

A afirmativa de que o emprego da crase nas duas ocorrências de “às” é facultativo está errada. No texto, as duas ocorrências são obrigatórias, pois resultam da regência de um verbo e de um nome que exigem a preposição “a”, a qual se funde com o artigo feminino plural “as”.

Primeira ocorrência: o verbo que antecede exige a preposição “a” (quem permite, permite algo a alguém). O complemento é um substantivo feminino plural que admite artigo (“as”). Assim, temos preposição “a” + artigo “as” = “às”. A crase é obrigatória.

Segunda ocorrência: o nome que antecede (substantivo abstrato) exige a preposição “a” (quem tem acesso, tem acesso a algo). O complemento é novamente um substantivo feminino plural com artigo (“as”). Logo, preposição “a” + artigo “as” = “às”. A crase é obrigatória.

Não se trata de nenhum dos casos facultativos (nome próprio, possessivo, “até a”). Portanto, a afirmação é falsa.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer o candidato acreditar que toda crase é facultativa, mas as ocorrências no texto são obrigatórias por exigência de regência. A pegadinha está em generalizar a facultatividade sem verificar a causa da crase.

Conclusão: a crase nas duas ocorrências é obrigatória, pois é determinada pela regência verbal e nominal. O item está errado.

Gabarito: E (Errado).

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