Julgue o item, que consiste em propostas de reescrita para períodos destacados do texto, quanto à correção gramatical e à coerência textual.
“Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado” (linhas 29 e 30): Eles prenderam o ladrão que ficava olhando tudo com cara de assombrado em flagrante
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GabaritoE — Errado
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Reescrita de frases: posição do adjunto adverbial e coerência
Gabarito: E (Errado). A reescrita proposta altera o sentido do período original ao deslocar o adjunto adverbial "em flagrante" para o final da frase, criando ambiguidade e comprometendo a coerência textual. No original, "em flagrante" modifica o verbo "prenderam" (indica a circunstância da prisão); na reescrita, o leitor pode entender que o ladrão estava "em flagrante" (com cara de assombrado), o que é incoerente.
O comando
A questão pede que se julgue a proposta de reescrita quanto à correção gramatical e à coerência textual. Isso significa que não basta a frase estar gramaticalmente correta; é preciso que ela preserve o sentido original e mantenha a lógica interna do texto. A banca testa, portanto, a manutenção do sentido na reescrita, um dos pontos centrais da reescritura de frases.
O texto e a reescrita
O período original é:
"Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado"
Aqui, "em flagrante" é um adjunto adverbial de modo que se liga ao verbo "prenderam", indicando como a prisão ocorreu. A oração adjetiva "que ficava olhando tudo com cara de assombrado" é restritiva e se refere a "o ladrão", especificando qual ladrão foi preso.
A reescrita proposta é:
"Eles prenderam o ladrão que ficava olhando tudo com cara de assombrado em flagrante"
Ao mover "em flagrante" para o final, o adjunto adverbial passa a poder modificar o verbo "ficava" (da oração adjetiva), gerando a leitura de que o ladrão "ficava em flagrante" — o que é incoerente. A reescrita, portanto, não preserva o sentido e compromete a coerência.
A técnica: adjunto adverbial e oração adjetiva
O adjunto adverbial é o termo que indica circunstância (modo, tempo, lugar, etc.) e, em geral, modifica o verbo. Na reescrita, a posição do adjunto é crucial: se ele for deslocado para perto de outro verbo, pode mudar o que ele modifica. Já a oração adjetiva restritiva (introduzida por "que") especifica o substantivo anterior, sem vírgula. No original, a oração "que ficava olhando..." restringe "o ladrão"; na reescrita, ela continua restritiva, mas o adjunto "em flagrante" fica ambíguo: pode modificar "prenderam" (sentido original) ou "ficava" (sentido incoerente).
A pegadinha da banca
A banca desloca o adjunto adverbial para o final, criando uma ambiguidade que altera o sentido. O candidato desatento pode achar que a reescrita está correta porque a frase continua gramaticalmente aceitável, mas a coerência é quebrada. A dica é: sempre verifique o que o adjunto adverbial modifica após a reescrita.
1Original: adjunto modifica 'prenderam'
2Reescrita: adjunto deslocado p/ o fim
3Ambiguidade: modifica 'ficava'?
4[-] Coerência quebrada → Errado
LEVEL · soulevel.com.br
NÃO CAIA NESSA!
A banca desloca "em flagrante" para o final, fazendo-o parecer modificar "ficava" em vez de "prenderam", o que gera incoerência.
PEGA ESSA DICA!
Ao reescrever, pergunte: "o que este adjunto modifica?" Se a resposta mudar, a reescrita está errada.
Conclusão
A reescrita não é correta porque altera o sentido e compromete a coerência. Portanto, o item está Errado.