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Questão de Português — Coesão e coerência — Quadrix 2023

PortuguêsCoesão e coerência
Código
qg034194
Banca
Quadrix
Órgão
CRO - SC
Ano
2023
Nível
Médio

Texto para o item.


Imagem da questão


Luis Fernando Veríssimo. Aprenda a chamar a polícia.

Internet: <www.refletirpararefletir.com.bb> (com adaptações).

No que se refere à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.


“tinha” (linha 19) por havia

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Substituição de “tinha” por “havia”: equivalência semântica e correção gramatical

Gabarito: C (Certo). A substituição de “tinha” por “havia” é correta porque, no contexto, ambos os verbos são impessoais e equivalem a “existir”, preservando o sentido e a correção gramatical. A banca testa justamente o reconhecimento dessa equivalência, comum na norma culta.

O comando

A questão pede que você julgue se a troca de “tinha” por “havia” mantém a correção gramatical e a coerência do texto. Isso é uma questão de reescritura: você deve verificar se a substituição não altera o sentido, não quebra a concordância e não gera incoerência. Não se trata de interpretação de ideias, mas de equivalência vocabular e emprego dos verbos.

O texto e a passagem decisiva

No trecho original, “tinha” é usado com sentido de existir (verbo impessoal), como em “tinha uma casa no fim da rua”. O verbo “haver”, nesse mesmo sentido, é impessoal e invariável: “havia uma casa no fim da rua”. A troca é perfeita porque ambos os verbos, nessa acepção, são sinônimos e seguem a mesma regência (não têm sujeito, apenas objeto direto).

“...tinha uma casa no fim da rua...” (trecho ilustrativo do contexto)

A passagem mostra que “tinha” está empregado como verbo existencial, e “havia” cumpre exatamente a mesma função, sem alterar o sentido ou a estrutura da frase.

A técnica que decide

A regra é clara: “ter” e “haver” são equivalentes quando significam “existir”. Nesse caso, ambos são impessoais e ficam na 3ª pessoa do singular. A substituição é sempre correta nesse contexto, pois não há mudança de sentido nem de concordância. O que a banca quer é que você não confunda com o “ter” de posse (ex.: “eu tinha um carro”), que não pode ser trocado por “haver”.

Análise da alternativa

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A substituição é correta. No texto, “tinha” tem valor existencial, e “havia” é seu sinônimo perfeito. A frase permanece gramaticalmente correta e coerente, pois o verbo continua impessoal e no singular. Não há qualquer prejuízo ao sentido.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa “Errado” é incorreta porque a troca é válida. Quem marca “Errado” provavelmente pensou que “ter” e “haver” são sempre diferentes, mas esqueceu que, no sentido de “existir”, são intercambiáveis. A banca não pede que você decore regras, mas que reconheça a equivalência no contexto.

Fechamento

A regra de ouro: quando “ter” significa “existir”, pode ser substituído por “haver” sem erro. Guarde isso para questões de reescrita. A banca adora testar essa equivalência, e ela é sempre correta.

Gabarito: letra C

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