Substituição de “tinha” por “havia”: equivalência semântica e correção gramatical
Gabarito: C (Certo). A substituição de “tinha” por “havia” é correta porque, no contexto, ambos os verbos são impessoais e equivalem a “existir”, preservando o sentido e a correção gramatical. A banca testa justamente o reconhecimento dessa equivalência, comum na norma culta.
O comando
A questão pede que você julgue se a troca de “tinha” por “havia” mantém a correção gramatical e a coerência do texto. Isso é uma questão de reescritura: você deve verificar se a substituição não altera o sentido, não quebra a concordância e não gera incoerência. Não se trata de interpretação de ideias, mas de equivalência vocabular e emprego dos verbos.
O texto e a passagem decisiva
No trecho original, “tinha” é usado com sentido de existir (verbo impessoal), como em “tinha uma casa no fim da rua”. O verbo “haver”, nesse mesmo sentido, é impessoal e invariável: “havia uma casa no fim da rua”. A troca é perfeita porque ambos os verbos, nessa acepção, são sinônimos e seguem a mesma regência (não têm sujeito, apenas objeto direto).
“...tinha uma casa no fim da rua...” (trecho ilustrativo do contexto)
A passagem mostra que “tinha” está empregado como verbo existencial, e “havia” cumpre exatamente a mesma função, sem alterar o sentido ou a estrutura da frase.
A técnica que decide
A regra é clara: “ter” e “haver” são equivalentes quando significam “existir”. Nesse caso, ambos são impessoais e ficam na 3ª pessoa do singular. A substituição é sempre correta nesse contexto, pois não há mudança de sentido nem de concordância. O que a banca quer é que você não confunda com o “ter” de posse (ex.: “eu tinha um carro”), que não pode ser trocado por “haver”.
Análise da alternativa
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A substituição é correta. No texto, “tinha” tem valor existencial, e “havia” é seu sinônimo perfeito. A frase permanece gramaticalmente correta e coerente, pois o verbo continua impessoal e no singular. Não há qualquer prejuízo ao sentido.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa “Errado” é incorreta porque a troca é válida. Quem marca “Errado” provavelmente pensou que “ter” e “haver” são sempre diferentes, mas esqueceu que, no sentido de “existir”, são intercambiáveis. A banca não pede que você decore regras, mas que reconheça a equivalência no contexto.
Fechamento
A regra de ouro: quando “ter” significa “existir”, pode ser substituído por “haver” sem erro. Guarde isso para questões de reescrita. A banca adora testar essa equivalência, e ela é sempre correta.
Gabarito: letra C