Julgue o item, que consiste em propostas de reescrita para períodos destacados do texto, quanto à correção gramatical e à coerência textual.
“Não precisa mais ter pressa” (linha 20): Não precisa mas ter pressa
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GabaritoE — Errado
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Reescrita: "mas" × "mais" — a troca que quebra o sentido
Gabarito: E (Errado). A reescrita proposta "Não precisa mas ter pressa" é incorreta porque substitui a conjunção adversativa "mas" pelo advérbio de intensidade "mais", alterando o sentido original e produzindo um enunciado incoerente. No texto, "Não precisa mais ter pressa" significa que a pressa deixou de ser necessária; com "mas", a frase perde o sentido e fica gramaticalmente inadequada.
O comando pede que você julgue a proposta de reescrita quanto à correção gramatical e à coerência textual. Isso significa que não basta a frase estar "bonita" ou parecida: é preciso que a nova redação mantenha o sentido do original e respeite as regras da norma culta. Aqui, a banca explora a confusão clássica entre "mas" (conjunção adversativa, equivale a "porém") e "mais" (advérbio de intensidade, indica quantidade ou acréscimo). São palavras homófonas, mas com funções e sentidos totalmente diferentes.
No trecho original, "Não precisa mais ter pressa", o vocábulo "mais" é um advérbio que indica que a pressa não é mais necessária — ou seja, há uma ideia de cessação ou não necessidade. Já "mas" é uma conjunção que introduz uma oposição ou contraste entre duas ideias. Ao trocar "mais" por "mas", a frase "Não precisa mas ter pressa" fica sem sentido: não há oposição a ser estabelecida, e a construção "precisa mas" não é aceita na norma culta. A reescrita, portanto, altera o sentido e fere a coerência.
A regra que decide esta questão é simples: "mas" é conjunção adversativa (ideia de oposição) e "mais" é advérbio de intensidade (ideia de quantidade/acréscimo). Na reescrita, a troca de um pelo outro inverte o sentido e, muitas vezes, torna a frase agramatical. Veja o exemplo: "Estudei, mas não passei" (oposição) × "Estudei mais" (intensidade). No caso do texto, "mais" é essencial para o sentido de "não precisa mais"; "mas" não cabe ali.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca "mas" por "mais", explorando a confusão clássica entre conjunção adversativa e advérbio de intensidade. A pegadinha é sedutora porque as duas palavras são homófonas, mas a função sintática e o sentido são completamente diferentes.
PEGA ESSA DICA!
Ao julgar reescritas, pergunte-se: "o sentido original foi preservado?" Se a troca de uma palavra altera o sentido ou torna a frase incoerente, a reescrita está errada. Desconfie de trocas entre palavras homófonas (mas/mais, a/há, etc.).
"Mas" × "mais": Mas (Conjunção adversativa, Ideia de oposição, Ex.: Estudei, mas não passei); Mais (Advérbio de intensidade, Ideia de quantidade/acréscimo, Ex.: Estudei mais); Na reescrita (Troca altera o sentido, Torna a frase incoerente)
Item — ❌ Errado ⟵ GABARITO
A proposta "Não precisa mas ter pressa" está errada por dois motivos:
Incorreção gramatical: "mas" é conjunção adversativa e não pode ser usado no lugar de "mais" (advérbio de intensidade). A construção "precisa mas" não existe na norma culta.
Incoerência textual: o sentido original é de que a pressa não é mais necessária; com "mas", a frase perde o sentido, pois não há oposição a ser expressa.
Portanto, a reescrita não mantém a correção gramatical nem a coerência textual, sendo incorreta.