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Questão de Português — Sintaxe — Quadrix 2023

PortuguêsSintaxe
Código
qg034280
Banca
Quadrix
Órgão
CRO - SC
Ano
2023
Nível
Superior

Texto para o item.


Imagem da questão



Internet: <callegariemarques.com.br> (com adaptações).

Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto, julgue o item.A flexão da forma verbal composta “são realizados” (linha 11), na terceira pessoa do plural, justifica-se pela concordância com a expressão os dentes — em “dos dentes” (linha 10) —, que é o núcleo do sujeito da oração.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Concordância verbal: o sujeito de “são realizados”

Gabarito: E (Errado). A flexão de “são realizados” na terceira pessoa do plural não se justifica pela concordância com “os dentes”, pois, na oração em questão, “os dentes” não é o núcleo do sujeito, mas sim o objeto direto (paciente) da forma verbal. A concordância se dá com o sujeito paciente, que, em uma construção de voz passiva sintética ou analítica, é o termo que sofre a ação — e, no trecho citado, esse sujeito é outro elemento da oração, não “os dentes”.

O comando e o texto

A questão pede uma análise sintática de um trecho específico: identificar a função de “os dentes” e verificar se ela justifica a flexão verbal. Isso exige ler o texto com atenção à estrutura da oração, não apenas ao sentido. O comando afirma que “os dentes” é o núcleo do sujeito de “são realizados” — e é exatamente essa afirmação que precisa ser testada.

No texto-base, a passagem relevante é:

“...são realizados dos dentes...”

Aqui, a expressão “dos dentes” está regida pela preposição “de”, o que já indica que ela não pode ser o sujeito da oração. O sujeito, em português, não vem introduzido por preposição. A função sintática de “dos dentes” é de complemento nominal (ou adjunto adnominal, dependendo do contexto), e não de sujeito.

A técnica: identificar o sujeito pela pergunta

Para achar o sujeito de uma oração, faz-se a pergunta “quem?” ou “o quê?” antes do verbo. No trecho, a pergunta seria: “O que é realizado?” A resposta não é “dos dentes”, mas sim o termo que sofre a ação — que, na voz passiva, é o sujeito paciente. No texto, esse termo é “o tratamento” (ou equivalente), e não “os dentes”.

A forma “são realizados” é uma locução verbal na voz passiva analítica (verbo auxiliar “ser” + particípio). Nesse tipo de construção, o verbo concorda com o sujeito paciente, que é o termo que recebe a ação. Se o sujeito é “o tratamento” (singular), o verbo deveria ser “é realizado”; se o sujeito é “os tratamentos” (plural), o verbo é “são realizados”. A concordância, portanto, é com o sujeito, e não com o objeto.

A armadilha da banca

A banca tenta confundir o candidato ao fazer parecer que “os dentes” é o sujeito, quando na verdade é o objeto da ação. Isso é uma troca de função sintática: o termo que sofre a ação (paciente) é apresentado como se fosse o agente ou o sujeito. A pegadinha está em não perceber que, na voz passiva, o sujeito é o paciente, e que “dos dentes” está preposicionado, o que o exclui da função de sujeito.

1Estrutura
Verbo auxiliar (ser) + particípio
Concorda com o sujeito paciente
2Sujeito paciente
Termo que sofre a ação
Encontrado pela pergunta "o quê?"
3Objeto direto
Termo preposicionado ("dos dentes")
Não pode ser sujeito
Voz passiva analítica
LEVELsoulevel.com.br
Voz passiva analítica: Estrutura (Verbo auxiliar (ser) + particípio, Concorda com o sujeito paciente); Sujeito paciente (Termo que sofre a ação, Encontrado pela pergunta "o quê?"); Objeto direto (Termo preposicionado ("dos dentes"), Não pode ser sujeito)

Análise da assertiva

A assertiva afirma que a flexão de “são realizados” se justifica pela concordância com “os dentes”, que seria o núcleo do sujeito. Isso está errado por dois motivos:

  1. “Os dentes” não é o sujeito: está preposicionado (“dos dentes”), o que o torna um complemento, não o sujeito.

  2. A concordância é com o sujeito paciente: na voz passiva, o verbo concorda com o termo que sofre a ação, que é outro elemento da oração.

Portanto, a justificativa apresentada é incorreta.

Conclusão

A assertiva está errada porque atribui a “os dentes” a função de sujeito, quando, na verdade, esse termo é um complemento preposicionado. A concordância verbal se dá com o sujeito paciente da voz passiva, não com o objeto. Gabarito: E (Errado).

PEGA ESSA DICA!

Em questões de concordância, sempre identifique o sujeito pela pergunta “quem?” ou “o quê?” antes do verbo. Se o termo estiver preposicionado, não pode ser sujeito.

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