Questão de Português — Pontuação — Quadrix 2023
- Código
- qg034044
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRM-TO
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
Texto para o item.

Internet: <em.com.br> (com adaptações).
- CCerto
- EErrado
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GabaritoC — Certo
Gabarito: C (Certo). A inserção de vírgula imediatamente depois de “estudos” (linha 24) comprometeria a coerência das ideias do período, porque separaria o sujeito do seu verbo, quebra estrutural proibida pela norma culta e que desorganiza a relação sintático-semântica da frase. A passagem que ancora o veredito está no trecho em que “estudos” funciona como núcleo do sujeito, seguido imediatamente do verbo — a vírgula ali criaria uma pausa indevida, rompendo a unidade do sujeito composto e prejudicando a progressão lógica do período.
A questão pede um julgamento (Certo/Errado) sobre um efeito linguístico: se a vírgula depois de “estudos” comprometeria a coerência. Isso exige duas operações: (1) identificar a função sintática da palavra “estudos” no período; (2) avaliar o efeito que a vírgula produziria nessa estrutura. Não se trata de mera decoreba de regra, mas de aplicar a regra ao contexto e verificar o impacto no sentido.
No trecho da linha 24, “estudos” é o núcleo do sujeito de um verbo que vem logo em seguida. A estrutura é típica: sujeito (com seus adjuntos) + verbo + complementos. A vírgula entre o sujeito e o verbo é proibida pela norma culta, pois esses dois termos formam uma unidade sintática essencial — separá-los por vírgula quebra a ligação direta entre quem pratica a ação e a ação em si.
“...os estudos(,) ...” (trecho da linha 24, com a vírgula inserida)
A vírgula ali criaria uma pausa que desconecta o sujeito do verbo, fazendo o leitor interpretar o sujeito como um bloco isolado e o verbo como início de outra informação. Isso compromete a coerência, pois a relação de predicação (o que o sujeito faz) fica prejudicada — o período perde a fluidez e a clareza, podendo até gerar ambiguidade.
A regra é clara: não se separa sujeito de verbo por vírgula. Isso vale mesmo quando o sujeito é longo ou composto. A vírgula só é admitida entre esses termos se houver um elemento intercalado (aposto, oração interferente, adjunto deslocado) que justifique as duas vírgulas — mas, no caso, não há intercalação; a vírgula seria inserida diretamente entre o núcleo do sujeito e o verbo.
A técnica para resolver: localize o verbo do período e pergunte “quem pratica essa ação?”. A resposta é o sujeito. Se a vírgula cair entre esses dois elementos, está errada — e, no plano do sentido, quebra a coerência, porque a frase deixa de apresentar uma predicação íntegra.
A afirmação está correta. A vírgula depois de “estudos” separaria o sujeito do verbo, o que é proibido pela norma culta e, no plano textual, comprometeria a coerência das ideias, pois desestruturaria a relação sintático-semântica essencial do período. A banca explora exatamente esse caso: a vírgula não é apenas um detalhe estilístico — sua inserção indevida altera a organização lógica da frase, prejudicando a compreensão.
Em questões de vírgula, sempre identifique o verbo e o sujeito antes de avaliar a pontuação. Se a vírgula separar esses dois, está errada — e o efeito é sempre de quebra de coerência.
A inserção de vírgula entre “estudos” e o verbo é um caso proibido e, por isso, compromete a coerência do período. A resposta correta é C (Certo).
Gabarito: C (Certo).
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