Questão de Português — Tipologia Textual — Quadrix 2023
Português›Tipologia Textual
Código
qg033896
Banca
Quadrix
Órgão
CRM-MG
Ano
2023
Nível
Superior
Quanto à tipologia, o texto
Aé dissertativo e, nele, o autor deixa clara a sua opinião favorável a que a medicina humanizada se restrinja ao sistema público de saúde.
Bdesenvolve-se em uma narrativa cronológica, evidenciada na menção ao ano 2000.
Cé essencialmente descritivo, pois seu objetivo é caracterizar a medicina humanizada, por meio dos grandes desafios impostos aos médicos brasileiros.
Dcaracteriza-se como dissertativo-argumentativo e, nele, argumenta-se em favor da implementação da proposta de humanização da saúde.
Econfigura-se como dissertativo-expositivo, visto que objetiva enumerar os caminhos que garantem a eficiência do atendimento médico.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoD — caracteriza-se como dissertativo-argumentativo e, nele, argumenta-se em favor da implementação da proposta de humanização da saúde.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Tipologia textual: dissertativo-argumentativo e a defesa da humanização da saúde
Gabarito: letra D. O texto é dissertativo-argumentativo porque apresenta uma tese — a medicina humanizada é um diferencial que melhora a experiência do paciente — e a defende com argumentos ao longo de todos os parágrafos, buscando convencer o leitor. A passagem que ancora essa leitura está no 4º parágrafo: "A proposta de humanização da saúde começou a ser implementada no Brasil em 2000... O objetivo era mudar a cultura no sistema de saúde, fazendo com que o paciente fosse o foco do atendimento — e não a doença." O autor não apenas informa; ele argumenta em favor dessa implementação.
O comando: identificar a tipologia pela intenção
A questão pede que você classifique o texto quanto à tipologia textual. O critério decisivo, como ensinam as bancas, é a INTENÇÃO do autor (o conteúdo, o propósito comunicativo), e não apenas a forma. Antes de olhar as alternativas, pergunte: o autor quer narrar (contar uma história), descrever (caracterizar algo estaticamente), expor (informar com neutralidade) ou argumentar (defender um ponto de vista e convencer)? A resposta a essa pergunta já elimina metade das opções.
O texto: tese e argumentos em favor da humanização
O texto abre com uma constatação sobre a fragilidade do paciente e a insuficiência do atendimento técnico isolado. A partir daí, o autor constrói uma cadeia argumentativa:
1º parágrafo: apresenta o problema (paciente aflito, diagnóstico agravante, atendimento técnico insuficiente).
2º parágrafo: defende que o acolhimento desde a recepção faz diferença.
3º parágrafo: define a medicina humanizada como proposta que coloca o paciente em primeiro lugar.
4º parágrafo: traz um dado histórico (implementação no Brasil em 2000) e a tese central: "o paciente fosse o foco do atendimento — e não a doença".
5º parágrafo: argumenta que o setor privado também ganha, citando a concorrência e a recomendação.
6º parágrafo: conclui que a humanização é o diferencial para o serviço ser lembrado e escolhido.
7º parágrafo: arremata com a ideia de que todos gostam de ser bem tratados, especialmente na saúde, onde há fragilidade.
Cada parágrafo sustenta a tese com um argumento novo — isso é a marca do dissertativo-argumentativo. O autor não se limita a informar; ele persuade.
A técnica que decide: expor × argumentar
A distinção central desta questão está entre dissertativo-expositivo e dissertativo-argumentativo. O expositivo informa com neutralidade, sem defender uma posição; o argumentativo defende uma tese e tenta convencer. O texto em análise é claramente o segundo: há opinião explícita ("a humanização é o grande diferencial"), há apelo à concorrência como motivo, há uma conclusão persuasiva. A presença de dados (o ano 2000) não torna o texto expositivo — o dado é usado como argumento a favor da tese, não como informação neutra.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre "expor" e "argumentar". A alternativa E tenta fazer o texto parecer expositivo, mas o autor opina e defende — não apenas informa. A alternativa B tenta transformar a menção ao ano 2000 em narrativa cronológica, mas o dado é um argumento histórico, não o fio de uma história.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar a tipologia, pergunte: "o autor quer me convencer de algo?" Se sim, é argumentativo. Se apenas quer me informar, é expositivo. A presença de opinião e de argumentos é o sinal decisivo.
Tipologia textual: Dissertativo-expositivo (Informa com neutralidade, Não defende posição); Dissertativo-argumentativo (Apresenta tese, Defende com argumentos, Busca convencer); Narrativo (Sequência de acontecimentos, Personagens e enredo); Descritivo (Caracteriza estaticamente, Sem progressão)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que o autor é favorável a que a medicina humanizada se restrinja ao sistema público. O texto diz exatamente o contrário: "A iniciativa da medicina humanizada pode até ter surgido no sistema público, porém, o privado também tem muito a ganhar com o conceito." O autor amplia o alcance da proposta ao setor privado, não o restringe. Erro: contradiz o texto (inverte a posição do autor).
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa classifica o texto como narrativa cronológica por causa da menção ao ano 2000. O texto não conta uma história com personagens, enredo e progressão temporal; a menção ao ano é um dado argumentativo dentro de uma dissertação. Narrar exige sequência de acontecimentos com começo, meio e fim — o que não ocorre aqui. Erro: troca de conceito (confunde dado histórico com estrutura narrativa).
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa classifica o texto como essencialmente descritivo, com objetivo de caracterizar a medicina humanizada por meio dos desafios impostos aos médicos. O texto não descreve a medicina humanizada de forma estática; ele a defende com argumentos. Além disso, a menção a "desafios impostos aos médicos" é uma extrapolação — o texto fala em toda a equipe, não especificamente em desafios médicos. Erro: extrapolação + troca de conceito (descrição × argumentação).
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa está correta: o texto é dissertativo-argumentativo e argumenta em favor da implementação da proposta de humanização da saúde. A tese aparece no 4º parágrafo: "O objetivo era mudar a cultura no sistema de saúde, fazendo com que o paciente fosse o foco do atendimento — e não a doença." Os argumentos que a sustentam estão espalhados pelo texto: o acolhimento desde a recepção (2º parágrafo), o ganho para o setor privado pela concorrência (5º parágrafo), o diferencial para o serviço ser lembrado (6º parágrafo) e a fragilidade do paciente na saúde (7º parágrafo). Tudo converge para convencer o leitor de que a humanização vale a pena.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa classifica o texto como dissertativo-expositivo, que objetiva enumerar os caminhos que garantem a eficiência do atendimento. O texto não enumera caminhos de forma neutra; ele defende uma tese com argumentos persuasivos. A diferença é essencial: o expositivo informa sem opinar; o argumentativo opina e tenta convencer. O autor claramente defende a humanização, o que afasta a classificação expositiva. Erro: troca de conceito (exposição × argumentação).
Conclusão: a tipologia se define pela intenção. O texto defende a humanização da saúde com argumentos — logo, é dissertativo-argumentativo. As demais alternativas ou contradizem o texto (A), ou confundem dado histórico com narrativa (B), ou extrapolam e trocam o tipo textual (C e E).