Questão de Português — Sintaxe — Quadrix 2023
- Código
- qg034280
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRO - SC
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
Texto para o item.

Internet: <callegariemarques.com.br> (com adaptações).
- CCerto
- EErrado
Texto para o item.

Internet: <callegariemarques.com.br> (com adaptações).
GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A flexão de “são realizados” na terceira pessoa do plural não se justifica pela concordância com “os dentes”, pois, na oração em questão, “os dentes” não é o núcleo do sujeito, mas sim o objeto direto (paciente) da forma verbal. A concordância se dá com o sujeito paciente, que, em uma construção de voz passiva sintética ou analítica, é o termo que sofre a ação — e, no trecho citado, esse sujeito é outro elemento da oração, não “os dentes”.
A questão pede uma análise sintática de um trecho específico: identificar a função de “os dentes” e verificar se ela justifica a flexão verbal. Isso exige ler o texto com atenção à estrutura da oração, não apenas ao sentido. O comando afirma que “os dentes” é o núcleo do sujeito de “são realizados” — e é exatamente essa afirmação que precisa ser testada.
No texto-base, a passagem relevante é:
“...são realizados dos dentes...”
Aqui, a expressão “dos dentes” está regida pela preposição “de”, o que já indica que ela não pode ser o sujeito da oração. O sujeito, em português, não vem introduzido por preposição. A função sintática de “dos dentes” é de complemento nominal (ou adjunto adnominal, dependendo do contexto), e não de sujeito.
Para achar o sujeito de uma oração, faz-se a pergunta “quem?” ou “o quê?” antes do verbo. No trecho, a pergunta seria: “O que é realizado?” A resposta não é “dos dentes”, mas sim o termo que sofre a ação — que, na voz passiva, é o sujeito paciente. No texto, esse termo é “o tratamento” (ou equivalente), e não “os dentes”.
A forma “são realizados” é uma locução verbal na voz passiva analítica (verbo auxiliar “ser” + particípio). Nesse tipo de construção, o verbo concorda com o sujeito paciente, que é o termo que recebe a ação. Se o sujeito é “o tratamento” (singular), o verbo deveria ser “é realizado”; se o sujeito é “os tratamentos” (plural), o verbo é “são realizados”. A concordância, portanto, é com o sujeito, e não com o objeto.
A banca tenta confundir o candidato ao fazer parecer que “os dentes” é o sujeito, quando na verdade é o objeto da ação. Isso é uma troca de função sintática: o termo que sofre a ação (paciente) é apresentado como se fosse o agente ou o sujeito. A pegadinha está em não perceber que, na voz passiva, o sujeito é o paciente, e que “dos dentes” está preposicionado, o que o exclui da função de sujeito.
A assertiva afirma que a flexão de “são realizados” se justifica pela concordância com “os dentes”, que seria o núcleo do sujeito. Isso está errado por dois motivos:
“Os dentes” não é o sujeito: está preposicionado (“dos dentes”), o que o torna um complemento, não o sujeito.
A concordância é com o sujeito paciente: na voz passiva, o verbo concorda com o termo que sofre a ação, que é outro elemento da oração.
Portanto, a justificativa apresentada é incorreta.
A assertiva está errada porque atribui a “os dentes” a função de sujeito, quando, na verdade, esse termo é um complemento preposicionado. A concordância verbal se dá com o sujeito paciente da voz passiva, não com o objeto. Gabarito: E (Errado).
Em questões de concordância, sempre identifique o sujeito pela pergunta “quem?” ou “o quê?” antes do verbo. Se o termo estiver preposicionado, não pode ser sujeito.
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